26 janeiro, 2009

A pergunta que não quer calar

Por que será que as duas semanas que antecedem as férias duram 3 meses?

15 janeiro, 2009

Gente coisa é outra fina

Daí que almocei um sanduíche de mussarela, alface americana, tomate e PASTRAMI.
Sim, porque até sendo pobre, eu consigo ser FINA.

P.s.: Se almoçar todo dia no restaurante nesses dias em que estou trabalhando em turno integral, vou à falência antes de conseguir dizer "F*deu*".

09 janeiro, 2009

Daniela Castro's week off

Os ferimentos do acidente fizeram com que eu ganhasse um descanso forçado e um esporro da chefe na quadragésima terceira vez que telefonei:

- Fica em casa descansando esse pé! Só apareça aqui na segunda!

Apesar do corte no pé estar com uma aparência nada boa (infeccionou, claro. Porque só cortar é para os fracos) e das dores musculares estranhas que me fazem caminhar no estilo "passo de ganso"...

like a goose, not a ballerina with a webbed feet, DAMN!


... e considerando que quase todas as coisas divertidas a se fazer exigem um mínimo de mobilidade, logo percebi que ler e ver tv eram as únicas coisas a se fazer. Então, nessa semana pude:

- ler "Casório?!", da Marian Keys (essa escritora deve ter um sério problema com bebida. Não consegui ler uma página sem desejar que um mojito ou, ao menos, uma caipirinha de vodka se materializasse na minha frente), que emprestei da minha cunhada. Foram 642 páginas de uma historinha a la Bridget Jones onde a mocinha em questão tem uma relação péssima com a mãe, o pai é alcoólatra e ela só se apaixona por perdedores que não tem nem um pinto pra dar água. Em compensação também tem um amigo bonitão e rico caidinho por ela ¬¬

- ler "Os estranhos", do Stephen King.

Stephen King te despreza

Antes que morram de vergonha alheia devido ao meu deplorável gosto literário, deixem eu explicar a fórmula que explica a minha preferência pelo cara:

Stephen King = histórias looooongas, altamente esquizofrênicas e delirantes² + tudo o que eu preciso pra passar o tempo + um pé infeccionado x muita dor e acessos de auto-piedade para ler alguma coisa mais mais complexa do que a revista Nova

- assistir Sessão da Tarde e pedir a Deus que ilumine a mente dos responsáveis pela programação para que eles decidam passar Ferris Bueller's Day Off.

Minha piscina da Barbie e a churrasqueira do Ken para ver essa Ferrari despencando pela janela

Obviamente não fui atendida, o que me lembrou de que quando era pequena decidi não pedir mais coisas para Deus, que nunca me atendia mesmo, e sim ao Papai Noel, que ao menos me trouxe a Piscina da Barbie. Velhinho de barba branca por velhinho de barba branca...

- acabar de vez com a caixa de Ferrero Rocher que ganhei no amigo secreto do trabalho, tomando o cuidado de deixar sobrar uns 4, que no futuro me darão a falsa impressão de que não acabei com a caixa de Ferrero Rocher DE TODO.

- ter duas quedas bruscas de pressão devido ao calor senegalês dos últimos dias

- comer bem menos do que o usual, porque dói ir atrás do que comer quando se está com o pé infeccionado. Me senti o bicho doente da manada que é deixado para trás para morrer (dramática, eu? Nasci para o palco.)

- tentar escapar do senso de cavalheirismo do sobrinho que insistia em me "ajudar" a "caminhar" pela casa.

- Um tubarão mordeu a sua perna, tia Nani? :-O
- Ahn, não... eu caí da moto
- Daí um dinossauro veio correndo e mordeu a sua perna? :-O


06 janeiro, 2009

Dodói

Se já não bastasse o machucado em si que não me permite dar um passo que seja, atentem para a minha canela inexistente devido ao inchaço. Ou cair de moto desencadeou uma crise de elefantíase na pessoa ou meu pé achou por bem ficar assim parecido com uma bisnaguinha Seven Boys.

05 janeiro, 2009

Meo.

Fiquei fora de casa por 5 dias.

Terça-feira passada, minha sobrinha falava sílabas desconexas e grunhidinhos.
Hoje, quando acordei, ela estava formando frases com pronomes, verbos e adjetivos. Na ordem correta. Ao me ver enfaixada, disse com a certeza de um neurocirurgião: "Nôni tá dodói."

Medo.

Lentilha FAIL

Acaba de me ocorrer que não comi lentilhas no Ano Novo.
Será o fim do mundo que conhecemos?
Ainda vale comer lentilha hoje?
Crua?
Alguém ainda tem lentilha do Ano Novo em casa?
Eca. Quero não.

Se vocês soubessem do quanto vou precisar de platas esse ano, entenderiam o meu desespero.
O negócio é esperar até dia 29 e me entupir de nhoque.

Como conseguir achar graça nas suas próprias desventuras, lição 1

Contando para um colega no msn sobre o acidente de moto.

Dani diz:
se tivesse arranhado a minha bolsa nova...
Colega da Faculdade diz:
nao estrago nada dela?
Dani diz:
ficou inteirinha
Dani diz:
sem nem um arranhão
Colega da Faculdade diz:
humm
Colega da Faculdade diz:
q bom
Colega da Faculdade diz:
=)
Colega da Faculdade diz:
significa q é de qualidade
Colega da Faculdade diz:
hehe
Colega da Faculdade diz:
^^
Dani diz:
é... eu é que não sou
Dani diz:
tô toda arrranhada!
Colega da Faculdade diz:
ahsudhasudahuashdu
Colega da Faculdade diz:
uahdasudahsush
Dani diz:
fiquei deprimida agora
Dani diz:
sou feita com material de segunda
Colega da Faculdade diz:
hasudahsdu

Adeus ano velho


Meu adeus a 2008 foi dado na praia de Porto Belo, cumprindo mais uma meta, bebendo espumante comprado de última hora, vendo fogos de artifício coloridos e não-barulhentos em todas as outras praias da redondeza, vestindo lilás e abraçando bem forte o meu amor, depois de uma ceia gostosa na casa de pessoas queridas que só conheci por intermédio dele.

No mesmo feriado caímos de moto que resultou em ferimentos e um joelho super inchado que, pelo menos hoje, não vai me deixar andar, quanto mais trabalhar, jogamos vôlei, tomamos banho de mar e de chuva, brincamos com um cardume de peixinhos, pegamos carona com um pastor, encaramos um desvio imenso por causa da BR-101 interditada, fiz bolo de chocolate, pavê e estrogonofe de camarão.

Foi bom :-)

30 dezembro, 2008

30 de Janeiro

Tudo o que foi calmo durante esse ano aqui no trabalho tá sendo descontado hoje. Quatro palavras pra resumir tudo:

Sozinha.Pepinos. Milhares.Socorro.

E pra melhor o ânimo, esse tempinho bunda provavelmente vai perdurar por todo o feriado. Que pretendia passar na praia pegando uma cor (vermelha).

2008, darling, acaba logo?
Esses últimos dias estão sendo de matar cachorro a grito e jacaré a beliscão.

26 dezembro, 2008

Ceia de Natal

A ceia de Natal, como de costume, foi uma orgia gastronômica. Estávamos em quinze pessoas, entre elas, duas crianças que não se podia conter tamanha excitação com os presentes. Antes da ceia, providenciei azeitonas, linguiça calabresa e torradinhas com manteiga e orégano para comer com antepasto de berinjela. O antepasto ficou tão bom, mas tão bom, que quase não sobrou espaço pra ceia. À meia-noite fizemos a entrega dos presentes e, logo depois, fomos para a mesa nos empanturrar com chester, salpicão de frango, arroz à grega, farofa de bacon e calabresa e batatinhas à doré. Depois da ceia, a comilança seguiu com um "buffet" de sobremesas: Pavê de abacaxi, mousse de pêssego com pedaços generosos da fruta, mousse de chocolate com nozes picadinhas, torta de chocolate ao leite e chocolate branco com limão e sagu.

O que resta pro resto da semana? Desintoxicar com muita água e frutas. Até porque semana que vem tem mais ceia.

25 dezembro, 2008



Meu vô fez setenta e seis anos hoje.
Ao acordar, fiz uma gracinha qualquer sobre a idade dele, ao que ele me respondeu:
- Setenta e seis anos. Graças a vocês, que cuidam de mim.

Somos em sete mulheres, numa família de dez pessoas. Poucos são os homens que podem orgulhar-se do fato de ser o homem da vida de sete mulheres. Meu vô é um desses homens.

24 dezembro, 2008

Das considerações infantis

Matheus questiona:

- Tio Arno, vc tá comendo cachorro-quente?
- Aham.
- Com catchup bom e catchup ruim?
- ?
Entro na conversa:
- Qual é o catchup bom?
Matheus aponta pro catchup.
- E o ruim?
Aponta pra mostarda.

22 dezembro, 2008

Agora

No trabalho.
Cercada por uma nuvem de marimbondos assustadores.
Invejem-me.

20 dezembro, 2008

Livrinhos, livrinhos

Esse ano foi meio vergonhoso pra mim no quesito leitura. Em primeiro lugar, porque adoro ler na cama antes de dormir (se o livro for bom avanço pela madrugada, bem contente), um hábito meio incompatível com um namorado que precisa acordar cedo para ir trabalhar. E também por causa do tanto de trabalhos para a faculdade que precisei fazer esse semestre.

Embora a PUC tenha inaugurado uma biblioteca nababesca e faraônica, as poucas vezes que passei por lá foi pra emprestar algum livro técnico, geralmente de Banco de Dados.





Daí que pensei, na semana do Natal, não vou trabalhar por cinco dias, namorado vai pra casa da família e eu vou passar por aqui mesmo. Por que, então, não aproveitar a folga e colocar um pouco das leituras em dia? Dei um pulo na biblioteca (que tem um "quê" de aeroporto, don't ask) e peguei uns livrinhos:

- A Metamorfose, Franz Kafka: Até que enfim preenchi essa lacuna literária.
- Poirot Investiga, Agatha Christie: Sim, fui uma adolescente que leu muuuito Agatha Christie e Poirot sempre foi meu personagem preferido.
- A Sangue Frio, Truman Capote: Outra lacuna literária imperdoável pra quem gosta do gênero.
- O Último Reino, Bernard Cornwell: Adoro uma saga épica. Às vezes um pouco de escapismo é tão bom...

Existem tantos livros bons, tantas histórias legais, pra todos os gostos que juro que não entendo quem diz que não gosta de ler.

19 dezembro, 2008

Constatação

Começo a acreditar que a dieta anda cumprindo seu verdadeiro objetivo: Reeducação alimentar.
Ganhei, no amigo-secreto do trabalho - há 3 dias - uma caixa de Ferrero Rocher, que adoro. E ela ainda está absolutamente intacta.

12 dezembro, 2008

Boca santa

Quando alguém vai fazer um gif da Ana Maria Braga dizendo "Se você desaparecesse da face da terra seria uma coisa maravilhosa pra todo mundo"?

Ótima sugestão de presente de Natal para os desafetos.

10 dezembro, 2008

Sweetest thing

Quão meigo lhe parece falar ao telefone com uma senhorinha beeeem senhorinha que ainda trata moças por "senhorita"?

04 dezembro, 2008

I'll be fine

É muito fácil descobrir se tive uma boa noite de sono. O termômetro é a facilidade com que consigo escovar o cabelo na manhã seguinte.

Explico.

Se eu durmo bem, acordo, não raramente, na mesma posição em que adormeci. Caso contrário, fico me remexendo na cama, puxo as cobertas (o que deixa o meu namorado muito puto comigo), arranco o lençol do colchão, acordo bem antes do nascer do sol e fico ali, quietinha, observando a luminosidade da manhã entrar pelas frestas da janela. Fatalmente, pelo remelexo da noite, meu cabelo amanhece cheio de nós e eu sofro para escová-lo quando levanto da cama.

Poucas coisas me tiram o sono, mas a ansiedade é a minha maior vilã. Se alguma coisa me preocupa, mesmo que racionalmente eu saiba que não vou resolver nada ficando sem dormir ou sofrendo por antecipação, acabo passando por isso. Minha imaginação, foda que só ela, coloca em cena mil probleminhas brotando em volta do Problema, penso, repenso, sofro, me angustio, não durmo, só pra no dia seguinte perceber o tamanho da tempestade que eu armei no famigerado copo d'água.

Sim, tem coisas que só o terapeuta cura, mas se já consegui superar coisas que me faziam mais mal, acho que passar por isso vai ser mais tranquilo. Ainda mais contando com o reforço mal-humorado do namorado dizendo "Friiiiioooooooo!" durante a noite.

03 dezembro, 2008

Acho que não contei aqui sobre o dia em que fui chamada de mal educada na parada de ônibus por uma bruxa velha porque entrei no ônibus primeiro do que a tal bruxa velha que, supostamente, estava lá antes do que eu.

Tipo, aquele ponto de ônibus não tem fila, muito menos senha.

Quem é que chega na parada, olha o povo que tá lá e pensa "tá, eu cheguei depois do guri com camiseta do nirvana e do amigos do guri com camiseta do nirvana, da tia com sacola do BIG, do homem com caspa, do velhinho com pente no bolso da camisa, da guria emo, da mãe da guria emo e da mulher com cabelo laranja"?

Fora que o ônibus chega ali vazio, de humano dentro dele, só o motorista.

Certo, partimos do princípio de que a bruxa velha queria barraco, mas:

1. Não bato palma pra maluco dançar;
2. Embora eu saiba que tenho estado operando com tolerância -1 ultimamente, não discuto com quem fala "plobrema". Eu preciso manter um certo nível, né?

Pois bem.

A mesma bruxa velha, ontem, quando o ônibus que ela ia pegar estacionou atrás de um outro, saiu correndo e atropelando todo mundo na calçada muito bonitamente, sem nem ao menos pedir desculpas pelos esbarrões que ela e sua bolsa gigante deram nas pessoas.

Um verdadeiro exemplo de boa educação.

30 novembro, 2008

Era uma vez...

Numa escola, há alguns anos atrás...

- Então, turma, pra relembrar a aula de hoje: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas. São pronomes pessoais do caso...?

- Oblíquo, professora!

- Muito bem! Agora a chamada. Ana Paula?

- Presente!

- Bruno?

- Presente!

- Charlysleysson?

- Não veio!

- De novo?

Anos depois, um chevette velho ultrapassa o ônibus que leva Daniela para o trabalho. No vidro de trás, em letras adesivas, Charlysleysson proclama para o mundo a quantidade de vezes que faltou às aulas de Português para ficar jogando fliperama na esquina:

"Com nós ou contra nós"

Daniela suspira e inventa essa historinha.