28 novembro, 2008

Do alívio

+ Semestre quase acabou (ainda falta entregar um trabalho). Tirei notas muito boas, apesar de ter me dedicado BEM menos do que nos semestres anteriores, o que abre um precedente deveras perigoso.

+ Pela primeira vez na minha vida chego em dezembro sabendo que vou curtir uns dias de férias no verão.

+ Meu trabalho é legal, meus colegas são legais e meus chefes são uns amores (sim, faço parte do 0,000001% da humanidade que pode dizer isso de todo o coração sem querer puxar o saco de chefe-mala). O que também é meio arriscado, porque, com certeza, vou chorar um rio quando tiver que sair de lá.

+ LastFM é um negócio bacana. Se cadastra, me procura, e finja que não viu a Shakira na minha playlist, ok? Isso é crucial para o bem da nossa relação.

+ Amanhã mamãe vai estar de aniversário. Vai sair tanta coisa boa dessa cozinha que vou precisar passar a próxima semana à base de alho-poró.

+ Posso contar um sonho da noite passada? Sonhei que estava numa casa onde havia uma disputa entre chineses e japoneses. Os japoneses eram contra o aborto e os chineses a favor. As mulheres que queriam abortar iam para essa casa, que os japoneses encheram de armadilhas (cobras, gás venenoso e outras coisas inofensivas). No sonho, eu estava do lado dos chineses. Será o meu subconsciente avisando que eu sou a favor do aborto? Ou que tenho medo de cobras? Ou que consigo diferenciar japoneses de chineses?

+ Os dias calorentos e modorrentos do verão são de matar. Mas as noites não são uma delícia? ;-)

Pff...

Esqueci a câmara em casa.
Logo hoje que o Alfredo estava TÃO fotogênico.

Alfredo

Não contei do Alfredo ainda por aqui, né?
Tipo, ele é o cara mais funny do centro de Porto Alegre.
Vou levar a câmera pro trabalho hoje só pra tentar tirar uma foto dele.

Hihi.

Parecidíssimo com o Alfredo.

26 novembro, 2008

Subvertendo o sentido das coisas

Acho que ninguém mais é tão "umbiguista" que não entenda a necessidade de terminar com a proliferação das sacolas plásticas, né? Nem preciso colocar aqui o tempo que elas levam para sumir do nosso planetinha. Porque é ou não é o fim uma sacola plástica do Mercadinho do Seu Juca durar mais tempo que euzita e vc?

Pois bem, munidos de boa intenção e esperançosos em ganhar um troco em cima da recém adquirida consciência ecológica da galera, a Wall Mart confecciona e vende ecobags como essas:


Achei bacana, e como estávamos procurando uma, acabei comprando uma dessas por 2 reais no caixa do mercado, pensando naquelas comprinhas básicas do dia-a-dia onde realmente colocar mais uma sacola plástica em circulação não é das coisas mais inteligentes. Pra mim, esse é o sentido, a razão de você adquirir uma ecobag, certo?

Errado.

Não foi uma, nem duas, nem três vezes que vi as moçoilas andando com a ecobag por aí substituindo a bolsa, caras! A bolsa! Tipo, não levam a ecobag pro super porque vai sujar A BOLSA!

Esse é o tipo de coisa que me faz ter um desânimo monstro com a minha espécie. Todo mundo devia nascer com um fardo extra de perspicácia.

25 novembro, 2008

Discordando de "migo" mesma

Daí que eu cheguei à conclusão de que não gosto de Stephen King.

Brilhante.

Então, porque, porque, porque SEMPRE que um livro dele me cai nas mãos, não consigo largar até chegar ao fim, mesmo sabendo que o livro é feio, chato, bobo? Céus.

Deve ser outra manifestação do "Princípio Shakira".

Aquele onde você não ouve e não gosta da Shakira, mas se pega cantando que os quadris não mentem e que "en Barranquilla se baila así".

Mesmo nunca tendo estado a menos de 5000km da tal Barranquilla.

19 novembro, 2008

Drama-Mulherzinha

Estou com um problema que só a ala feminina vai entender.

Meu nome é Daniela e já faz algum tempo que aboli o secador e a chapinha da minha vida.

(Oi, Daniela!)

Pois bem. É ótimo sair de casa com um look que não desmancha na chuva, no vento e etc... Fora o tempo que ganho sem passar pelo ritual de alisa aqui, puxa ali, ajeita a franja.

Tipo, me sinto livre < /propaganda de absorvente>

O problema é que para garantir uma certa organização nas minhas mechas, passo um leave-in.

Que está vencido desde fevereiro.

Comprei um novo, claro, mas para a tragédia ficar maior, a marca mudou a fórmula PRA PIOR. Enquanto que com o leave-in antigo, meu cabelo ficava leve, solto, ondulado nas pontas, do jeito que eu gosto, o novo deixa o meu cabelo pesado, feio e sem ondinhas, ou seja, preciso me conformar com o fato: meu antigo, amado e vencido leave-in provavelmente é o único remanescente de uma nobre linhagem de leave-ins perfeitos.

14 novembro, 2008

Sem chance pra fura-fila

Que o mundo tá cheio, lotado, transbordante de gente idiota, não é novidade nem pra minha sobrinha de 1 ano e meio. E isso porque logo que ela nasceu, eu fiz o favor de informar:

- Bia, bem-vinda ao mundo dos babacas. Honre seus genes e faça a diferença.

Mentira. O máximo que fiz foi apitar:

- Óoooounnn...

Em 24 anos de vida, óbvio que conheci muita gente legal, mas muita gente imbecil também, com variados graus de imbecilidade. Hoje, vamos nos reter ao mais insignificante. O imbecil fura-fila.

Já faz um tempo que queria escrever sobre ele, porque é um espécime que abunda na fila do ônibus que pego pra voltar da Puc. O que acontece é que existe um grupinho de pessoas por lá e, como eu disse, também existe uma fila. Somou? Pois é. Basta um exemplar do grupinho chegar na fila na frente de você e pronto. Se você era o terceiro, agora deve ser o vigésimo. A galerinha vai chegando, dando oi pro amiguinho e pum, passa na frente na maior cara lavada.

Tem gente que não liga, tem gente que fica p da vida, mas até hoje não vi ninguém falar "Oi, cheguei primeiro. Circulando!". Mas ontem... ah, mas ontem...

Já faz alguns dias que falta lugar no ônibus, quem sobra precisa ficar esperando o próximo (se eu pegar esse próximo, chego em casa uns 45 minutos mais tarde!), sendo assim, furar fila, que pra mim é a forma mais chula de tentar levar vantagem passando por cima dos direitos de outra pessoa, adquire outra dimensão.

Estava eu na fila quando vi alguns membros do grupinho na minha frente. Logo depois, chega uma guria e passa na minha frente pra se juntar a eles, que ainda alertaram "fulana, ontem não teve lugar pra todo mundo... não é legal furar".

O tempo foi passando, ela de vez em quando soltando um "ai, a fila tá imensa e eu furei descaradamente."

Warning! Warning! Don't point your fucking finger to crazy people.

Quando o ônibus chegou, a fina aqui deu uma batidinha no ombro da guria e quando ela olhou, simplesmente fiz um discreto sinalzinho de "pra trás, verme."

E ela foi. Claro.

26 outubro, 2008

Eufemismos, superlativos, etc...

Depois de ver um outdoor mais ou menos assim na freeway:

"Iogurte Funcional X
Livra você dos congestionamentos"

Fiquei pensando em quantas metáforas idiotas e/ou infelizes ainda vão inventar para "defecar".

19 outubro, 2008

(Nem deu tempo de fotografar)

No sábado, resolvi matar o que estava me matando.

Namorado comprou duas barras de chocolate branco e uma caixinha de morangos cheirosos que só. E o que saiu disso? Uma mousse de chocolate branco com calda de morangos, course. Pena que não deu pra tirar uma foto pra vocês conferirem a cor ESCARLÁTICA (oi, eu invento palavras) da calda de morangos... A receita em si saiu dos cafundós da minha cabeça, porque achei que morangos e chocolate branco seria uma combinação infalível. Não anotei nada, mas confio na memória pra passar a receita pra quem quiser se aventurar.

Mousse de chocolate branco com calda de morangos

Mousse

2 barras de chocolate branco (vá na sua marca preferida, o ideal seria uma marca com pouca ou nenhuma quantidade de gordura hidrogenada, ok?)

1 lata de creme de leite

3 claras

Calda de morangos

300g de morangos (orgânicos? Manda bala!)
2 colheres de sopa de açúcar
150 ml de água
2 colheres de sopa de cachaça ou vodka

Pique o chocolate em pedaços e derreta em banho-maria. Caso não domine a arte, apele para o microondas: Um minuto já é o suficiente, pois os pedacinhos rebeldes que restarem serão derretidos ao misturar. Junte o creme de leite e mexa com vontade usando um fouet. Reserve. Bata as três claras em neve e junte delicadamente ao creme de chocolate. Leve à geladeira.

Para preparar a calda, pique os morangos e leve ao fogo com a água e o açúcar. Quando começar a ferver, retire a espuma que se formar e junte a cachaça. Quando a mistura tomar a forma de uma calda mais espessa, com alguns pedacinhos de morango ainda não completamente desmanchados, é hora de tirar do fogo e deixar esfriar. Quando estiver fria, derrame a calda sobre a mousse.

Além de saborosa, o visual da sobremesa é lindo. Vai por mim!

13 outubro, 2008

Hábitos porto-alegrenses dos quais eu tinha me livrado - Parte II


Atravessar a rua é uma coisa relativamente simples. Faixa de segurança, olhar atentamente para os dois lados e coisa e tal. A maior parte do mundo não ousa e faz isso:

Atravessando na faixa

Porto-alegrenses, ousados que são, fazem isso:

Atravessando a faixa


11 outubro, 2008

Hábitos porto-alegrenses dos quais eu tinha me livrado - Parte I

Nas paradas de ônibus e nas estações de trem as pessoas ficam organizadas mais ou menos dessa forma:


Daí quando chega o trem ou o ônibus, elas se jogam umas sobre as outras, mais ou menos assim:

Qualquer pessoa que tente de alguma forma organizar a bagaça é desencorajada da seguinte forma:


E assim a vida segue na capital dos gaúchos.

05 outubro, 2008

Tumbalacatumba

Passei um tempo sem escrever meus loooongos posts. Nesse meio tempo a Sandy casou e passou o trono de virgem da tv pra Maysa ou pra sobrinha da Gretchen, conforme a definição de virgem vigente. Nos pampas, fez frio, fez calor, fez frio de novo, muito calor e agora chove e venta pra caramba. Juro que eu não podia ter nascido em outro lugar. Ouvi pela primeira vez minha sobrinha me chamar de "Dani" e ela falou tão direitinho que estou até agora toda derretida ali no chão da cozinha. Levei meu sobrinho no banheiro do hipermercado e quando ele soltou um "Que lugar bacana!" lembrei do quanto eu me divertia apenas entrando na Mesbla para olhar as bonecas e sentir aquele cheiro inconfundível de brinquedo novo, mesmo que não fosse levar nada pra casa. Nesse meio tempo eu me dei conta de que se existe alguém que seja mais do que apenas nós, esse alguém gosta de mim um bocado. Também ensinei a irmã a jogar Counter Strike, nos demos uns tiros e rimos bastante. Nesse meio tempo tirei a maior das preocupações dos meus ombros, estou descarregando as menores aos poucos e perdi alguns quilos. Conheci pessoas legais, pessoas não tão legais e pessoas que fazem uma força enorme para não deixarem ninguém ver o quanto elas são legais. O problema é que aquele brilho nos olhos de quem tem a alma boa é a única coisa no mundo que não se pode disfarçar de jeito nenhum. Fiz algumas experiências no fogão, uns biscoitinhos perfumados, inclusive. Me entreguei ao balanço do ônibus e, por um segundo, me deixei levar pelo tempo e pela distância, que são os mestres da ilusão. Nesse meio tempo em que deixei o blog às moscas, vivi a vida que queria ter vivido há anos, pisei em folhas secas só pelo barulhinho, andei com a maior calma do mundo, com a maior pressa do mundo, torci o pé por causa do salto, quis correr por causa do tênis, bebi dois martinis com cereja junto do meu amor, percebi que fico muito bem vestindo "cores comestíveis", descobri uma função que me agrada, uma forma de me encontrar dentro da minha profissão e, quem sabe, nesse meio tempo cheio de silêncio, meu caminho tenha se revelado um pouquinho mais pra mim.

24 setembro, 2008

Vontade de contar taaaaanta côsa.

13 setembro, 2008

OMG!


Alguém sabe me dizer exatamente o quê raios significa essa auréola em volta da Sandiléa? Parece montagem cafona de Photoshop.

10 setembro, 2008

O andar da carruagem

Fui a duas entrevistas essa semana. Na primeira delas quase desisti antes mesmo de ir, quando o ônibus que me levaria até lá passou lotado e o outro que peguei por pouquíssimo não atropelou um casal de moto. Mas não tem nem como interpretar como um sinal, já que não é nenhuma chuva de sapos.

Cheguei lá e a recepcionista pediu que eu preenchesse uma ficha. Pode ser frescura minha (e provavelmente é) mas acho de um descaso isso de preencher ficha. Tipo, você mandou seu currículo, ele teoricamente foi avaliado e só assim te chamaram pra entrevista, então como se explica chegar lá e ter que preencher uma ficha com seu nome, endereço, cursos, conhecimentos, se todos esses dados estão lá à mão do entrevistador, bastando que ele apenas imprima o currículo que você mandou? As pessoas são tão pouco práticas às vezes...

Então, a remuneração era aquilo que constava na descrição da vaga mais alguns extras conforme algumas metas. O que não dizia na vaga era que a empresa trabalhava dois sábados por mês. Aqui cabe um parênteses:

(Já tive a experiência de precisar trabalhar TODOS os finais de semana, inclusive domingos, e posso dizer que não é uma boa pra quem vive a rotina trabalhar/estudar. Alguma coisa vai sair errado: Ou você vai acabar se desmotivando com a empresa ou suas notas vão ir de mal a pior. Os finais de semana são essenciais pra colocar os estudos em dia, os trabalhos e as milhões de coisas que um curso como o meu exige, o que obviamente não se consegue fazer durante a semana.)

Por esses motivos, e por alguns outros que não convém citar, já que são totalmente subjetivos, leia-se: só fazem sentido no contexto confuso dos meus pensamentos, fica meio óbvio que não me encantei instantaneamente com a empresa.

No dia seguinte, já tinha agendado uma entrevista no lugar onde um colega de faculdade trabalha. Quatro horas por dia, ótima remuneração. Trabalhar das 14h às 18h e de lá ir pra faculdade, ficando as manhãs livres pra estudar, começar academia, talvez, e dormir até um pouquinho mais tarde (course). Desci do ônibus e, meio perdida, resolvi perguntar a um senhor que estava atravessando a rua como se chegava até o local.

- Só um minutinho que eu já informo pra você. - E foi falar com uma moça.

Você.

Foi aí que eu percebi que o grupo que atravessava a rua estava junto. E era um grupo de turistas. Rárá. De todas as pessoas que eu podia pedir informação, eu pedi a um turista. Mandei bem. Logo, ele voltou com a dica:

- Você segue sempre em frente que vai achar.

- Obrigada. A propósito, sou francesa, tá?

Achei o lugar, fiz a entrevista e fui contratada. Simples assim. Começo amanhã. :)

03 setembro, 2008

Maqueísso?!

Acordei suando, pois fazia uma temperatura de deserto senegalês no quarto.
Levantei, coloquei vestidinho, tomei litros de água, comi frutas. Uma coisa bem verão wannabe.

E agora, às 16:07, O Frio, caras. O Frio. O têrmometro marca 16°C e descendo.
Às vezes me dá um medo dessa terra.

02 setembro, 2008

Expointer.

No final de semana passado, fomos à Expointer.

Pagamos uma nota pro flanelinha, super camarada dos policiais que tomavam conta do entorno do parque. Tomamos um sorvete muito bom (eu fui de chocolate e crocante e não me arrependi), comemos moranguinho com chocolate, porque sair de lá sem experimentar equivale a ir à Itália e não comer massa. Heresia. Mas heresia mesmo é fazer morango com chocolate usando chocolate hidrogenado.

Brochante.

Namorei o churros de longe, porque pela cor, parecia que eles usavam doce de leite de qualidade e também o pão com linguiça que parecia apetitoso, mas foi só uma troca de olhares, já que meu cerebrozinho estava contando as calorias no processamento em segundo plano.

Vimos cavalos enormes, vacas enormes, cavalinhos pequenos e vaquinhas pequenas. Pena que não tinha ninguém por perto pra que eu pudesse esclarecer o porquê de dar nomes tão estapafúrdios aos pobrezinhos. Também fomos ao parque de diversões, onde desloquei o pescoço nesse brinquedo aí, ó:

Danger!

Todos os brinquedos tinham fila, absolutamente todos os lugares que serviam coisas de comer tinham fila. É incrível a sanha dos brasileiros por filas: Bastou que parássemos próximo a um brinquedo que a galera já formou fila atrás da gente.

O Matheus foi em todos os brinquedos que pôde: carrosel (porque é clássico), moto, carrinho de choque com Arno e numa lagarta que parecia inofensiva, mas quase fez o guri levantar vôo. Mas pela cara dele, seria um vôo divertido :)

No mais a faculdade tá me dando banzo esse semestre, My Name is Earl é muito bacana e fiz umas bolachinhas de laranja que são um espetáculo.

P.s.: Quero taaaanto ir pra praia...

25 agosto, 2008

Se você tem alguma coisa muito chata pra fazer no final de semana, a semana passa correndo. O inverso ocorre quando você planeja fazer algo muito legal. Logo, a semana vai se arrastar pra mim.

Como eu gostaria de um pacotinho de jujubas AGORA.

13 agosto, 2008

Mãe Daniela

Enquanto escrevia o texto sobre o meu pé, pensei:

- Hordas de podólotras invadirão esse blog.

Não deu outra.

11 agosto, 2008

Das aventuras de uma dinda

Matheus chega, trazendo uma embalagem plástica de brinquedo amassada nas mãos.

- Ó, Tia Nani, eu fiz um golfinho pra você.

Fofo? Muito.
Chances de alguém tê-lo mandado colocar a embalagem no lixo e ele decidiu resolver o problema de forma alternativa? Altíssimas, se eu bem conheço o meu pequeno.