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03 dezembro, 2008

Acho que não contei aqui sobre o dia em que fui chamada de mal educada na parada de ônibus por uma bruxa velha porque entrei no ônibus primeiro do que a tal bruxa velha que, supostamente, estava lá antes do que eu.

Tipo, aquele ponto de ônibus não tem fila, muito menos senha.

Quem é que chega na parada, olha o povo que tá lá e pensa "tá, eu cheguei depois do guri com camiseta do nirvana e do amigos do guri com camiseta do nirvana, da tia com sacola do BIG, do homem com caspa, do velhinho com pente no bolso da camisa, da guria emo, da mãe da guria emo e da mulher com cabelo laranja"?

Fora que o ônibus chega ali vazio, de humano dentro dele, só o motorista.

Certo, partimos do princípio de que a bruxa velha queria barraco, mas:

1. Não bato palma pra maluco dançar;
2. Embora eu saiba que tenho estado operando com tolerância -1 ultimamente, não discuto com quem fala "plobrema". Eu preciso manter um certo nível, né?

Pois bem.

A mesma bruxa velha, ontem, quando o ônibus que ela ia pegar estacionou atrás de um outro, saiu correndo e atropelando todo mundo na calçada muito bonitamente, sem nem ao menos pedir desculpas pelos esbarrões que ela e sua bolsa gigante deram nas pessoas.

Um verdadeiro exemplo de boa educação.

26 novembro, 2008

Subvertendo o sentido das coisas

Acho que ninguém mais é tão "umbiguista" que não entenda a necessidade de terminar com a proliferação das sacolas plásticas, né? Nem preciso colocar aqui o tempo que elas levam para sumir do nosso planetinha. Porque é ou não é o fim uma sacola plástica do Mercadinho do Seu Juca durar mais tempo que euzita e vc?

Pois bem, munidos de boa intenção e esperançosos em ganhar um troco em cima da recém adquirida consciência ecológica da galera, a Wall Mart confecciona e vende ecobags como essas:


Achei bacana, e como estávamos procurando uma, acabei comprando uma dessas por 2 reais no caixa do mercado, pensando naquelas comprinhas básicas do dia-a-dia onde realmente colocar mais uma sacola plástica em circulação não é das coisas mais inteligentes. Pra mim, esse é o sentido, a razão de você adquirir uma ecobag, certo?

Errado.

Não foi uma, nem duas, nem três vezes que vi as moçoilas andando com a ecobag por aí substituindo a bolsa, caras! A bolsa! Tipo, não levam a ecobag pro super porque vai sujar A BOLSA!

Esse é o tipo de coisa que me faz ter um desânimo monstro com a minha espécie. Todo mundo devia nascer com um fardo extra de perspicácia.

14 novembro, 2008

Sem chance pra fura-fila

Que o mundo tá cheio, lotado, transbordante de gente idiota, não é novidade nem pra minha sobrinha de 1 ano e meio. E isso porque logo que ela nasceu, eu fiz o favor de informar:

- Bia, bem-vinda ao mundo dos babacas. Honre seus genes e faça a diferença.

Mentira. O máximo que fiz foi apitar:

- Óoooounnn...

Em 24 anos de vida, óbvio que conheci muita gente legal, mas muita gente imbecil também, com variados graus de imbecilidade. Hoje, vamos nos reter ao mais insignificante. O imbecil fura-fila.

Já faz um tempo que queria escrever sobre ele, porque é um espécime que abunda na fila do ônibus que pego pra voltar da Puc. O que acontece é que existe um grupinho de pessoas por lá e, como eu disse, também existe uma fila. Somou? Pois é. Basta um exemplar do grupinho chegar na fila na frente de você e pronto. Se você era o terceiro, agora deve ser o vigésimo. A galerinha vai chegando, dando oi pro amiguinho e pum, passa na frente na maior cara lavada.

Tem gente que não liga, tem gente que fica p da vida, mas até hoje não vi ninguém falar "Oi, cheguei primeiro. Circulando!". Mas ontem... ah, mas ontem...

Já faz alguns dias que falta lugar no ônibus, quem sobra precisa ficar esperando o próximo (se eu pegar esse próximo, chego em casa uns 45 minutos mais tarde!), sendo assim, furar fila, que pra mim é a forma mais chula de tentar levar vantagem passando por cima dos direitos de outra pessoa, adquire outra dimensão.

Estava eu na fila quando vi alguns membros do grupinho na minha frente. Logo depois, chega uma guria e passa na minha frente pra se juntar a eles, que ainda alertaram "fulana, ontem não teve lugar pra todo mundo... não é legal furar".

O tempo foi passando, ela de vez em quando soltando um "ai, a fila tá imensa e eu furei descaradamente."

Warning! Warning! Don't point your fucking finger to crazy people.

Quando o ônibus chegou, a fina aqui deu uma batidinha no ombro da guria e quando ela olhou, simplesmente fiz um discreto sinalzinho de "pra trás, verme."

E ela foi. Claro.

29 janeiro, 2008

Coca-Cola é condenada por humilhações de gerente

Quem muito vem com esse papinho de "ai, vou introduzir-lhes o objeto para terem mais ânimo e desempenho nas vendas" não dá só pinta, dá uma matilha de dálmatas inteirinha.


Essa coca, com toda a certeza do mundo, é fanta.

05 junho, 2007

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Bom é sair cedo da aula e ir pro bar beber quentão com os colegas numa noite fria, fria. Você conhece melhor algumas pessoas legais e outros conseguem a façanha de se tornarem ainda mais chaaaatos do que a sua imaginação permitia. O mala-escoteiro ali de baixo ainda escapa dessa, porque por mais metido à Einstein dos pampas que seja, ainda tem um certo carisma. A noite serviu mesmo foi pra perceber o quão imbecis são essas pessoas que usam palavrões "sem contexto". Como é que pode ainda existir pessoas que pensam que falar palavrão choca ou pode fazer você parecer moderno, desapegado, cool? No máximo, no máximo faz as pessoas perceberem o quanto você é limitado e não tem retórica o suficiente pra expressar desprezo, raiva ou desapontamento sem que tenha que chamar alguém de filho da puta.

Porque tá certo que algumas pessoas realmente merecem esse tratamento, mas acho de uma falta de elegância, de discernimento e de inteligência sair bradando por aí que professor é filho da puta porque deu um trabalho pra fazer, porque atendente do bar é filho da puta porque colocou o pão torto na hora de montar o sanduíche. Sei lá... acho desnecessário e fica muito na cara o quanto esse tipo tá querendo é aparecer. Não quer fazer o trabalho, meu bem? Salta do bonde agora, porque a coisa vai ficar bem pior. Quer o pão certinho no sanduíche? Faz você mesmo ou pede pra mãe, que é o que você deve fazer em casa. Aproveita e pede pra ela cortar em pedacinhos e tirar a alface.

E me deixe beber meu quentão em paz.
Porra.