30 julho, 2008

Pés

Aos seis anos, enquanto ainda frequentava as aulinhas de balé, lembro muito bem da professora elogiando a minha capacidade de conseguir me equilibrar beeeem nas pontinhas dos pés e permanecer assim pelo tempo que ela pedisse. Ou andar assim. Ou correr assim. Ou assobiar e chupar cana assim. Lembro também que, por causa disso, era alvo de chacota de um vizinho meu, pois logo percebi que correndo na ponta dos pés, eu conseguia uma velocidade bem maior do que correndo com o pé todo plantado no chão. Era eu sair correndo, nas brincadeiras de pega-pega e o vizinho se dobrava de rir. Aquele mala.

O tempo passou, eu cresci uns parcos centímetros, mas os pés meio que estacionaram. Calço 34, às vezes 33(!), mas vou vivendo. Certo dia, fui comprar uma sandália numa loja de sapatos num shopping de Porto Alegre. Apontei um modelo na vitrine pro vendedor e ele foi buscar para eu experimentar. Sentei na cadeira, tirei o sapato e... o vendedor olhava pro meu pé embasbacado. Até pensei que tava com chulé, mas ele veio com essa:

- Quer que eu te ajude a calçar?
- Não!

Depois pensei que se você gosta de pés, nada melhor do que trabalhar em lojas de calçados, se você gosta de menininhos, nada melhor do que transformar seu sítio num imenso parque de diversões... enfim, divago.

E a vida ia seguindo seu rumo até o dia em que o dedão do meu pé direito parou de funcionar. Eu dizia:

- Dobra, dedão.

E ele nada.

- Dobra!

E ele lá, me olhando com aquela cara de terreno baldio. Desisti e recorri à autoridade mundial em se tratando de minha saúde e bem-estar:

- Mãe... meu dedão não funciona.
- Vamos ao traumatologista.

No consultório do médico, fui bem clara:

- Seguinte, doutor, meu dedão não funciona.
- Blablabla...
- Já faz quase duas semanas que ele tá dormente, não se mexe, não consigo nem usar chinelo, nem tamanco, porque o dedão simplesmente não consegue nem segurar o chinelo.
- !
- É...
- Hmm... pode ser uma atrofia na espinha, pólio, esclerose.< /House>
- !
- Tem que consultar o neurologista e fazer uma eletroBLABLABLABLAgrafia.
- Dói?
- É meio chato...
- Legal. E dói?
- Dói.

O exame consistia em enfiar agulhas nos meus nervos e dar choques.

No consultório do neurologista, ele me recebeu e logo foi falando aquilo que sempre te dizem quando você vai sofrer:

- É desconfortável, pode ser dolorido, mas quanto mais você estiver relaxada, melhor.
-

Na hora de me entregar os resultados ele disse:

- Tá vendo essa curva do teu pé?
- Ahan.
- Nunca vi uma curva tão ampla. Muito bonito. Você tem pés muito bonitos.
- Concordo.

No fim, não era nada demais. Saí de lá com a certeza de que meu dedão ficaria bom se eu parasse de cruzar as pernas o tempo todo, pois isso fazia com que eu "amassasse" meu nervo e com a comprovação científica de que tinha pés bonitos. Tem uma curva no exame pra provar.

24 julho, 2008

Confort food

Confesso. Troco qualquer croissant, pão de queijo, muffin, bagel, bisnaguinha Seven Boys, petit fours pela combinação perfeita de café com leite e pão francês amanhecido com manteiga, que na falta, até pode ser substituída por Qualy: Confort food, assim como o bolo inglês que acabei de tirar do forno. Pode não ser como quando eu era criança, quando vinha na forma de muffins em forminhas de papel, mas mesmo assim, o perfume de laranja pela casa, o sabor suave e a cor dourada fazem verdadeiros milagres em mim.

21 julho, 2008

Cinema y otras cositas más

No sábado fiz uma torta de maçã e, até que enfim, comprei uma fôrma pra tortas e quiches, de alumínio e dentada. A torta ficou uma maravilha, o recheio de maçãs é uma loucura e tive que me conter para não comer tudo às colheradas. A receita peguei aqui.

Já na sexta-feira tínhamos feito planos de assistir Batman no cinema. Ele, porque simplesmente adora HQs, eu, porque confesso estar curiosíssima a respeito do Coringa do Heth Ledger. No domingo à noite fomos até o Unibanco Arteplex e a fila gigantesca já anunciava: Ingressos esgotados. Fazer o quê? Voltar pra casa? Ná... já que estamos aqui, vamos assistir Hancock, mesmo. E assim foi. Como a sessão demoraria ainda uma hora para começar, passamos no mercado e compramos um potinho de Häagen-Dasz, colheres descartáveis e contrabandeamos descaradamente pra dentro do cinema, o que foi uma péssima idéia, já que vai ser difícil ir ao cinema sem um Häagen-Dasz das próximas vezes, dado o preço um tanto proibitivo. A menos que a gente pegue as sessões durante a semana que são mais baratas e... enfim, divago.

Sobre o filme, só tenho a dizer que poderia ter terminado na metade: Enquanto tínhamos um super-herói desastrado e bêbado tentando ser um cara melhor, o filme foi divertido. Depois, ficou um tanto cansativo. Ouvi comentários semelhantes na saída da sala, mas como a platéia era formada na sua maioria por pessoas que não conseguiram ingresso para assistir Batman (inclusive, quando apareceu o trailer a galera fez "Ahh..."), pode ter sido birra de gente descornada doida pra ver o Coringa.

15 julho, 2008

Fui tão longe.

09 julho, 2008

A ironia brasileira.

Ontem, levando o vô para uma consulta ao oftalmologista, cruzamos com um motoboy. No baú da moto, escrito da forma mais tosca possível, o seguinte:

"Tele-pizza do Senado"


05 julho, 2008

101 coisas em 1001 dias - Review

Não me orgulho muito da minha média, mas a idéia é tão boa que não vou desistir enquanto não cumprir o planejado. Portanto, aí estão as metas que já realizei, ou que estão em vias de:

4. Comprar 10 livros
Dos 10 planejados, comprei dois:"A insustentável leveza do ser", do Milan Kundera e "O buraco da agulha", do Ken Follett.

16. Visitar Cambará do Sul

O guia (do povo lá, porque a gente não precisa de guia pra seguir trilha demarcada, né? Somos wild.) fez as piores piadinhas ÉVAH sobre cair lá de cima. Relato aqui.

23. Assistir Monty Python
Assisti Monty Python em busca do cálice sagrado e tive cólicas de tanto rir. Adorei.

24. Assistir toda a trilogia de O Poderoso Chefão
Assisti ao primeiro, que muitos dizem ser o melhor. Tipo que a cena da morte da Sofia é uma das coisas mais "hãn, morreu?!" do cinema.

29. Conhecer 6 cidades diferentes
Porto Belo, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Igrejinha, Três Coroas. Tainhas conta? Não, né? Então ainda falta 1.

50. Assistir um filme de terror
Assisti quase todos esses de zumbis. Um dia serei macha e assistirei "Brinquedo Assassino", pode esperar.

65. Levar o Matheus ao zoológico

Ele só queria saber dos patos, das tartarugas e dos peixes. Ah, ele também gostou da lhama. Enquanto as outras crianças se escabelavam pelo elefante e pelos leões, o Matheus curtia os bichos mais underground do zôo.

76. Passear no mercado público
Passeei, tomei sorvete naquela banca famosa (apesar de não achar o sorvete lá aquelas coisas. Sou chata pra caramba pra sorvete), comprei feijões e erva-mate, mas preciso descobrir onde é que as coisas acontecem por lá, tipo, onde vende fava de baunilha, azeite trufado, essas coisas... Enfim, divago.

80. Dormir na frente de uma lareira acesa

O barulhinho do fogo crepitando virou um dos meus barulhinhos preferidos, junto com as músicas da Cat Power. E namorado e eu combinamos que podemos morar embaixo da marquise da Casas Bahia, mas teremos sim uma lareira.

82. Visitar uma vinícola

Vinícola devidamente visitada, bebida e comida. Seu Miolo, a gente comeu suas uvas. Pega eu! Relato aqui.

84. Andar de barco

O verde do mar de Santa Catarina é coisa de outro mundo. E sabe aqueles peixinhos de aquário coloridinhos e tal? Tá ligado que eu vi no mar? Nadando entre os meus PÉS? Completamente alienígena. Prontofalei.

85. Tirar uma foto com toda a família


86. Ser aprovada em todas as disciplinas
No sufoco, mas tá indo.

96. Comprar um mp3
Aquele que mantém a minha sanidade dentro do ônibus.

98. Arrumar o computador de vez ou comprar outro
Tenho em mãos (e isso não é força de expressão) um novinho em folha.

04 julho, 2008

Mals ae!

Seja cruel e me diga qual a chance disso acontecer: Precisar de 6.9 pra ser aprovada em uma matéria, fazer a prova e tirar exatamente essa nota. Mas tudo bem, felicíssima com o meu 6.9 soy yo. De todo, fui aprovada em todas as matérias sem precisar de G2. E tirei 8.3 no trabalho da locadora.

No próximo semestre, 4 cadeiras novinhas em folha pra eu me dedicar um pouquinho mais e terminar o ano com certa paz de espírito. E como bem lembrou a Ju, ano que vem já vou estar na metade do curso.

03 julho, 2008

Eita!

E a surpresa da guria quando viu que tinha tirado um glorioso 7 na prova de segunda-feira quando tudo o que esperava era um 3 muito do miserável? Posso dizer que a sombra do G2 ficou um pouquinho mais distante e muito menos assustadora...

Estudar salva, minha gente.

02 julho, 2008

Alguém jogue a toalha branca, peloamor!

Segundo round hoje.
E daí que a professora nem por decreto publica as notas antes de sexta-feira. Não sei vocês, mas eu estou conferindo in loco aquilo que chamam de terrorismo psicológico: Aos pouquinhos o meu auto-controle se esvai pelo ralo.

Logo, logo vou acabar confessando que foi o House quem não me deixou estudar o tantão que eu queria durante o semestre.

29 junho, 2008

Confusão

Amanhã eu tenho uma prova.
Se eu disser a matéria que estou estudadando você consegue adivinhar meu curso?

Pois bem, estou estudando árvores, folhas, galhos e FLORESTAS.


Biologia?
Não.

Agronomia?
Nope.

Pô... Informática?
Yes, baby.

Eles não tem idéia do que isso faz com a cabeça da gente.

28 junho, 2008

Grrrrr!

Estar com fome e não ter opções práticas à mão e nem ingredientes para preparar alguma coisa é uma das únicas coisas capazes de me fazer ficar de mau humor por horas. Uma TPM monstro instantânea.

27 junho, 2008

Falta 1 ano para eu precisar começar a usar cremes anti-idade.

Caros, como DEVERIAM saber, no último dia 22 comemorei meu aniversário. Eu comi camarão na moranga no sábado e foi legal. No outro dia a Lu veio aqui pra casa e comemos brownie e pão de provolone com peito de peru e chá, porque somos light, claro. Também ficamos vendo vídeos nonsense no Youtube porque carecíamos de matéria-prima para bons pesadelos.

Observação: Para mim, a face do mal passou a ser representada pelas discípulas do Inri.

Como aniversário é uma data para ganhar presente celebrar a vida e eu, como boa criança de 24 anos que não aceita receber um feliz aniversário sem que esteja devidamente acompanhado de um pacotinho bacana e com lacinho, fiquei bem feliz com meus presentes: Ganhei um par de tênis do meu amor. Lindos, confortáveis, lilazinhos. Uma indireta, claro, nem precisa ter QI com 3 dígitos pra saber disso. Até macacos, se ganhassem tênis, começariam a fazer cooper imediatamente.

Er...

Bom, também ganhei, da Luluzita, um belo, prático, esmaltado, aparelho para Fondue. Claro que o objetivo desse presente vai de encontro com o objetivo do tênis e a minha mente entrou em colapso e eu desmaiei, mas pode ser encarado da seguinte forma: Faço muitos fondues, de todos os tipos possíveis, como até explodir, depois calço meus tênis e corro até o Acre para gastar as calorias todas. Pena que ninguém teve a presença de espírito de me dar um cilindro de oxigênio.

Para fechar com chave de ouro, também ganhei um (namorado disse que, por questão de segurança, não posso contar, pois de posse dessa informação você poderia querer me sequestrar ou me obrigar a ouvir a versão mística de Umbrella, com as discípulas do Inri até que eu entregue meu presente fodástico para você. Que é mau.) Mas o presente é bacaníssimo. Fiquem felizes por mim!

22 junho, 2008

24 anos.

Jesus, apaga a luz!

20 junho, 2008

Tá todo mundo louco.

Até o meu teclado. Ora escreve mil vezes a mesma letra, ora escreve porra nenhuma, ora o cursor sai correndo.

Descobri que final de semestre na PUC é tipo um teste de sanidade mental. Se você conseguir terminar sem que esteja à beira de uma internação psiquiátrica involuntária, você vence. E não sei se tô indo bem. As pessoas andam reclamando que a minha voz está uns bons decibéis acima do normal. Odeio isso que eu tenho de falar agudo quando estou nervosa/angustiada/ansiosa/whatever.

Meu mp3 tá sem bateria e eu coloquei pra carregar. Porque aguentar aquele ônibus, só estando surda ou dopada. Quer ver que eu vou esquecer dele em casa? Odeio esses apêndices, tipo mp3, pendrive com o trabalho final de Alpro. Queria que tudo fosse implantado em mim de uma vez.

E lá se foi o cursor ³².

18 junho, 2008

Ah, como eu amo dormir!

No calor, nem tanto, porque é horrível acordar suada e enroscada nos lençóis. Bate um bode desgraçado. Mas no frio... ficar encasulada no meio de mil cobertores e edredons, quase sem conseguir respirar tamanho peso em cima do tórax, não tem preço.

Quer dizer, tinha. R$5,76 a hora, pra ser mais exata.

Durante um tempo trabalhei numa multinacional num horário estapafúrdio pra maioria dos mortais: das 17:20h às 02:20 DA MATINA. E ainda tinha dias em que precisava acordar às 06:30h da manhã pra ir pra faculdade. Preciso dizer que isso quebrou, espatifou e queimou até às cinzas o meu relógio biológico?

O drama ficou tão grande que eu vivia de excessos, ou seja, sexo, drogas e rock'n roll ou cochilava em torno de 2 horas por noite ou hibernava 12 horas direto sem acordar nem com a vizinha passando vaporetto na casa toda, telhado incluso.

Inclusive, foi nessa época que vi um disco voador, quase fui atropelada por uma carroça e experimentei coca-cola com guaraná cerebral .

Quando saí do trabalho foi que percebi o tamanho da zona que tinha se instalado. À noite, não conseguia dormir, ficava passando os canais, vendo até "fala que eu te escuto", com seus 752 pastores diferentes, quando os seriados do SBT acabavam e o Intercine estava repetindo pela quinta vez o mesmo filme. Da televisão passava pra internet (ainda bem que a Lu operava nos mesmos horários que eu. Não fosse as nossas conversas no msn, eu teria ido parar no bate-papo do Terra e dali só pra deus-sabe-onde), da internet para os livros e quando ia ver, já eram 5h, 6h. Sorte que nessa época eu ainda não assistia House, senão o céu seria o limite.

E a vida seguia, aos trancos.

Até que o namorado veio morar comigo, os compromissos com faculdade aumentaram exponencialmente, expulsei do quarto a televisão, o Intercine e a Universal, com seus 1248 pastores e fogueiras do Monte Ararat e voltei a dormir nos horários convencionais.

Puts... esse texto me deu sono.

17 junho, 2008

E agora, José?

Não gosto de desistir.

Mas e quando o que se tem a perder se não desistir vale muito?
Quando vc sabe que o orgulho até aguenta o golpe?

Eu decido desistir de vez.

Até a próxima crise de consciência, pelo menos.

13 junho, 2008

damn...

Eu estudo no prédio 32 da PUC. O último e isolado, lá perto da Bento. Um esforço para poupar os nerds do convívio com a socedade ou uma tentativa de nos preparar para o ostracismo social característico da classe.

Ponto negativo:
Do prédio 32 ao lugar onde o ônibus para Gravataí estaciona, lá se vão anos-luz de distância e eu preciso atravessar o campus inteiro correndo para pegar o ônibus que me leva pra casa.

Ponto positivo:
Minhas panturrilhas estão ficando duras e a habilidade recém adquirida de me equilibrar nos saltos andando sobre pedregulhos é invejada pelas multidões.

05 junho, 2008

Querido diário,

Hoje à noite eu vou me enrolar num cachecol largo, preto e misterioso, ignorando a dor, a ardência e as ínguas (céus, até ontem o que eram ínguas?) e assustar o professor com o alien que está saindo de dentro de mim para que ele me dê presença e eu possa voltar pra casa, tomar uma sopa ou qualquer outra coisa que não me obrigue a mastigar, tipo sushi, ostra ou lasanha 4 Queijos da Sadia, e tentar dormir.

Porque a coisa tá feíssima aqui no hemisfério sul do meu rosto, senhores.

04 junho, 2008

Triste.

Balela aquela história de que herpes aparecem quando estamos estressados, com baixa imunidade, ou pegamos sol demais. Nas últimas semanas, passei por uma gripe terrível, mais umas encrencas monstro com um trabalho da faculdade que nem me deixavam dormir em paz (nem eu, nem o namorado). Resumo da ópera: Eu estava em frangalhos, com a imunidade no pé e com o estresse pegando loucamente. Até pensei que uma das malditas fosse aparecer, mas não. Daí acordei ontem e já senti o característico inchaço na boca, e hoje mais dois.

Raiva.

Daí lembrei da Amy Winehouse, com a pele toda cagada, abrindo a porta pros repórteres, dando autógrafos, fazendo show. Corajosa a moça.


Se bem que ela é estrela e todo mundo sabe que estrela faz o que bem entende. Você pode fazer as maiores bizarrices do mundo e ainda vai ter neguinho fazendo vídeo pro Youtube gritando "Leave Britney alooooooone!".

No lugar dela (e no meu), eu só queria saber se as pessoas achariam estranho eu sair por aí com um saco de papel na cabeça. Ou me agradeceriam.

29 maio, 2008

Son of a funcking bitch!

Aviso: Esse post foi escrito no calor dos acontecimentos. Se vc costuma se ofender com palavrões, não vá adiante. Repito, não.vá.adiante.

Estava saindo pra aula, atrasada, na chuva, tentando equilibrar razoalmente um guarda-chuva, uma bolsa e a rotunda figura sobre sapatos de salto alto numa rua de calçamento, no mínimo, deficiente, quando lembro que precisava levar um livro pra aula. Quando estava voltando, o meu vizinho passa com aquele carro fodido dele e me molha dos PÉS-A-CABEÇA.

Gritei um "filho da puta" muito bem gritado e mais algumas coisas que deixariam o João Gordo corado e alguns defensores de direitos humanos muito putos, já que eu também falei que ele era retardado que nem a irmã dele, que literalmente o é. E feio que nem a bruxa zarolha da mãe dele.

Certo, não me orgulho disso (pelo menos a parte da irmã, porque a mãe dele realmente é feia de dar medo), mas o que ele fez foi sacanagem.

Certo que eu estava com um guarda-chuva, de capuz, e era noite, talvez o cara não tenha me reconhecido, mas no meu conceito, se você está de carro e molha alguém, podendo evitar isso, meu caro, você é um grandissíssimo filho da puta retardado e possivelmente tem um pau pequeno e broxa.

Por um mundo melhor, morra.

28 maio, 2008

Pelo bem da ciência

... vou tentar reproduzir o mocaccino que tomei ontem usando nescafé, chocolate em pó e leite.

E como sou otimista, digo que tem TUDO pra dar errado. Mas são coisas como essas que moldam o seu caráter.

26 maio, 2008

Pombinha

Na minha rua tem um vizinho que fica muito puto comigo quando mato aula. Sério. Não sei a que devo tanta consideração.

Tem um outro que passa o dia inteiro falando "bãp bãp bãp", veste sempre a mesma bermuda azul e duvido que se importe comigo, com a PUC ou com o que quer que seja.

Também tem uma outra que passa o dia inteiro escovando o cabelo preto e liso no meio da rua e não tem roupas. Tem figurino.

E tem o cara que se refere à mulher por "pombinha".
É claro que esse é o mais estranho deles todos.

23 maio, 2008

Surpresa boa

Sempre que passava em frente a uma sorveteria em Cachoeirinha, eu torcia o nariz. Lembro que uma vez, lá pelos idos de 1990, fomos eu, pai, mãe e irmã e nos divertimos, porém, naquela idade picolé feito com Ki Suco em forminha de gelo era tão bom quanto um Tablito, mas hoje, eu cresci e sou chata pra caramba com sorvete.

De todos os que tomei ultimamente, o de uma sorveteria de Oasis foi o melhor. Artesanal, sem as cores berrantes que só os corantes artificiais podem proporcionar, sem cristais de gelo. Eu e o Arno gastamos um bom dinheirinho (sem remorso) na sorveteria dos atendentes gêmeos.

Mas como o clima do RS é uma caixinha de surpresas que só quem vive aqui conhece, nos últimos dias estamos batendo nos 30°C com uma frequência senegalesa. Daí, ontem pra amenizar o calor, fomos até a sorveteria de Cachoeirinha e tive uma boa surpresa.

Tirando o fato de no buffet constar sabores bizarros como "bolacha maria", fui nos garantidos e me dei bem. Cereja (com pedacinhos, o melhor), morango (com pedacinhos), chocolate e passas ao rum. Por cima, a farofinha crocante que eu adoro e a cobertura quente de chocolate que forma uma casquinha sobre o sorvete. O Arno foi de chocolate e maracujá (que parecia mousse de tão bom). Quanto saiu a brincadeira? R$5,20. Tudo.

Virei freguesa.

22 maio, 2008

Querido Papai Noel,

Não é segredo pra ninguém que eu adoro cozinhas. Armários, pias, mesas, bancadas... Uff! Então, se não for nenhum incômodo, não seria nada mal se o senhor providenciasse pra dezembro um armário e cadeiras todos verdinhos iguais a esses da foto abaixo, indicados pelas setas que parecem desenhadas por uma criança do pré primário com sérios problemas motores.


Sem mais,
Daniela.

21 maio, 2008

Ô, mas eu bem que queria saber quem inventou essa conversa de frio no RS.

Hoje é dia 21 de maio, exatos 1 mês e um dia para o grande acontecimento mundial comemorado aos primeiros dias do inverno que é o meu aniversário e eu acordo e penso "mas que %$#& de calor é esse?". Não consigo operar corretamente usando vestido no outono, não consigo ordenar as minhas idéias se todas as minhas referências sobre clima estão mudando. Poxa, não sou muito adepta do frio, mas um calor abafado desses, completamente fora de época só é bom pra gripar com força.

Mas tudo bem, relevo.

Mas só porque amanhã é 22 de maio e eu vou ver Indiana Jones no meu cinema favorito, com o meu namorado favorito! Quando Indiana Jones e Última Cruzada estreou no cinema, minha idade era contada em apenas uma mão, mas caramba, eu adorava aquele cara. Por causa dele queria ser arqueóloga e comer cérebro de macaco, por causa de Star Trek, queria ser astronauta e por causa do Poderoso Chefão queria falar com sotaque de carcamano, mas isso é outro assunto.

Aliás, hoje tem prova e eu não vou nem dar as caras na Facin.

Kiss me, i'm punk.

13 maio, 2008

Péin!

11 maio, 2008

"Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar..."
Canção infantil

O colo de mãe, aquele que às vezes ainda buscamos não importa a idade, oferece a primeira sensação de aconchego, segurança e amor que experimentamos na vida. Posso viver 100, 200 anos e sempre vou lembrar de uma noite, embalada no colo da minha mãe ouvindo ela cantar baixinho essa música.

Feliz dia das mães, mãe.

04 maio, 2008

Cozinha a todo vapor.

Pra aproveitar o friozinho, fiz uma sopa de ervilhas com bacon e costelinha defumada e sagu pra sobremesa. Meo! Quem inventou a sopa merece um beijo bem estalado na bochecha, porque vou te dizer, não existe coisa melhor pra jantar quando faz um friozinho. Por enquanto, a de abóbora ainda é minha preferida, mas a de ervilha já ocupa o segundo lugar com louvor.

Agora nós vamos ao cinema enfrentar as hordas coloradas que tomam as ruas.
Beijotchau.

03 maio, 2008

Definitivamente, gosto não se discute

Adoro vinho branco.
Considero ideal a temperatura mais fresca em que é servido, lindas as nuances que vão do gelo puro ao esverdeado e perfeita a forma como envolve a garganta com sabores frutados e refrescantes. Dificilmente experimento um que não me agrade.

Mas com vinhos tinto a história é bem diferente...

Desprezo totalmente os "bons vinhos".
Já experimentei chilenos, californianos, italianos, argentinos, alguns aqui da Serra Gaúcha e não consigo me encontrar. Aquela sensação de estar tomando acetto balsâmico puro me persegue, portanto passo reto pelas garrafas de 50, 60 reais e vou direto para os vinhos das linhas populares das vinícolas, como o SanguÊ de BoÀ, da Aurora, o Jota Pê, da Perini, pois esses sim agradam em cheio ao meu paladar nada refinado... e ao meu bolso também, já que uma garrafa custa em torno de 7 reais no supermercado.

Ficou meio óbvio que não tenho a menor vocação pra enóloga, enochata ou qualquer coisa do tipo?

02 maio, 2008

Opa... Tô bêbada?

Isso me fez lembrar disso:


"Onde estarrá aquele leão furrioso?"

01 maio, 2008

(Tô louca?)

(Foto: GettyImages)

A mãe está trocando os óculos e a tia trouxe umas armações pra ela experimentar. Daí, no meio da confusão de armações coloridinhas, moderninhas, vazadas, acabei experimentando uma do Fause Haten e outra da Playboy que ficaram absurdamente lindas. Foi-se o tempo em que as lentes deixavam a pessoa com a expressão carregada, escondiam as sobracelhas, eram pesadas, desconfortáveis e todo mundo, logo que recebia a receita pra fazer óculos, fazia beicinho e tascava:

- Tá, mas rola uma lente de contato?

Os óculos estão lindos, levinhos, charmosos. Uma fineza.



Tá bom, tá bom... O fato é que tô louca pra fazer umas lentes "pra descanso".

29 abril, 2008

Cambará no feriado de Tiradentes

Relatei aqui meu drama em ser a responsável por fazer as reservas. Como esperado, do mato não saiu coelho nenhum e namorado acabou precisando ajeitar as coisas. Como era sexta-feira e já não havia vagas em nenhuma pousada de Cambará, decidimos ficar por São Francisco de Paula. De todas as pousadas que namorado contatou, apenas uma ainda tinha vagas.

É claro que fiquei pensando "Ui, que beleza. Será que tem poucas pulgas?"

BullShit!

Já me preparando psicologicamente pra passar duas noites no meio das baratas, carrapatos e toda sorte de bichinhos nojentos, no sábado à tarde rumamos para São Francisco.

A pousada era ótima.




Cinco chalezinhos, todos bonitinhos, com lareira, jardinzinho. Pronto, amei. Instalamos nossas coisas, checamos as camas (porque toda cama de hotel é sempre melhor do que a minha?), ligamos a tv e assistimos o filme bonitinho que estava passando. À noite, saímos pra jantar. As opções eram reduzidas e acabamos optando pelo básico: Pizza.

Um adendo: Devido à gripe, eu não estava sentindo o gosto de nada. Ou seja, pra mim tanto fazia se a gente fosse comer fondue ou milhopan.

O atendimento da pizzaria era péssimo. Pra dizer o mínimo. Cortês, mas péssimo. E o lugar em si também não ajudava muito, parecia que eu estava jantando na casa daquela tia velha, sabe? Pois é. Pra coroar a noite, chegou uma turma de amigos ao restaurante. Um deles resolveu ir ao banheiro. Passou um tempo e nada do cara sair de lá. Nisso, um casal que estava sentado próximo ao banheiro, pediu pra trocar de mesa. Ahan. Exatamente isso.

Voltamos pra pousada, acendemos a lareira pra dormir e no outro dia acordar cedinho para visitar os cânions.

Ó, que ruim?

De manhã cedinho, lá pelas oito, fomos tomar café na pousada. E que café... Exatamente aquele que não conseguimos fazer todo dia, com sucos, café, leite, pão francês, pão integral, pão de leite, biscoitinhos, bolos, cereal, presunto, queijos, ricota, nata, geléia... Ufa. Que sacrifício. O resultado é que fomos almoçar só às 4h da tarde.

Matheus mandando ver no café...

Cactus bonitinhos na pousada
E saber que matei o que eu tinha, ironicamente, por falta de água...

Brinco de princesa
So last season...

Pegamos a estrada pra Cambará e de lá para os Cânions. Que estradinha miserável! Pedras, pedras, pedras. Pra ser mais precisa, 18km de pedras. Chegamos nos Aparados da Serra, pagamos os seis reais por pessoa mais cinco de estacionamento e escolhemos chegar ao cânion pela Trilha do Cotovelo. O guia do parque disse que eram 2 horas de caminhada, ida e volta, mas não acredito que tenha sido isso mesmo e, embora em São Francisco fizesse um sol gostoso de inverno, em Cambará o tempo tinha fechado pra valer.


Adoro acordar cedo...
NOT!


Casa da bruxa

Trilha de acesso ao cânion do Itaimbezinho

Mesmo assim, o Itaimbezinho impressiona e enche os olhos. Lindo.


Atenção às pessoinhas no canto à esquerda fazendo a dança do Siri
(tá, mentira...)

Na volta, paramos em uma churrascaria de Cambará para almoçar. Espeto lento seria um nome mas apropriado para a especialidade da casa.

Voltamos pra São Francisco. No meio do caminho, o Arno disse:

- Acho que a gente precisa abastacer.

Mas onde? Só o que se via era pasto, vacas, milho e pinheiros a perder de vista. Paramos numa cidadezinha chamada Tainhas. Pra entrar na cidade, o único jeito era atravessar uma ponte mal enjambrada, o que fizemos tremendo de medo que a maldita não aguentasse. Cruzamos com dois caras trêbados. Abastecemos, pagando 2,79 o litro de gasolina e voltamos pela ponte. Quem estava atravessando?

Os trêbados. O menos bêbado tentava ajudar o mais bêbado, que ia em direção à borda, ameaçava cair e voltava. Foram longos minutos.

Saímos da cidadezinha e erramos o sentido da volta. Pegamos a estrada para o litoral. A Amanda começou a cantar:

- Os três manés, sentido litoral...

Achamos um lugar pra fazer o retorno e pegamos a estrada certa.

- É muita terra... - O Arno comentou a respeito dos campos que a estrada cortava.

"Tudo isso que o sol toca, um dia será seu, Simba."
Se o MST não pegar antes.

Chegamos na pousada e só bem mais tarde saímos pra jantar. O escolhido da vez foi o Café da Martha, lá em São Francisco mesmo. A mãe foi de pastel de carne, a Amanda tomou um mocaccino e eu e o Arno escolhemos uma sopa de capeletti que estava uma delícia. Vendo a massa sequinha do pastel da mãe, não resistimos e levamos pra pousada um pastel doce cada um: Chocolate pro Arno e nozes com chocolate branco pra mim.

Pataiada atravessando a rua

Dormimos e no dia seguinte voltamos pra casa passando por Gramado e Canela, num tempo totalmente fechado. Tentei comprar ovos caipira, mas fiquei sabendo que as galinhas não estavam botando, daí só compramos queijo, salame e linguiça.

Tudo para seu conforto.

Feriado de Corpus Christi, tudo indica que iremos pra praia. Porto Belo, pra ser mais exata...

25 abril, 2008

Leave the message.

Sabe quando você faz uma coisa achando que é o melhor a ser feito e segundos depois surge uma vozinha lá no fundo que te diz:

- Vai dar merda, babe.

Não sei o que acontece com você, mas eu perco o sono, tenho pesadelos, amarroto o lençol todo por causa do sono inquieto, infernizo meu namorado e quase dou a vida por uma dose cavalar de carboidratos.

Vai dar merda, babe.
Vai dar.

18 abril, 2008

Namorado, mãe e irmã estão afim de visitar os Aparados da Serra nesse final de semana e me encarregaram da ingrata tarefa de procurar hospedagem para a tchurma. Mas, minha gente, gripada, com dor de garganta e uma dor absurda na batata da perna que me faz andar claudicante (rá!), cadê a paciência de mandar email, ligar ou o que for pra me informar direitinho sobre as coisas todas? Na real o que eu queria mesmo era não precisar ir à aula hoje para ficar lendo "Os Maias", porque até nos meus delírios à la Ferris Bueler, sou bibliófila, e fazer um sorvete de capuccino para então poder fazer algo que lembre, mesmo que remotamente, um milkshake de capuccino.

Meus desejos não são assim tão inatingíveis.

P.s.: Esses dias mezzo frio, mezzo calor me deixam confusa e, na maior parte das vezes, acabo congelando ou suando por não saber que roupa vestir. Um guarda-roupa europeu/caribenho pro dia-a-dia se faz muito necessário.

15 abril, 2008

Creepy.

12 abril, 2008

Sábado à noite

Temperatura amena, garoa bem leve lá fora, um livro de uma autora querida nas mãos e uma música gostosa.



"O pai sentou-a ao piano aos cinco anos,e, aos dez, Maurizia Rugieri dava o primeiro recital no Clube Garibaldi, vestida de organdi cor-de-rosa e botas de verniz, perante público benevolente, composto na sua maioria por membros da colônia italiana. No final da apresentação depositaram vários ramos de flores a seus pés, e o presidente do clube entregou-lhe uma placa comemorativa e uma boneca de porcelana, enfeitada com fitas e rendas.
- Nós a saudamos, Maurizia Rugieri, como um gênio precoce, um novo Mozart. Aguardam-na os grandes palcos do mundo - declamou.
A menina esperou que acabassem os aplausos e, spbre o choro orgulhoso da mãe, fez ouvir sua voz com inesperada altivez.
- Esta é a última vez que toco piano. O que eu quero ser é cantora - anunciou e saiu da sala arrastando a boneca por um pé. (...)"
Contos de Eva Luna, Isabel Allende.

Definitivamente, as saidinhas de sábado perdem terreno quando esse tipo de combinação acontece.

11 abril, 2008

Meu primeiro pão!


Foi fácil de fazer, com a batedeira planetária nova trabalhando direitinho. O pão cresceu pra caramba, ficou lindo, douradinho, macio, cheiroso, mas meio salgado para os meus padrões (certeza que errei a mão no sal). Característica que pode muito bem ser revertida usando manteiga sem sal, ricota ou, como namorado sugeriu, nata.

Adorei fazer pão!

A receita que segui foi essa aqui, tirada do blog da Ana Elisa.

10 abril, 2008

E agora?

Estava eu pensando em gastar uma graninha nuns livros aí. Novos, de preferência. O problema que me aflige é que é acabei de ver num sebo online que com esse dinheiro posso comprar uns 6 usados em vez dos 3 novos... E aí? Banco pra ver ou dou uma de "não acredito nessas modernidade"?

Agora dá licença que vou me iniciar no mundo dos pães e ainda preciso estudar Administração II.

05 abril, 2008

Rocambole Suíço de Chocolate, do Álvaro Rodrigues.

Foi um daqueles casos de amor à primeira vista. Sim, porque ele era lindo.

A Lílian viu a receita no Bem Família, resolveu experimentar e, porque é um amor de pessoa, trouxe um pedaço aqui pra casa. Sabe aquele rocambole que todo rocambole de padaria sonha ser? Pois é. Ele é. Não deu outra, resolvi testar. Receita em mãos, fiz a massa antes de sair pra faculdade, instruindo a mãe a não deixar muito tempo no forno. Quando cheguei, namorado destruiu todas as minhas ilusões com as seguintes frases:
- Teu bolo não deu certo. Ficou com uma casca dura e grudento por baixo.
Corri pra ver com os meus próprios olhos e realmente não tinha nada de exagero no que ele disse. A massa do rocambole estava grudenta e, por cima, tinha formado uma casca dura e espessa.

Ah, essa amarga decepção que uma cozinheira sente quando uma receita muito esperada simplesmente não acontece como deveria...

Dei tudo por perdido (leia-se ótimos ovos, chocolate e licor...) e fui dormir. No dia seguinte, resolvida a jogar tudo fora e tentar de novo, telefono pra Lílian.
- Poxa, tentei fazer o rocambole, mas não deu certo. A massa ficou grudenta e com uma casca dura.
- Ah, mas o meu também ficou assim!
- ...
- Ahan. Daí, como eu não queria perder a massa, eu peguei ele todo esfarelado mesmo e comecei a colar em cima do papel alumínio. Enrolei, coloquei na geladeira e deu certo, né? Nem dá pra perceber...
- Lílian, tu não imagina como eu fico feliz em ouvir isso...
Ela me fez lembrar de colocar em prática um dos mandamentos mais preciosos de uma boa cozinheira: Não se deixe abatar que quase tudo tem salvação! As Tarte Tatin e os Petit Gateau do mundo não me deixam mentir...

Claro que eu não vou sair por aí transformando uma lasanha fracassada em souflê, uma ambrosia queimada em crème brülée (ih, rimou...), mas naquele momento a perspectiva de que o rocambole ainda tinha salvação, me encheu de alegria.

Abstraindo o fato de que a vó tinha atacado a massa "perdida" à colheradas, desenformei com todo cuidado possível e mandei bala.


1. Os ingredientes do recheio, todos bonitinhos, esperando a delicada operação de desenformar a massa do rocambole.
2. A massa feinha, feinha, causa do meu desespero.
3. As colheradas da vó, no canto direito que não está lá.
4. A casca que se formou sobre a massa.
5. Recheio devidamente empregado (esqueci o coco!!!).
6. Na geladeira, empacotadinho.
7. Já com a cobertura e decorado com cerejas e treliças de chocolate feitas por mim (Fala a verdade... Sou praticamente uma artista plástica, né?).
8. Vista aérea e prova de que uma boa receita às vezes se camufla num desastre irremediável.

Receita do rocambole aqui.
Vai com fé que o Álvaro é o cara.

04 abril, 2008


Quando a bruxa anda solta na cozinha...

Comecei os preparativos para o antepasto às oito horas da noite. Considerando que devia deixar as beringelas descansando por duas longas horas, era de se esperar que eu fosse dormir antes da meia-noite deixando as bichinhas incólumes até a manhã do dia seguinte. Mas, não. Esperei as duas longas horas, em que as beringelas deixaram todo o amargor dentro de uma panelinha e me dediquei à tarefa de preparar o tempero do antepasto, enquanto namorado formatava um computador.

Foi mais ou menos por aí que percebi que tinha cometido um erro crasso, quase desesperador. Na pressa de descascar e cortar as beringelas, fatiei tudo no sentido do comprimento e esqueci que elas tinham que ser cortadas em pequenas tiras. E o mau humor tentando cortar em tirinhas as fatias murchinhas e escuras de beringela, rezando pra não ter afetado a técnica do sal?

Tudo cortadinho à perfeição, temperos na panela, resolvi usar um punhadinho de uma pimenta calabresa que tenho no armário. O potinho onde a pimenta veio, vem adaptado com um moedor, que não está funcionando, então o remédio, depois de algumas tentativas fracassadas, foi pedir para o namorado desconjuntar o pescoço do moedor, pra que eu pescasse as pimentinhas com uma colher. Serviço feito, olhei dentro do potinho, aquelas pimentinhas sequinhas, aquele cheirinho e... ARGH!

Um vermezinho passeando bem feliz entre a pimenta.

Juntei toda a calma que me restava, depois de amaldiçoar até a última geração do fabricante da pimenta, olhei a data de validade e estava lá OUT/08. Uns bons seis meses de vida útil, não fosse o verme. Coloquei tudo no lixo e jurei jamais comprar tempero em potes bonitinhos. Tempero bom é tempero de casa ou, no máximo, comprado em saquinhos com uma boa visibilidade do conteúdo.

Usei pimenta-do-reino pra temperar o antepasto, deixei esfriando e fui dormir, passando da meia-noite. Hoje de manhã guardei o antepasto num pote de vidro, com bastante azeite e fechei bem. Final de semana vou fazer umas torradinhas e conferir o resultado.

Receita do antepasto aqui.


02 abril, 2008

"My Blueberry Nights"

A Martha Medeiros, na coluna dela de hoje, na Zero Hora, foi quem levantou a bola. Filme estrelado por Norah Jones, fazendo parzinho com Jude Law ao som de Cat Power, com a linda "The Greatest" (essa música é de chorar de linda...), e Ry Cooder? Corri pro Youtube na hora! Como é que eu não sabia nada sobre esse babado, poxa? Assisti o trailer, achando tudo lindo, clima de road movie (bom saber que o gênero sobreviveu depois do atentado que foi aquele filme da Britney-enquanto-virgem-Spears) e... Opa! Como assim Natalie Portman fazendo o papel de uma doidinha? Morri.

Entrou na hora pra minha lista de estréias super aguardadas, junto com o Indiana Jones e Estômago.



31 março, 2008

Brrrr!

Ok, folks! Momento dramaqueen é finito.

No sábado fui jantar com o namorado numa galeteria que tinha uma salada ótima de rúcula, tomate seco e cebola roxa. Também tinha uns pasteizinhos de queijo e um antepasto de alguma coisa roxa não-identificável. A propósito, você sabe que a galeteria não é grande coisa quando o galeto em si não é digno de nota e quando oferecem tortéi DUAS VEZES pra mim. Tipo, eu pensava que todo mundo no mundo soubesse que eu odeio tortéi... Mas posso ser apenas muito mimada.

Muito bem.

Daí no domingo, namorado queria porque queria ir pra Cambará do Sul, mas, embora eu sempre tope essas paradas com ele, não achei que era uma boa. Encasquetei que teria fog londrino cerração e eu não conseguiria ver os cânions. Daí eu bateria o pé no chão e reclamaria do frio e das FUCKING NUVENS atrapalhando tudo. Acho que pintei um quadro bem realista do meu pití, porque o namorado não discutiu muito e achou que tudo bem se a gente fosse até São Francisco de Paula.

Acho que sou mesmo um pouco mimada.

Chegando em São Francisco, me deu um aperto no coração de ver aquela gurizadinha sem ter nem um cineminha mequetrefe pra ir, todos amontoados na praça central (tinha uma menina lá que não tinha nem espaço pra sentar no banco, de forma que 2/3 da bunda dela estavam pra fora do banco), todos com aquela carinha de "cara, o que a gente faz? cara, o que a gente FAZ?" acompanhado de olhos arregalados, movimentos repetidos e dedos mexendo nos celulares obsessivamente. Se eu não tivesse visto a antena da Claro lá, juro que estaria borrada de medo até agora. Prefeitura de São Francisco! Bora providenciar bancos extras e uns showzinhos de róqui pra gurizada? Gracta!

Aquela cidade é um remake de "Colheita Maldita" esperando pra acontecer. < /dica >

Quando estávamos saindo da cidade em busca de um café quente, paramos na estrada e vimos uma cena bonita. A curva de um lago, dois pescadores, pinheiros, céu azul, campos até perder de vista. Parecia cena de cidade do interior americana. Só faltou a bola de feno cruzando a estrada...

Olha a frenteeeee!

Chegamos em Canela, tomamos um capuccino morno e voltamos pra casa, porque o Arno estava no antepenúltimo estágio do frio: Aquele em que a gente treme e reclama o tempo to-do. Pra quem não conhece, vem logo antes dos dedos gangrenados.

P.s.: Sem fotos dessa vez porque a tia dona do único camelô aberto queria cobrar 25 contos por 4 pilhas recarregáveis.

29 março, 2008

http://www.explodingdog.com/
O fim da esperança

Durante muitos anos eu me esforcei para manter laços com uma pessoa que descobri ser alguém totalmente diferente do que eu pensava, que nunca se deixou conhecer. Sempre fomos diferentes, mas eu, do fundo do coração, queria acreditar que não era tarde pra termos uma relação melhor do que tínhamos. Hoje, com dor, percebi que os laços frágeis que eu tanto tentei criar e preservar, acabaram se rompendo de forma definitiva pela falta de honestidade e caráter de alguém que eu sempre procurei amar e proteger. Meu coração foi irremediavelmente partido e ferido, como só as pessoas que amamos muito são capazes fazer. Nada mais, nunca mais, vai ser como imaginei, porque se tornou totalmente impossível e a decisão que tomei me deixa arrasada, mas não quero mais por perto alguém que engana, que mente, que dissimula. Alguém que, por ter uma alma tão feia e doentia, não pode se revelar por completo. Somente a quem possui a alma tão corrompida quanto. Por saber que o amor só pode resistir enquanto resta algum respeito, essa noite, uma das mais tristes que já vivi, vou dormir sabendo que não tenho mais amor nenhum por alguém que sempre amei.


28 março, 2008

CoisaDaDani apresenta: Movimento pelo fim da inclusão digital!

a nave da xuxa abriu e eu vi ela sair
Sorte a sua. Imagina se tivesse acontecido isso:



Vem gentchi! Vem gentchiii!

bolhinhas que ardem e coçam na bunda
Chega de embromar! Vamos à parte importante... Pegou como?

como exterminar os pensamentos negativos
Detefon?

como posso passar herpes pro meu marido
"A vingança nunca é plena. Mata a alma e a envenena."

frases para convites de aniversario para meninos de 9 anos
Mais um desafio para o gerador de lero-lero.

grandes frases egocentricas
Eueueueueueueueueueueueueueueueueueueueueueu.

merthiolate arde
Ô.

procurar o creme de mousse de morango
Não tô a fim, e aí? Vai fazê o quê? Cai dentro! Cai dentro!

qual o valor de uma pipa de carvalho
Você é da família Diniz? Rockfeller? Gates? Não? Então não é pro seu bico. Procure outro hobby. Tipo, artesanato com garrafas pet.

tirar aspecto de ensebado do cabelo
água+sabão, essa mistura mágica e tão subestimada por alguns...

sair por ai lá fora como uma louca louca lálálá..
A-mei a performance.



Ainda não sei o que é pior: Pessoas pesquisarem esse tipo de coisa no Google ou acabarem caindo aqui.

27 março, 2008



Comida de hospital

Mama is back. De acordo com a médica, a cirurgia foi ótima, minha mãe se recuperou bem, só passou a noite no hospital e hoje mesmo, ao meio-dia, voltou pra casa.

Quando cheguei no hospital, passei na cafeteria e comprei uma salada de frutas com sorvete de creme pra mãe, mas achamos fraquinha. Parece que o negócio deles é o capuccino mesmo. Logo o almoço dela chegou: arroz, feijão (só o caldinho), refogadinho de cenoura e vagem, batatas cozidas, uma salada de abobrinha cozida, um pseudo-strogonoff de frango (assim parecia) muito passável e de sobremesa, pudim. Tudo com um aspecto ótimo. Comida de hospital com todo jeitinho de comida de casa.

Quando a minha mãe abriu a tampinha do pudim, espichei o olho. Vi um pudinzinho bem furreca, sem textura, sem furinhos... Lembrei na hora do pudim que eu faço, que faz a alegria do namorado e do pessoal aqui de casa.

Pudim de Leite

Ingredientes:
2 latas de leite condensado
A mesma medida de leite
5 ovos

Calda:
1 xícara de água
2 xícaras de açúcar refinado

Em uma fôrma com buraco no meio, misture o açúcar refinado com a água e leve no fogo sem mexer, até ficar com cor de guaraná. Caramelize a fôrma por igual. Reserve.

Bata os ingredientes do pudim no liqüidificador, mas bata meeeeesmo, pra tirar aquele cheirinho de ovo. Despeje a mistura dentro da fôrma caramelizada, mas tenha o cuidado de verificar se a calda está em temperatura ambiente, caso contrário, o pudim pode talhar.

Para assar o pudim a maioria das pessoas opta pelo forno, em banho-maria. No entanto, eu faço como a minha vó, coloco um pouco de água com vinagre dentro de um panelão que ela tem (o vinagre serve para que a panela não escureça enquanto a água ferve lá dentro), espero ferver e coloco a fôrma do pudim, fechada, lá dentro, com a tampa da panela meio fechada, por uns 40, 50 minutos. Pra quem quiser assar no forno, basta colocar a fôrma dentro de um recipiente com água e levar ao forno até passar no teste do palito. Não fica doce demais e nem enjoativo, como outras receitas de pudim que levam leite condensado. Muito bom e simples assim.

26 março, 2008

A fome, a pedra e o capuccino

E daí que ontem, fazendo exames de rotina, a mãe descobriu que tinha cálculos na vesícula e numa rapidez de dar inveja a muito hipocondríaco, marcou cirurgia pra hoje mesmo.

Chegamos no hospital ao meio-dia e a cirurgia começou às 14:50h. Levei um livro e fiquei por lá, lendo e passando fome, já que não tinha almoçado e nem tomado café.

Sim, meu humor estava ótimo. < /ironia >

Exatamente uma hora depois, fui chamada por uma voz. Olhei pros lados, pra cima, embaixo da cadeira... Nada. Na dúvida, respondi:

- Deus?

Não, era a médica que estava numa janelinha dentro de uma sala escondida. Achei ótimo o layout. Ela se apresentou, disse que a cirurgia tinha corrido muito bem e... ME ESTENDEU A SERINGA COM A FUCKING PEDRA QUE ELA TIROU DE DENTRO DA MINHA MÃE!!!

Fiquei uns dois segundos olhando, olhando. Daí, a médica, pra me dar coragem, falou:

- Guarda... Ela vai querer ver quando acordar.
- Na... minha... bolsa...?
- É, pode ser.
- Gah...

Nisso a médica se despediu, eu agradeci e ela disse que ia demorar umas 4 horas pra mãe acordar da anestesia e que durante esse tempo ela ficaria na sala de recuperação. Saí da salinha , guardei a "pepita" da mãe e fui tomar um capuccino. Porque é isso que se faz quando se carrega lixo hospitalar na bolsa.

Quando fui pagar, vi a seringa perto da carteira e me dei conta da situação: Aqui estou eu, tomando um capuccino, com uma pedra tirada da vesícula da minha mãe. Achei fino.

Agora são 19h e ligaram aqui pra casa dizendo que a mãe acabou de acordar. E mandou dizer que tá louca pra ver a pedrinha.

25 março, 2008

Porque Páscoa é o que é.

Você abre dois ovos e tem um Batman patrulhando a casa. Usando o relógio do Shrek.


Você tem um namorado, que conhece seus gostos como ninguém, te mima com um ovo delícia feito com creme de avelã e ainda completa o pacote com trufas incríveis.


E no final das contas, não dá outra: Você peca.


21 março, 2008

Os diálogos de novela mais legais de todos os tempos.

- Maria, você está chorando? O que aconteceu?
- Meu namorado (chuif)... O grande amor da minha vida... Foi atacado, baleado e levado por um dinossauro.
- Ai, coitado.

Wtf... oO
Minutos depois, o diálogo era entre duas mulheres, sendo que uma delas vive no mar...

- (Ok, você vive no mar, mas) poderia ser modelo!
- ??
- É... fazer fotos publicitárias!
- Er... mas o que é isso?
- Tá, nada não. Esquece. Por acaso você sabe onde o dinossauro deixa suas vítimas?
- O velociraptor?

Muito Jurassic Park na Sessão da Tarde dá nisso. Você mora no mar, não sabe o que são fotos, mas sabe até as diferenças moleculares entre um T.Rex e um estegossauro.


20 março, 2008

Tomates Amendoins VERDES fritos torrados

Bom, tudo começou como sempre começam os grandes desastres: Num pequeno detalhe. No caso, uma colher de chá de bicarbonato de sódio.

No intuito de ser uma dessas vovós que recheiam cascas de ovos com amendoins torrados para o netinho, minha mãe comprou um saco de amendoins, catou uma receita de fé num dos cadernos e arregaçou as manguinhas. Açúcar, amendoins e água numa panela, mexer, mexer, mexer. Parecia não ter segredo e tudo foi se encaminhando bem. Nisso, ela vira pra mim e pergunta:

- Tem bicarbonato de sódio?
- Ahan. Comprei faz nem uma semana.
- Ótimo, porque vai.
- Vai?
- Vai. Diz na receita.
- Ok...

Bicarbonato em mãos, ela mede uma colherzinha de chá e junta ao amendoim. O cheiro da mistura muda instantaneamente.

- Mãe...
- É assim, mesmo.

Não me contive e fui dar uma espiada na panela, que ela continuava mexendo.

- Mãe! Isso tá VERDE!
- Er... é, né? Mas acho que é assim mesmo, sabe? Bicarbonato escurece as coisas, tipo bolo de chocolate, fica mais marronzinho...

Minha mãe, a eterna otimista.

- Mãe! Oi? O negócio ficou verde! Abortar missão!
- Não, não, a cor vai mudar...

E assim, ela levou o troço até o fim, na fé. E no final das contas, a cor realmente mudou: Do verde mais verde que você já viu para o preto mais preto que você já viu. Entendeu o drama?

Quem não matou a aula de química pra jogar truco no bar e souber explicar a reação química que resultou nos amendoins verdes, esteja à vontade. Mas antes do Matheus abrir os ovinhos, se não for pedir muito...

19 março, 2008

O Tempero da Vida

Poucas pessoas entendem a minha relação com a cozinha. Nem meu namorado, com quem estou há mais de dois anos, e que muitas vezes consegue me entender melhor do que eu mesma, compreende muito bem. Pra ele a comida ocupa o lugar que as outras necessidades primárias como respirar e dormir ocupam. Ou seja, ele come para saciar a fome e termina por aí. Mas pra mim, cozinhar é mágico. Talvez isso explique porque, enquanto eu estava despertíssima às duas da madrugada de um domingo assistindo "O Tempero da Vida", o Arno roncava sem cerimônias na cama.

A história toda se desenrola a partir do ponto de vista de Fanis, menino que foi criado ouvindo os conselhos do avô, que misturavam culinária e filosofia. Para alguém que adora cozinhar, foram muitos os suspiros durante os quase 110 minutos do filme: Desde as especiarias no armazém do avô de Fanis relacionadas ao sistema solar numa improvisada aula de astronomia, passando pelas delícias gregas e turcas preparadas pelas mulheres da família. Muitas risadas, como nas cenas onde uma avó que sofre do mal de Parkinson se livra dos tremores subitamente, mas volta a senti-los quando se agarra ao sacolejante copo da novidade chamada liquidificador, e alguns apertãozinhos na garganta, como quando o pai de Fanis expressa toda a tristeza por ter sido forçado a deixar a terra que amava.

Poucas músicas, poucos filmes tem tanto poder de me comover como os livros e é realmente essa a impressão que tive enquanto assistia "O Tempero da Vida", de ter aberto um livro e me entregado a uma história incrível.

Cada um tem seus parâmetros e padrões para medir o que gosta ou não, alguns usam estrelinhas, comparações, outros notas. Eu, prefiro ficar no mais simples, digo que gosto de um livro quando queria tê-lo escrito, de uma música quando queria tê-la composto. Certamente, se eu rodasse um filme, adoraria que tivesse, ao menos, a atmosfera mágica da história de Fanis.

Aprovadíssimo.


16 março, 2008

Idiossincrasias

Quando eu desdobro alguma coisa, jamais consigo dobrar novamente da forma como estava.
O que se torna um saco quando lido com bulas de remédio, já que uma vez desdobradas, se forem dobradas da forma incorreta, elas jamais entram na caixa de novo.

Muito chato.

08 março, 2008

Coisa de louco.

Sonhei que estava fazendo um pão de chocolate. Ou melhor, sonhei que adaptava minha receita de calzone (!) para um pão de chocolate. Tinha que ver a preocupação em ter certeza de que estava adicionando cacau em pó em vez de chocolate em pó à receita. A gente sabe que gosta de cozinhar quando até em sonho cozinha, inventa receitas, chegando a sentir os sabores. Incrível.

06 março, 2008

Primeiras impressões do semestre

E ontem foi o meu primeiro dia na Puc. Não fui na segunda por preguiça, na terça por motivos de força maior que culminaram em uma pizza em família. A biblioteca está um caos de dar dó. Parece que os tapumes de antes resolveram usar as férias pra se reproduzirem enlouquecidamente e agora estão lá por TODOS os lugares, eles e aquele pó de cimento que gruda em tudo. Nessas horas me bate uma saudade tão grande da biblio da Unisinos...

Como saí de casa meio atrasada pra pegar o ônibus das 16:30h, não deu tempo de tomar um café decente e acabei precisando recorrer aos bares da Puc. Desde o semestre passado, achava que um iogurte natural, sem conservantes, com pedacinhos de frutas que via por lá seria o ideal. Qual a minha surpresa quando vi que o potinho de 200ml custava R$3,60! Vou precisar de outras alternativas, porque pagar esse preço num iogurte ou encarar aqueles salgados, de jeito nenhum.

Por falar em ônibus, o pessoal que pega o Sogil pra voltar da faculdade estava indignado. Na segunda e na terça o ônibus só foi aparecer por volta da 1h da manhã, quando o horário normal é às 22:30. Tão de brincadeira, né?

No geral, não deu pra ter certeza de como serão as aulas. A minha professora de programação parece entender do riscado e passar o conteúdo de forma clara. A outra professora, de Adm, tem uma dicção péssima (mastiga palavras... tipo, "liuvro") e parece ser gente finíssima.

Então é isso, tomara que essas impressões se mantenham e que a biblioteca se transforme num lugar frequentável depois de concluída a reforma, porque tá foda.

01 março, 2008

Brownies


E tem como não gostar?

20 fevereiro, 2008

Ana Maria Braga na minha cozinha?

Pudim de Danette

E ficou booooom...
Receita aqui. Não se acanhe.

Daí eu te pergunto...

Qual dessas fotos foi tirada em Bento? ;)