29 maio, 2008

Son of a funcking bitch!

Aviso: Esse post foi escrito no calor dos acontecimentos. Se vc costuma se ofender com palavrões, não vá adiante. Repito, não.vá.adiante.

Estava saindo pra aula, atrasada, na chuva, tentando equilibrar razoalmente um guarda-chuva, uma bolsa e a rotunda figura sobre sapatos de salto alto numa rua de calçamento, no mínimo, deficiente, quando lembro que precisava levar um livro pra aula. Quando estava voltando, o meu vizinho passa com aquele carro fodido dele e me molha dos PÉS-A-CABEÇA.

Gritei um "filho da puta" muito bem gritado e mais algumas coisas que deixariam o João Gordo corado e alguns defensores de direitos humanos muito putos, já que eu também falei que ele era retardado que nem a irmã dele, que literalmente o é. E feio que nem a bruxa zarolha da mãe dele.

Certo, não me orgulho disso (pelo menos a parte da irmã, porque a mãe dele realmente é feia de dar medo), mas o que ele fez foi sacanagem.

Certo que eu estava com um guarda-chuva, de capuz, e era noite, talvez o cara não tenha me reconhecido, mas no meu conceito, se você está de carro e molha alguém, podendo evitar isso, meu caro, você é um grandissíssimo filho da puta retardado e possivelmente tem um pau pequeno e broxa.

Por um mundo melhor, morra.

28 maio, 2008

Pelo bem da ciência

... vou tentar reproduzir o mocaccino que tomei ontem usando nescafé, chocolate em pó e leite.

E como sou otimista, digo que tem TUDO pra dar errado. Mas são coisas como essas que moldam o seu caráter.

26 maio, 2008

Pombinha

Na minha rua tem um vizinho que fica muito puto comigo quando mato aula. Sério. Não sei a que devo tanta consideração.

Tem um outro que passa o dia inteiro falando "bãp bãp bãp", veste sempre a mesma bermuda azul e duvido que se importe comigo, com a PUC ou com o que quer que seja.

Também tem uma outra que passa o dia inteiro escovando o cabelo preto e liso no meio da rua e não tem roupas. Tem figurino.

E tem o cara que se refere à mulher por "pombinha".
É claro que esse é o mais estranho deles todos.

23 maio, 2008

Surpresa boa

Sempre que passava em frente a uma sorveteria em Cachoeirinha, eu torcia o nariz. Lembro que uma vez, lá pelos idos de 1990, fomos eu, pai, mãe e irmã e nos divertimos, porém, naquela idade picolé feito com Ki Suco em forminha de gelo era tão bom quanto um Tablito, mas hoje, eu cresci e sou chata pra caramba com sorvete.

De todos os que tomei ultimamente, o de uma sorveteria de Oasis foi o melhor. Artesanal, sem as cores berrantes que só os corantes artificiais podem proporcionar, sem cristais de gelo. Eu e o Arno gastamos um bom dinheirinho (sem remorso) na sorveteria dos atendentes gêmeos.

Mas como o clima do RS é uma caixinha de surpresas que só quem vive aqui conhece, nos últimos dias estamos batendo nos 30°C com uma frequência senegalesa. Daí, ontem pra amenizar o calor, fomos até a sorveteria de Cachoeirinha e tive uma boa surpresa.

Tirando o fato de no buffet constar sabores bizarros como "bolacha maria", fui nos garantidos e me dei bem. Cereja (com pedacinhos, o melhor), morango (com pedacinhos), chocolate e passas ao rum. Por cima, a farofinha crocante que eu adoro e a cobertura quente de chocolate que forma uma casquinha sobre o sorvete. O Arno foi de chocolate e maracujá (que parecia mousse de tão bom). Quanto saiu a brincadeira? R$5,20. Tudo.

Virei freguesa.

22 maio, 2008

Querido Papai Noel,

Não é segredo pra ninguém que eu adoro cozinhas. Armários, pias, mesas, bancadas... Uff! Então, se não for nenhum incômodo, não seria nada mal se o senhor providenciasse pra dezembro um armário e cadeiras todos verdinhos iguais a esses da foto abaixo, indicados pelas setas que parecem desenhadas por uma criança do pré primário com sérios problemas motores.


Sem mais,
Daniela.

21 maio, 2008

Ô, mas eu bem que queria saber quem inventou essa conversa de frio no RS.

Hoje é dia 21 de maio, exatos 1 mês e um dia para o grande acontecimento mundial comemorado aos primeiros dias do inverno que é o meu aniversário e eu acordo e penso "mas que %$#& de calor é esse?". Não consigo operar corretamente usando vestido no outono, não consigo ordenar as minhas idéias se todas as minhas referências sobre clima estão mudando. Poxa, não sou muito adepta do frio, mas um calor abafado desses, completamente fora de época só é bom pra gripar com força.

Mas tudo bem, relevo.

Mas só porque amanhã é 22 de maio e eu vou ver Indiana Jones no meu cinema favorito, com o meu namorado favorito! Quando Indiana Jones e Última Cruzada estreou no cinema, minha idade era contada em apenas uma mão, mas caramba, eu adorava aquele cara. Por causa dele queria ser arqueóloga e comer cérebro de macaco, por causa de Star Trek, queria ser astronauta e por causa do Poderoso Chefão queria falar com sotaque de carcamano, mas isso é outro assunto.

Aliás, hoje tem prova e eu não vou nem dar as caras na Facin.

Kiss me, i'm punk.

13 maio, 2008

Péin!

11 maio, 2008

"Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar..."
Canção infantil

O colo de mãe, aquele que às vezes ainda buscamos não importa a idade, oferece a primeira sensação de aconchego, segurança e amor que experimentamos na vida. Posso viver 100, 200 anos e sempre vou lembrar de uma noite, embalada no colo da minha mãe ouvindo ela cantar baixinho essa música.

Feliz dia das mães, mãe.

04 maio, 2008

Cozinha a todo vapor.

Pra aproveitar o friozinho, fiz uma sopa de ervilhas com bacon e costelinha defumada e sagu pra sobremesa. Meo! Quem inventou a sopa merece um beijo bem estalado na bochecha, porque vou te dizer, não existe coisa melhor pra jantar quando faz um friozinho. Por enquanto, a de abóbora ainda é minha preferida, mas a de ervilha já ocupa o segundo lugar com louvor.

Agora nós vamos ao cinema enfrentar as hordas coloradas que tomam as ruas.
Beijotchau.

03 maio, 2008

Definitivamente, gosto não se discute

Adoro vinho branco.
Considero ideal a temperatura mais fresca em que é servido, lindas as nuances que vão do gelo puro ao esverdeado e perfeita a forma como envolve a garganta com sabores frutados e refrescantes. Dificilmente experimento um que não me agrade.

Mas com vinhos tinto a história é bem diferente...

Desprezo totalmente os "bons vinhos".
Já experimentei chilenos, californianos, italianos, argentinos, alguns aqui da Serra Gaúcha e não consigo me encontrar. Aquela sensação de estar tomando acetto balsâmico puro me persegue, portanto passo reto pelas garrafas de 50, 60 reais e vou direto para os vinhos das linhas populares das vinícolas, como o SanguÊ de BoÀ, da Aurora, o Jota Pê, da Perini, pois esses sim agradam em cheio ao meu paladar nada refinado... e ao meu bolso também, já que uma garrafa custa em torno de 7 reais no supermercado.

Ficou meio óbvio que não tenho a menor vocação pra enóloga, enochata ou qualquer coisa do tipo?

02 maio, 2008

Opa... Tô bêbada?

Isso me fez lembrar disso:


"Onde estarrá aquele leão furrioso?"

01 maio, 2008

(Tô louca?)

(Foto: GettyImages)

A mãe está trocando os óculos e a tia trouxe umas armações pra ela experimentar. Daí, no meio da confusão de armações coloridinhas, moderninhas, vazadas, acabei experimentando uma do Fause Haten e outra da Playboy que ficaram absurdamente lindas. Foi-se o tempo em que as lentes deixavam a pessoa com a expressão carregada, escondiam as sobracelhas, eram pesadas, desconfortáveis e todo mundo, logo que recebia a receita pra fazer óculos, fazia beicinho e tascava:

- Tá, mas rola uma lente de contato?

Os óculos estão lindos, levinhos, charmosos. Uma fineza.



Tá bom, tá bom... O fato é que tô louca pra fazer umas lentes "pra descanso".

29 abril, 2008

Cambará no feriado de Tiradentes

Relatei aqui meu drama em ser a responsável por fazer as reservas. Como esperado, do mato não saiu coelho nenhum e namorado acabou precisando ajeitar as coisas. Como era sexta-feira e já não havia vagas em nenhuma pousada de Cambará, decidimos ficar por São Francisco de Paula. De todas as pousadas que namorado contatou, apenas uma ainda tinha vagas.

É claro que fiquei pensando "Ui, que beleza. Será que tem poucas pulgas?"

BullShit!

Já me preparando psicologicamente pra passar duas noites no meio das baratas, carrapatos e toda sorte de bichinhos nojentos, no sábado à tarde rumamos para São Francisco.

A pousada era ótima.




Cinco chalezinhos, todos bonitinhos, com lareira, jardinzinho. Pronto, amei. Instalamos nossas coisas, checamos as camas (porque toda cama de hotel é sempre melhor do que a minha?), ligamos a tv e assistimos o filme bonitinho que estava passando. À noite, saímos pra jantar. As opções eram reduzidas e acabamos optando pelo básico: Pizza.

Um adendo: Devido à gripe, eu não estava sentindo o gosto de nada. Ou seja, pra mim tanto fazia se a gente fosse comer fondue ou milhopan.

O atendimento da pizzaria era péssimo. Pra dizer o mínimo. Cortês, mas péssimo. E o lugar em si também não ajudava muito, parecia que eu estava jantando na casa daquela tia velha, sabe? Pois é. Pra coroar a noite, chegou uma turma de amigos ao restaurante. Um deles resolveu ir ao banheiro. Passou um tempo e nada do cara sair de lá. Nisso, um casal que estava sentado próximo ao banheiro, pediu pra trocar de mesa. Ahan. Exatamente isso.

Voltamos pra pousada, acendemos a lareira pra dormir e no outro dia acordar cedinho para visitar os cânions.

Ó, que ruim?

De manhã cedinho, lá pelas oito, fomos tomar café na pousada. E que café... Exatamente aquele que não conseguimos fazer todo dia, com sucos, café, leite, pão francês, pão integral, pão de leite, biscoitinhos, bolos, cereal, presunto, queijos, ricota, nata, geléia... Ufa. Que sacrifício. O resultado é que fomos almoçar só às 4h da tarde.

Matheus mandando ver no café...

Cactus bonitinhos na pousada
E saber que matei o que eu tinha, ironicamente, por falta de água...

Brinco de princesa
So last season...

Pegamos a estrada pra Cambará e de lá para os Cânions. Que estradinha miserável! Pedras, pedras, pedras. Pra ser mais precisa, 18km de pedras. Chegamos nos Aparados da Serra, pagamos os seis reais por pessoa mais cinco de estacionamento e escolhemos chegar ao cânion pela Trilha do Cotovelo. O guia do parque disse que eram 2 horas de caminhada, ida e volta, mas não acredito que tenha sido isso mesmo e, embora em São Francisco fizesse um sol gostoso de inverno, em Cambará o tempo tinha fechado pra valer.


Adoro acordar cedo...
NOT!


Casa da bruxa

Trilha de acesso ao cânion do Itaimbezinho

Mesmo assim, o Itaimbezinho impressiona e enche os olhos. Lindo.


Atenção às pessoinhas no canto à esquerda fazendo a dança do Siri
(tá, mentira...)

Na volta, paramos em uma churrascaria de Cambará para almoçar. Espeto lento seria um nome mas apropriado para a especialidade da casa.

Voltamos pra São Francisco. No meio do caminho, o Arno disse:

- Acho que a gente precisa abastacer.

Mas onde? Só o que se via era pasto, vacas, milho e pinheiros a perder de vista. Paramos numa cidadezinha chamada Tainhas. Pra entrar na cidade, o único jeito era atravessar uma ponte mal enjambrada, o que fizemos tremendo de medo que a maldita não aguentasse. Cruzamos com dois caras trêbados. Abastecemos, pagando 2,79 o litro de gasolina e voltamos pela ponte. Quem estava atravessando?

Os trêbados. O menos bêbado tentava ajudar o mais bêbado, que ia em direção à borda, ameaçava cair e voltava. Foram longos minutos.

Saímos da cidadezinha e erramos o sentido da volta. Pegamos a estrada para o litoral. A Amanda começou a cantar:

- Os três manés, sentido litoral...

Achamos um lugar pra fazer o retorno e pegamos a estrada certa.

- É muita terra... - O Arno comentou a respeito dos campos que a estrada cortava.

"Tudo isso que o sol toca, um dia será seu, Simba."
Se o MST não pegar antes.

Chegamos na pousada e só bem mais tarde saímos pra jantar. O escolhido da vez foi o Café da Martha, lá em São Francisco mesmo. A mãe foi de pastel de carne, a Amanda tomou um mocaccino e eu e o Arno escolhemos uma sopa de capeletti que estava uma delícia. Vendo a massa sequinha do pastel da mãe, não resistimos e levamos pra pousada um pastel doce cada um: Chocolate pro Arno e nozes com chocolate branco pra mim.

Pataiada atravessando a rua

Dormimos e no dia seguinte voltamos pra casa passando por Gramado e Canela, num tempo totalmente fechado. Tentei comprar ovos caipira, mas fiquei sabendo que as galinhas não estavam botando, daí só compramos queijo, salame e linguiça.

Tudo para seu conforto.

Feriado de Corpus Christi, tudo indica que iremos pra praia. Porto Belo, pra ser mais exata...

25 abril, 2008

Leave the message.

Sabe quando você faz uma coisa achando que é o melhor a ser feito e segundos depois surge uma vozinha lá no fundo que te diz:

- Vai dar merda, babe.

Não sei o que acontece com você, mas eu perco o sono, tenho pesadelos, amarroto o lençol todo por causa do sono inquieto, infernizo meu namorado e quase dou a vida por uma dose cavalar de carboidratos.

Vai dar merda, babe.
Vai dar.

18 abril, 2008

Namorado, mãe e irmã estão afim de visitar os Aparados da Serra nesse final de semana e me encarregaram da ingrata tarefa de procurar hospedagem para a tchurma. Mas, minha gente, gripada, com dor de garganta e uma dor absurda na batata da perna que me faz andar claudicante (rá!), cadê a paciência de mandar email, ligar ou o que for pra me informar direitinho sobre as coisas todas? Na real o que eu queria mesmo era não precisar ir à aula hoje para ficar lendo "Os Maias", porque até nos meus delírios à la Ferris Bueler, sou bibliófila, e fazer um sorvete de capuccino para então poder fazer algo que lembre, mesmo que remotamente, um milkshake de capuccino.

Meus desejos não são assim tão inatingíveis.

P.s.: Esses dias mezzo frio, mezzo calor me deixam confusa e, na maior parte das vezes, acabo congelando ou suando por não saber que roupa vestir. Um guarda-roupa europeu/caribenho pro dia-a-dia se faz muito necessário.

15 abril, 2008

Creepy.

12 abril, 2008

Sábado à noite

Temperatura amena, garoa bem leve lá fora, um livro de uma autora querida nas mãos e uma música gostosa.



"O pai sentou-a ao piano aos cinco anos,e, aos dez, Maurizia Rugieri dava o primeiro recital no Clube Garibaldi, vestida de organdi cor-de-rosa e botas de verniz, perante público benevolente, composto na sua maioria por membros da colônia italiana. No final da apresentação depositaram vários ramos de flores a seus pés, e o presidente do clube entregou-lhe uma placa comemorativa e uma boneca de porcelana, enfeitada com fitas e rendas.
- Nós a saudamos, Maurizia Rugieri, como um gênio precoce, um novo Mozart. Aguardam-na os grandes palcos do mundo - declamou.
A menina esperou que acabassem os aplausos e, spbre o choro orgulhoso da mãe, fez ouvir sua voz com inesperada altivez.
- Esta é a última vez que toco piano. O que eu quero ser é cantora - anunciou e saiu da sala arrastando a boneca por um pé. (...)"
Contos de Eva Luna, Isabel Allende.

Definitivamente, as saidinhas de sábado perdem terreno quando esse tipo de combinação acontece.

11 abril, 2008

Meu primeiro pão!


Foi fácil de fazer, com a batedeira planetária nova trabalhando direitinho. O pão cresceu pra caramba, ficou lindo, douradinho, macio, cheiroso, mas meio salgado para os meus padrões (certeza que errei a mão no sal). Característica que pode muito bem ser revertida usando manteiga sem sal, ricota ou, como namorado sugeriu, nata.

Adorei fazer pão!

A receita que segui foi essa aqui, tirada do blog da Ana Elisa.

10 abril, 2008

E agora?

Estava eu pensando em gastar uma graninha nuns livros aí. Novos, de preferência. O problema que me aflige é que é acabei de ver num sebo online que com esse dinheiro posso comprar uns 6 usados em vez dos 3 novos... E aí? Banco pra ver ou dou uma de "não acredito nessas modernidade"?

Agora dá licença que vou me iniciar no mundo dos pães e ainda preciso estudar Administração II.

05 abril, 2008

Rocambole Suíço de Chocolate, do Álvaro Rodrigues.

Foi um daqueles casos de amor à primeira vista. Sim, porque ele era lindo.

A Lílian viu a receita no Bem Família, resolveu experimentar e, porque é um amor de pessoa, trouxe um pedaço aqui pra casa. Sabe aquele rocambole que todo rocambole de padaria sonha ser? Pois é. Ele é. Não deu outra, resolvi testar. Receita em mãos, fiz a massa antes de sair pra faculdade, instruindo a mãe a não deixar muito tempo no forno. Quando cheguei, namorado destruiu todas as minhas ilusões com as seguintes frases:
- Teu bolo não deu certo. Ficou com uma casca dura e grudento por baixo.
Corri pra ver com os meus próprios olhos e realmente não tinha nada de exagero no que ele disse. A massa do rocambole estava grudenta e, por cima, tinha formado uma casca dura e espessa.

Ah, essa amarga decepção que uma cozinheira sente quando uma receita muito esperada simplesmente não acontece como deveria...

Dei tudo por perdido (leia-se ótimos ovos, chocolate e licor...) e fui dormir. No dia seguinte, resolvida a jogar tudo fora e tentar de novo, telefono pra Lílian.
- Poxa, tentei fazer o rocambole, mas não deu certo. A massa ficou grudenta e com uma casca dura.
- Ah, mas o meu também ficou assim!
- ...
- Ahan. Daí, como eu não queria perder a massa, eu peguei ele todo esfarelado mesmo e comecei a colar em cima do papel alumínio. Enrolei, coloquei na geladeira e deu certo, né? Nem dá pra perceber...
- Lílian, tu não imagina como eu fico feliz em ouvir isso...
Ela me fez lembrar de colocar em prática um dos mandamentos mais preciosos de uma boa cozinheira: Não se deixe abatar que quase tudo tem salvação! As Tarte Tatin e os Petit Gateau do mundo não me deixam mentir...

Claro que eu não vou sair por aí transformando uma lasanha fracassada em souflê, uma ambrosia queimada em crème brülée (ih, rimou...), mas naquele momento a perspectiva de que o rocambole ainda tinha salvação, me encheu de alegria.

Abstraindo o fato de que a vó tinha atacado a massa "perdida" à colheradas, desenformei com todo cuidado possível e mandei bala.


1. Os ingredientes do recheio, todos bonitinhos, esperando a delicada operação de desenformar a massa do rocambole.
2. A massa feinha, feinha, causa do meu desespero.
3. As colheradas da vó, no canto direito que não está lá.
4. A casca que se formou sobre a massa.
5. Recheio devidamente empregado (esqueci o coco!!!).
6. Na geladeira, empacotadinho.
7. Já com a cobertura e decorado com cerejas e treliças de chocolate feitas por mim (Fala a verdade... Sou praticamente uma artista plástica, né?).
8. Vista aérea e prova de que uma boa receita às vezes se camufla num desastre irremediável.

Receita do rocambole aqui.
Vai com fé que o Álvaro é o cara.