22 dezembro, 2008

Agora

No trabalho.
Cercada por uma nuvem de marimbondos assustadores.
Invejem-me.

20 dezembro, 2008

Livrinhos, livrinhos

Esse ano foi meio vergonhoso pra mim no quesito leitura. Em primeiro lugar, porque adoro ler na cama antes de dormir (se o livro for bom avanço pela madrugada, bem contente), um hábito meio incompatível com um namorado que precisa acordar cedo para ir trabalhar. E também por causa do tanto de trabalhos para a faculdade que precisei fazer esse semestre.

Embora a PUC tenha inaugurado uma biblioteca nababesca e faraônica, as poucas vezes que passei por lá foi pra emprestar algum livro técnico, geralmente de Banco de Dados.





Daí que pensei, na semana do Natal, não vou trabalhar por cinco dias, namorado vai pra casa da família e eu vou passar por aqui mesmo. Por que, então, não aproveitar a folga e colocar um pouco das leituras em dia? Dei um pulo na biblioteca (que tem um "quê" de aeroporto, don't ask) e peguei uns livrinhos:

- A Metamorfose, Franz Kafka: Até que enfim preenchi essa lacuna literária.
- Poirot Investiga, Agatha Christie: Sim, fui uma adolescente que leu muuuito Agatha Christie e Poirot sempre foi meu personagem preferido.
- A Sangue Frio, Truman Capote: Outra lacuna literária imperdoável pra quem gosta do gênero.
- O Último Reino, Bernard Cornwell: Adoro uma saga épica. Às vezes um pouco de escapismo é tão bom...

Existem tantos livros bons, tantas histórias legais, pra todos os gostos que juro que não entendo quem diz que não gosta de ler.

19 dezembro, 2008

Constatação

Começo a acreditar que a dieta anda cumprindo seu verdadeiro objetivo: Reeducação alimentar.
Ganhei, no amigo-secreto do trabalho - há 3 dias - uma caixa de Ferrero Rocher, que adoro. E ela ainda está absolutamente intacta.

12 dezembro, 2008

Boca santa

Quando alguém vai fazer um gif da Ana Maria Braga dizendo "Se você desaparecesse da face da terra seria uma coisa maravilhosa pra todo mundo"?

Ótima sugestão de presente de Natal para os desafetos.

10 dezembro, 2008

Sweetest thing

Quão meigo lhe parece falar ao telefone com uma senhorinha beeeem senhorinha que ainda trata moças por "senhorita"?

04 dezembro, 2008

I'll be fine

É muito fácil descobrir se tive uma boa noite de sono. O termômetro é a facilidade com que consigo escovar o cabelo na manhã seguinte.

Explico.

Se eu durmo bem, acordo, não raramente, na mesma posição em que adormeci. Caso contrário, fico me remexendo na cama, puxo as cobertas (o que deixa o meu namorado muito puto comigo), arranco o lençol do colchão, acordo bem antes do nascer do sol e fico ali, quietinha, observando a luminosidade da manhã entrar pelas frestas da janela. Fatalmente, pelo remelexo da noite, meu cabelo amanhece cheio de nós e eu sofro para escová-lo quando levanto da cama.

Poucas coisas me tiram o sono, mas a ansiedade é a minha maior vilã. Se alguma coisa me preocupa, mesmo que racionalmente eu saiba que não vou resolver nada ficando sem dormir ou sofrendo por antecipação, acabo passando por isso. Minha imaginação, foda que só ela, coloca em cena mil probleminhas brotando em volta do Problema, penso, repenso, sofro, me angustio, não durmo, só pra no dia seguinte perceber o tamanho da tempestade que eu armei no famigerado copo d'água.

Sim, tem coisas que só o terapeuta cura, mas se já consegui superar coisas que me faziam mais mal, acho que passar por isso vai ser mais tranquilo. Ainda mais contando com o reforço mal-humorado do namorado dizendo "Friiiiioooooooo!" durante a noite.

03 dezembro, 2008

Acho que não contei aqui sobre o dia em que fui chamada de mal educada na parada de ônibus por uma bruxa velha porque entrei no ônibus primeiro do que a tal bruxa velha que, supostamente, estava lá antes do que eu.

Tipo, aquele ponto de ônibus não tem fila, muito menos senha.

Quem é que chega na parada, olha o povo que tá lá e pensa "tá, eu cheguei depois do guri com camiseta do nirvana e do amigos do guri com camiseta do nirvana, da tia com sacola do BIG, do homem com caspa, do velhinho com pente no bolso da camisa, da guria emo, da mãe da guria emo e da mulher com cabelo laranja"?

Fora que o ônibus chega ali vazio, de humano dentro dele, só o motorista.

Certo, partimos do princípio de que a bruxa velha queria barraco, mas:

1. Não bato palma pra maluco dançar;
2. Embora eu saiba que tenho estado operando com tolerância -1 ultimamente, não discuto com quem fala "plobrema". Eu preciso manter um certo nível, né?

Pois bem.

A mesma bruxa velha, ontem, quando o ônibus que ela ia pegar estacionou atrás de um outro, saiu correndo e atropelando todo mundo na calçada muito bonitamente, sem nem ao menos pedir desculpas pelos esbarrões que ela e sua bolsa gigante deram nas pessoas.

Um verdadeiro exemplo de boa educação.

30 novembro, 2008

Era uma vez...

Numa escola, há alguns anos atrás...

- Então, turma, pra relembrar a aula de hoje: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas. São pronomes pessoais do caso...?

- Oblíquo, professora!

- Muito bem! Agora a chamada. Ana Paula?

- Presente!

- Bruno?

- Presente!

- Charlysleysson?

- Não veio!

- De novo?

Anos depois, um chevette velho ultrapassa o ônibus que leva Daniela para o trabalho. No vidro de trás, em letras adesivas, Charlysleysson proclama para o mundo a quantidade de vezes que faltou às aulas de Português para ficar jogando fliperama na esquina:

"Com nós ou contra nós"

Daniela suspira e inventa essa historinha.

28 novembro, 2008

Do alívio

+ Semestre quase acabou (ainda falta entregar um trabalho). Tirei notas muito boas, apesar de ter me dedicado BEM menos do que nos semestres anteriores, o que abre um precedente deveras perigoso.

+ Pela primeira vez na minha vida chego em dezembro sabendo que vou curtir uns dias de férias no verão.

+ Meu trabalho é legal, meus colegas são legais e meus chefes são uns amores (sim, faço parte do 0,000001% da humanidade que pode dizer isso de todo o coração sem querer puxar o saco de chefe-mala). O que também é meio arriscado, porque, com certeza, vou chorar um rio quando tiver que sair de lá.

+ LastFM é um negócio bacana. Se cadastra, me procura, e finja que não viu a Shakira na minha playlist, ok? Isso é crucial para o bem da nossa relação.

+ Amanhã mamãe vai estar de aniversário. Vai sair tanta coisa boa dessa cozinha que vou precisar passar a próxima semana à base de alho-poró.

+ Posso contar um sonho da noite passada? Sonhei que estava numa casa onde havia uma disputa entre chineses e japoneses. Os japoneses eram contra o aborto e os chineses a favor. As mulheres que queriam abortar iam para essa casa, que os japoneses encheram de armadilhas (cobras, gás venenoso e outras coisas inofensivas). No sonho, eu estava do lado dos chineses. Será o meu subconsciente avisando que eu sou a favor do aborto? Ou que tenho medo de cobras? Ou que consigo diferenciar japoneses de chineses?

+ Os dias calorentos e modorrentos do verão são de matar. Mas as noites não são uma delícia? ;-)

Pff...

Esqueci a câmara em casa.
Logo hoje que o Alfredo estava TÃO fotogênico.

Alfredo

Não contei do Alfredo ainda por aqui, né?
Tipo, ele é o cara mais funny do centro de Porto Alegre.
Vou levar a câmera pro trabalho hoje só pra tentar tirar uma foto dele.

Hihi.

Parecidíssimo com o Alfredo.

26 novembro, 2008

Subvertendo o sentido das coisas

Acho que ninguém mais é tão "umbiguista" que não entenda a necessidade de terminar com a proliferação das sacolas plásticas, né? Nem preciso colocar aqui o tempo que elas levam para sumir do nosso planetinha. Porque é ou não é o fim uma sacola plástica do Mercadinho do Seu Juca durar mais tempo que euzita e vc?

Pois bem, munidos de boa intenção e esperançosos em ganhar um troco em cima da recém adquirida consciência ecológica da galera, a Wall Mart confecciona e vende ecobags como essas:


Achei bacana, e como estávamos procurando uma, acabei comprando uma dessas por 2 reais no caixa do mercado, pensando naquelas comprinhas básicas do dia-a-dia onde realmente colocar mais uma sacola plástica em circulação não é das coisas mais inteligentes. Pra mim, esse é o sentido, a razão de você adquirir uma ecobag, certo?

Errado.

Não foi uma, nem duas, nem três vezes que vi as moçoilas andando com a ecobag por aí substituindo a bolsa, caras! A bolsa! Tipo, não levam a ecobag pro super porque vai sujar A BOLSA!

Esse é o tipo de coisa que me faz ter um desânimo monstro com a minha espécie. Todo mundo devia nascer com um fardo extra de perspicácia.

25 novembro, 2008

Discordando de "migo" mesma

Daí que eu cheguei à conclusão de que não gosto de Stephen King.

Brilhante.

Então, porque, porque, porque SEMPRE que um livro dele me cai nas mãos, não consigo largar até chegar ao fim, mesmo sabendo que o livro é feio, chato, bobo? Céus.

Deve ser outra manifestação do "Princípio Shakira".

Aquele onde você não ouve e não gosta da Shakira, mas se pega cantando que os quadris não mentem e que "en Barranquilla se baila así".

Mesmo nunca tendo estado a menos de 5000km da tal Barranquilla.

19 novembro, 2008

Drama-Mulherzinha

Estou com um problema que só a ala feminina vai entender.

Meu nome é Daniela e já faz algum tempo que aboli o secador e a chapinha da minha vida.

(Oi, Daniela!)

Pois bem. É ótimo sair de casa com um look que não desmancha na chuva, no vento e etc... Fora o tempo que ganho sem passar pelo ritual de alisa aqui, puxa ali, ajeita a franja.

Tipo, me sinto livre < /propaganda de absorvente>

O problema é que para garantir uma certa organização nas minhas mechas, passo um leave-in.

Que está vencido desde fevereiro.

Comprei um novo, claro, mas para a tragédia ficar maior, a marca mudou a fórmula PRA PIOR. Enquanto que com o leave-in antigo, meu cabelo ficava leve, solto, ondulado nas pontas, do jeito que eu gosto, o novo deixa o meu cabelo pesado, feio e sem ondinhas, ou seja, preciso me conformar com o fato: meu antigo, amado e vencido leave-in provavelmente é o único remanescente de uma nobre linhagem de leave-ins perfeitos.

14 novembro, 2008

Sem chance pra fura-fila

Que o mundo tá cheio, lotado, transbordante de gente idiota, não é novidade nem pra minha sobrinha de 1 ano e meio. E isso porque logo que ela nasceu, eu fiz o favor de informar:

- Bia, bem-vinda ao mundo dos babacas. Honre seus genes e faça a diferença.

Mentira. O máximo que fiz foi apitar:

- Óoooounnn...

Em 24 anos de vida, óbvio que conheci muita gente legal, mas muita gente imbecil também, com variados graus de imbecilidade. Hoje, vamos nos reter ao mais insignificante. O imbecil fura-fila.

Já faz um tempo que queria escrever sobre ele, porque é um espécime que abunda na fila do ônibus que pego pra voltar da Puc. O que acontece é que existe um grupinho de pessoas por lá e, como eu disse, também existe uma fila. Somou? Pois é. Basta um exemplar do grupinho chegar na fila na frente de você e pronto. Se você era o terceiro, agora deve ser o vigésimo. A galerinha vai chegando, dando oi pro amiguinho e pum, passa na frente na maior cara lavada.

Tem gente que não liga, tem gente que fica p da vida, mas até hoje não vi ninguém falar "Oi, cheguei primeiro. Circulando!". Mas ontem... ah, mas ontem...

Já faz alguns dias que falta lugar no ônibus, quem sobra precisa ficar esperando o próximo (se eu pegar esse próximo, chego em casa uns 45 minutos mais tarde!), sendo assim, furar fila, que pra mim é a forma mais chula de tentar levar vantagem passando por cima dos direitos de outra pessoa, adquire outra dimensão.

Estava eu na fila quando vi alguns membros do grupinho na minha frente. Logo depois, chega uma guria e passa na minha frente pra se juntar a eles, que ainda alertaram "fulana, ontem não teve lugar pra todo mundo... não é legal furar".

O tempo foi passando, ela de vez em quando soltando um "ai, a fila tá imensa e eu furei descaradamente."

Warning! Warning! Don't point your fucking finger to crazy people.

Quando o ônibus chegou, a fina aqui deu uma batidinha no ombro da guria e quando ela olhou, simplesmente fiz um discreto sinalzinho de "pra trás, verme."

E ela foi. Claro.

26 outubro, 2008

Eufemismos, superlativos, etc...

Depois de ver um outdoor mais ou menos assim na freeway:

"Iogurte Funcional X
Livra você dos congestionamentos"

Fiquei pensando em quantas metáforas idiotas e/ou infelizes ainda vão inventar para "defecar".

19 outubro, 2008

(Nem deu tempo de fotografar)

No sábado, resolvi matar o que estava me matando.

Namorado comprou duas barras de chocolate branco e uma caixinha de morangos cheirosos que só. E o que saiu disso? Uma mousse de chocolate branco com calda de morangos, course. Pena que não deu pra tirar uma foto pra vocês conferirem a cor ESCARLÁTICA (oi, eu invento palavras) da calda de morangos... A receita em si saiu dos cafundós da minha cabeça, porque achei que morangos e chocolate branco seria uma combinação infalível. Não anotei nada, mas confio na memória pra passar a receita pra quem quiser se aventurar.

Mousse de chocolate branco com calda de morangos

Mousse

2 barras de chocolate branco (vá na sua marca preferida, o ideal seria uma marca com pouca ou nenhuma quantidade de gordura hidrogenada, ok?)

1 lata de creme de leite

3 claras

Calda de morangos

300g de morangos (orgânicos? Manda bala!)
2 colheres de sopa de açúcar
150 ml de água
2 colheres de sopa de cachaça ou vodka

Pique o chocolate em pedaços e derreta em banho-maria. Caso não domine a arte, apele para o microondas: Um minuto já é o suficiente, pois os pedacinhos rebeldes que restarem serão derretidos ao misturar. Junte o creme de leite e mexa com vontade usando um fouet. Reserve. Bata as três claras em neve e junte delicadamente ao creme de chocolate. Leve à geladeira.

Para preparar a calda, pique os morangos e leve ao fogo com a água e o açúcar. Quando começar a ferver, retire a espuma que se formar e junte a cachaça. Quando a mistura tomar a forma de uma calda mais espessa, com alguns pedacinhos de morango ainda não completamente desmanchados, é hora de tirar do fogo e deixar esfriar. Quando estiver fria, derrame a calda sobre a mousse.

Além de saborosa, o visual da sobremesa é lindo. Vai por mim!

13 outubro, 2008

Hábitos porto-alegrenses dos quais eu tinha me livrado - Parte II


Atravessar a rua é uma coisa relativamente simples. Faixa de segurança, olhar atentamente para os dois lados e coisa e tal. A maior parte do mundo não ousa e faz isso:

Atravessando na faixa

Porto-alegrenses, ousados que são, fazem isso:

Atravessando a faixa


11 outubro, 2008

Hábitos porto-alegrenses dos quais eu tinha me livrado - Parte I

Nas paradas de ônibus e nas estações de trem as pessoas ficam organizadas mais ou menos dessa forma:


Daí quando chega o trem ou o ônibus, elas se jogam umas sobre as outras, mais ou menos assim:

Qualquer pessoa que tente de alguma forma organizar a bagaça é desencorajada da seguinte forma:


E assim a vida segue na capital dos gaúchos.

05 outubro, 2008

Tumbalacatumba

Passei um tempo sem escrever meus loooongos posts. Nesse meio tempo a Sandy casou e passou o trono de virgem da tv pra Maysa ou pra sobrinha da Gretchen, conforme a definição de virgem vigente. Nos pampas, fez frio, fez calor, fez frio de novo, muito calor e agora chove e venta pra caramba. Juro que eu não podia ter nascido em outro lugar. Ouvi pela primeira vez minha sobrinha me chamar de "Dani" e ela falou tão direitinho que estou até agora toda derretida ali no chão da cozinha. Levei meu sobrinho no banheiro do hipermercado e quando ele soltou um "Que lugar bacana!" lembrei do quanto eu me divertia apenas entrando na Mesbla para olhar as bonecas e sentir aquele cheiro inconfundível de brinquedo novo, mesmo que não fosse levar nada pra casa. Nesse meio tempo eu me dei conta de que se existe alguém que seja mais do que apenas nós, esse alguém gosta de mim um bocado. Também ensinei a irmã a jogar Counter Strike, nos demos uns tiros e rimos bastante. Nesse meio tempo tirei a maior das preocupações dos meus ombros, estou descarregando as menores aos poucos e perdi alguns quilos. Conheci pessoas legais, pessoas não tão legais e pessoas que fazem uma força enorme para não deixarem ninguém ver o quanto elas são legais. O problema é que aquele brilho nos olhos de quem tem a alma boa é a única coisa no mundo que não se pode disfarçar de jeito nenhum. Fiz algumas experiências no fogão, uns biscoitinhos perfumados, inclusive. Me entreguei ao balanço do ônibus e, por um segundo, me deixei levar pelo tempo e pela distância, que são os mestres da ilusão. Nesse meio tempo em que deixei o blog às moscas, vivi a vida que queria ter vivido há anos, pisei em folhas secas só pelo barulhinho, andei com a maior calma do mundo, com a maior pressa do mundo, torci o pé por causa do salto, quis correr por causa do tênis, bebi dois martinis com cereja junto do meu amor, percebi que fico muito bem vestindo "cores comestíveis", descobri uma função que me agrada, uma forma de me encontrar dentro da minha profissão e, quem sabe, nesse meio tempo cheio de silêncio, meu caminho tenha se revelado um pouquinho mais pra mim.