Colega-mala-escoteiro-em-potencial
Professor: - Então, arcabouço pode servir como uma tradução do termo "framework", muito utilizado em gestão.
O mala em questão (falando baixinho porque cansou de ser zoado): - Hmm... arcabouço teria alguma coisa a ver com aquelas pontes, que...
Professor: - Não, arcabouço não tem absolutamente nada a ver com CALABOUÇO...
Juro.
01 junho, 2007
"Bad feelings about this", diria alguém.
Quero muito, muito estar errada.
Mais notícias na medida dos acontecimentos.
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Dani
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01:13
Como você se sentiria ao imaginar a possibilidade de que alguém possa ter observado cada detalhe da sua felicidade do alto de uma janela?
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Dani
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00:54
30 maio, 2007
28 maio, 2007
Odeio o fato de perder o chão, a vergonha e a coragem desse jeito.
Onde é que eu tava mesmo?
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Dani
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18:19
27 maio, 2007
Somos o casal mais competitivo do mundo
A verdade é que fiquei puta da cara desapontada com a minha total incapacidade de ganhar dele num joguinho online.
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Dani
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00:03
25 maio, 2007
Eu tenho um amor que tem olhos brilhantes e alma pura, gestos bonitos e ombros fortes. Eu tenho um amor que me dá amor, sexo de (muita) qualidade, sorvete, flores e pizza. Tenho um amor que tem delicadeza suficiente pra me fazer perceber que eu sou meio histérica às vezes e bravura pra exterminar meus pensamentos negativos e matar uma a uma as formiguinhas que aparecem no meu quarto. Um amor que me levou para os lugares mais lindos que já vi, ainda que eu tenha trazido alguns carrapichos comigo.
Eu tenho um amor que trouxe alegria, caos, encanto e fúria pra minha vida.
E eu agradeço todo dia.
Eu agradeço todo o dia.
Todo dia.
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Dani
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18:01
24 maio, 2007
Hoje eu dei risada, jantei um croissant com nescau quentinho, dancei com o meu sobrinho, falei pro meu amor mil vezes que eu o amo e ouvi mil vezes que também sou amada.
Daí, de tão feliz, fiz um bolo de banana com chocolate.
Receita lá no especiarias.
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Dani
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20:12
23 maio, 2007
A minha vó pedindo pelamordedeus que a gente desapareça com o dvd do "Segredo dos Animais" do Matheus, porque ela fecha os olhos e vê bichos dançantes e cantantes na frente dela, porque eu já decorei quase todas as falas ("não! sou eu o rato contorcionista") e porque ela acordou de manhã com a minha mãe cantando no chuveiro "se preciso for, ficarei de pé sem dar marcha ré".
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Eu tenho um colega mala. Um cara muito mala. Tão mala que estou a ponto de acreditar que ele é escoteiro.
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E dá-lhe Grêmio.
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Dani
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22:10
21 maio, 2007
Vou te contar o que é ruim.
Sabe o que é ruim?
É quando a pessoa que vc ama tá triste e com raiva. E longe. Daí você sente aquela vontade imensa de fechar uma sala de cinema só pra vocês comerem pipoca e ficarem sentadinhos lá dentro enquanto o mundo termina de se engolir.
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Dani
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18:37
19 maio, 2007
18 março, 2007
Era uma vez um homem plácido que devotava a vida ao exército e tocava tuba na banda marcial para amansar uma incômoda veia de artista. Um dia, sem mais, ele pegou o filho que tinha, encostou a cabecinha assustada na sua têmpora esquerda e uma arma na têmpora direita. E disparou. E morreu. O filho? Restou inteiro, apenas exalando pólvora e medo. Até hoje, ninguém sabe o porquê. E se sabem, escondem. Mas não falemos desses seres tão passionais, os mortos.
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Era uma vez um homem moreno de olhos castanhos e oblíquos. Andava rebolando tal como criada na feira e tinha ares afeminados, desnecessário dizer. A cunhada, disposta a "curá-lo", convence uma moça loira, de olhos azuis e uma vida inteira dedicada à lupanares a transformá-lo em senhor casado. Em nome dos secretos, contundentes e intrometidos argumentos da cunhada, casam. Mas nem mesmo seus genes, vivos em uma terceira pessoa, conseguiram entrar em harmonia naquela união sem propósito: No afã e ainda à sombra da interferência da cunhada nessas duas vidas alheias e demasiado opostas, geram um belo filho bicolor: A metade direita dos cabelos era castanha e a outra, loira. Um olho castanho e outro azul. Ambos com uma profunda sombra de desesperança herdada.
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Era uma vez um menino com longos cílios de crina de cavalo. No desespero de ver aquelas pestanas criando vida e comprimento dia após dia, dando ao filho um aspecto de boneca, a mãe lhes passa o fio da tesoura, livrando-o do destino de boneca e legando ao filho um permanente ar de fantoche com olhos de botão.
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Aos oito anos mergulhou o dedo no centro morno do chocolate recém derretido e ali descobriu que a cozinha era uma fonte inesgotável de prazer para os sentidos: O marrom aveludado do creme fazia os olhos anteciparem o doce que a língua só provaria mais tarde, as cortinas, as colheres de pau, os tachos e ela própria recendiam a cacau e baunilha enquanto o dedo no chocolate testava a temperatura e a cremosidade ideal... Outro prazer assim, capaz de envolvê-la por inteiro e ser igualmente absorvido por ela, só encontraria anos mais tarde. No sexo.
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Caros,
A vida, em si, é um prefácio.
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Dani
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01:18
02 novembro, 2006
Dos muitos fins
Dizem que pra reconstruir uma coisa, muitas vezes é preciso acabar com ela até o fim. Destruir os alicerces, limpar o terreno e só assim levantar de novo as paredes. Talvez seja assim comigo.
Dizem que pra onde o coração se inclina, o pé caminha, mas pode ser que eu consiga provar o contrário: Pode ser que eu consiga levar, aos trancos, um coração que teima em ir na direção que lhe convém. Hoje a Dani morreu um pouco, mas daqui a uns dias, depois de limpar o terreno, eu volto a me reconstruir.
Mas daí já será uma outra história.
E um outro blog, quem sabe.
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Dani
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21:53
Propagandeando
Desde que comecei a auto depilar a perna com cera quente, percebi uma areazinha ressecada um pouco abaixo do joelho. Foram vários óleos, hidratante e umectantes de marcas conceituadas (e caras para os meus padrões) sugeridos (alguns experimentados) para tentar resolver a situação. Tudo sem resultado. Dia desses, no supermercado, vejo numa dessas gôndolas que preparam pra exibir promoções: "Hidratante Dove - R$ 4,79". Ora bolas, por que não?! Tchum. Mandei um Dove Hidratação Fresca pra dentro da cestinha por módicos R$4,79. Passei a usar super disciplinadamente, sempre depois do banho e não é que dias depois a área ressecada desapareceu no limbo para todo o sempre? Vontade de mandar junto todas as consultoras L'oreal que tentaram me persuadir a comprar Lancômes, Vichys e La Roche-Posays por preços estratosféricos.
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Dani
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17:24
30 setembro, 2006
Sobrinho
Hora do almoço:
- Matheus, tem que comer pra encher a barriguinha, tá?
- (chomp, chomp, chomp, risadinhas, chomp, chomp, chomp)
- (musiquinha de tia boba) Comidinha, comidinha vai parar na barriguinha... (cócegas na barriga dele)
- (risadinhas)
- Onde é que vai parar a comidinha?
- (aponta pra barriga e dá risada)
Horas depois, a vó, fazendo pão, avisa:
- Dani, teu sobrinho tá ali no chão brincando com alguma coisa. Dá uma olhada, porque ele tava prestando atenção demais numas formiguinhas...
- Vó... quantas formigas exatamente?
- Ah, não sei... Umas duas, três...
- Matheus... Cadê a outra formiguinha?
Ele dá risada e aponta pra barriga.
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Dani
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22:09
28 setembro, 2006
É gripe?
Segunda "gripe with lasers" que eu pego do Matheus.
Isso não é um sobrinho.
É uma arma biológica...
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Dani
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00:06
25 setembro, 2006
l'excessive
Toda a saudade do mundo dentro de mim.
Porque descobri que eu suporto.
Porque descobri que a gente suporta.
Que de tanta felicidade, acabamos nos imunizando contra muita coisa.
Que de tanto doer, a vida tá sendo mais leve e mais branda com a gente.
Porque descobri que a gente é mais.
Porque de tanto ver outros e pensar que podia ser a gente, todo sol nasce pra mostrar que o desejo do mundo é ser como nós.
Que é heresia, desencanto, despropósito ser como eles, se ser o que a gente é já nos consome tanto.
E nos dá tanto.
E nos faz ser mais.
Tudo ao mesmo tempo.
Porque eu dividiria isso com o mundo inteiro. E com ninguém mais.
E não me perderia.
E não te perderia.
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Dani
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18:30
22 setembro, 2006
Sweet Home...
* Deve ser um apartamento
Por segurança. Por ser provisório. Por praticidade.
Exemplo: O carpete não vai crescer até abrigar criaturas selvagens em seu interior.
* Deve ter um olho mágico e umas duas fechaduras daquelas doberman
Porque eu cresci na cidade grande e sou meio paranóica como quase todos os que assim foram criados: Não abro mão das minhas fechaduras doberman enquanto não aprender a socar plexos de olhos vendados, plantando bananeira e tocando clarinete. Ao mesmo tempo. - Tanto faz se eu for morar na Cidade do México ou em São Gervásio da Piracotinha.
* Deve ser próxima a um super-mercado
Porque já que eu não sei fazer compras, compro de acordo com a necessidade: Geralmente de acordo com a necessidade da próxima refeição (Sim, meu caso é sério). Porque não tenho hora pra decidir fazer faxina e tenho manias estranhas herdadas de sei lá onde. Exemplo: Amaciante? Azul. Sabão em pó? Azul. Detergente? Transparente (Caso perdido). Porque não tenho hora pra decidir fazer alguma coisa na cozinha: Ele já me ligou depois da meia-noite e onde eu estava? Fazendo pudim de laranja, bem feliz.
* Deve ser próxima a uma padaria
Que venda um pão de queijo es-pe-ta-cu-lar.
* Deve ser próxima a um parque
Onde eu vou caminhar com o labrador e onde o Arno vai levar o chinchila pra passear (que é uma de suas duas incumbências para com o bichinho, né mô?).
Hihihi...
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Dani
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22:42