24 maio, 2007

Lei Rouanet beneficiando templos religiosos, dividindo os recursos com a cultura?
Pois é. Idéia do senador Crivela que, por acaso, é sobrinho do Edir Macedo.
Vergonha?
Então não compactue. Assine a petição.

23 maio, 2007

A minha vó pedindo pelamordedeus que a gente desapareça com o dvd do "Segredo dos Animais" do Matheus, porque ela fecha os olhos e vê bichos dançantes e cantantes na frente dela, porque eu já decorei quase todas as falas ("não! sou eu o rato contorcionista") e porque ela acordou de manhã com a minha mãe cantando no chuveiro "se preciso for, ficarei de pé sem dar marcha ré".

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Eu tenho um colega mala. Um cara muito mala. Tão mala que estou a ponto de acreditar que ele é escoteiro.

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E dá-lhe Grêmio.

21 maio, 2007

Vou te contar o que é ruim.
Sabe o que é ruim?
É quando a pessoa que vc ama tá triste e com raiva. E longe. Daí você sente aquela vontade imensa de fechar uma sala de cinema só pra vocês comerem pipoca e ficarem sentadinhos lá dentro enquanto o mundo termina de se engolir.

19 maio, 2007

39° C
E contando.
Ai, porra.

18 março, 2007

Era uma vez um homem plácido que devotava a vida ao exército e tocava tuba na banda marcial para amansar uma incômoda veia de artista. Um dia, sem mais, ele pegou o filho que tinha, encostou a cabecinha assustada na sua têmpora esquerda e uma arma na têmpora direita. E disparou. E morreu. O filho? Restou inteiro, apenas exalando pólvora e medo. Até hoje, ninguém sabe o porquê. E se sabem, escondem. Mas não falemos desses seres tão passionais, os mortos.

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Era uma vez um homem moreno de olhos castanhos e oblíquos. Andava rebolando tal como criada na feira e tinha ares afeminados, desnecessário dizer. A cunhada, disposta a "curá-lo", convence uma moça loira, de olhos azuis e uma vida inteira dedicada à lupanares a transformá-lo em senhor casado. Em nome dos secretos, contundentes e intrometidos argumentos da cunhada, casam. Mas nem mesmo seus genes, vivos em uma terceira pessoa, conseguiram entrar em harmonia naquela união sem propósito: No afã e ainda à sombra da interferência da cunhada nessas duas vidas alheias e demasiado opostas, geram um belo filho bicolor: A metade direita dos cabelos era castanha e a outra, loira. Um olho castanho e outro azul. Ambos com uma profunda sombra de desesperança herdada.

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Era uma vez um menino com longos cílios de crina de cavalo. No desespero de ver aquelas pestanas criando vida e comprimento dia após dia, dando ao filho um aspecto de boneca, a mãe lhes passa o fio da tesoura, livrando-o do destino de boneca e legando ao filho um permanente ar de fantoche com olhos de botão.

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Aos oito anos mergulhou o dedo no centro morno do chocolate recém derretido e ali descobriu que a cozinha era uma fonte inesgotável de prazer para os sentidos: O marrom aveludado do creme fazia os olhos anteciparem o doce que a língua só provaria mais tarde, as cortinas, as colheres de pau, os tachos e ela própria recendiam a cacau e baunilha enquanto o dedo no chocolate testava a temperatura e a cremosidade ideal... Outro prazer assim, capaz de envolvê-la por inteiro e ser igualmente absorvido por ela, só encontraria anos mais tarde. No sexo.

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Caros,
A vida, em si, é um prefácio.

02 novembro, 2006

Dos muitos fins

Dizem que pra reconstruir uma coisa, muitas vezes é preciso acabar com ela até o fim. Destruir os alicerces, limpar o terreno e só assim levantar de novo as paredes. Talvez seja assim comigo.

Dizem que pra onde o coração se inclina, o pé caminha, mas pode ser que eu consiga provar o contrário: Pode ser que eu consiga levar, aos trancos, um coração que teima em ir na direção que lhe convém. Hoje a Dani morreu um pouco, mas daqui a uns dias, depois de limpar o terreno, eu volto a me reconstruir.

Mas daí já será uma outra história.
E um outro blog, quem sabe.

Propagandeando

Desde que comecei a auto depilar a perna com cera quente, percebi uma areazinha ressecada um pouco abaixo do joelho. Foram vários óleos, hidratante e umectantes de marcas conceituadas (e caras para os meus padrões) sugeridos (alguns experimentados) para tentar resolver a situação. Tudo sem resultado. Dia desses, no supermercado, vejo numa dessas gôndolas que preparam pra exibir promoções: "Hidratante Dove - R$ 4,79". Ora bolas, por que não?! Tchum. Mandei um Dove Hidratação Fresca pra dentro da cestinha por módicos R$4,79. Passei a usar super disciplinadamente, sempre depois do banho e não é que dias depois a área ressecada desapareceu no limbo para todo o sempre? Vontade de mandar junto todas as consultoras L'oreal que tentaram me persuadir a comprar Lancômes, Vichys e La Roche-Posays por preços estratosféricos.

30 setembro, 2006

Sobrinho

Hora do almoço:

- Matheus, tem que comer pra encher a barriguinha, tá?
- (chomp, chomp, chomp, risadinhas, chomp, chomp, chomp)
- (musiquinha de tia boba) Comidinha, comidinha vai parar na barriguinha... (cócegas na barriga dele)
- (risadinhas)
- Onde é que vai parar a comidinha?
- (aponta pra barriga e dá risada)

Horas depois, a vó, fazendo pão, avisa:

- Dani, teu sobrinho tá ali no chão brincando com alguma coisa. Dá uma olhada, porque ele tava prestando atenção demais numas formiguinhas...
- Vó... quantas formigas exatamente?
- Ah, não sei... Umas duas, três...
- Matheus... Cadê a outra formiguinha?

Ele dá risada e aponta pra barriga.

28 setembro, 2006

É gripe?

Segunda "gripe with lasers" que eu pego do Matheus.
Isso não é um sobrinho.
É uma arma biológica...

25 setembro, 2006

l'excessive

Toda a saudade do mundo dentro de mim.
Porque descobri que eu suporto.
Porque descobri que a gente suporta.
Que de tanta felicidade, acabamos nos imunizando contra muita coisa.
Que de tanto doer, a vida tá sendo mais leve e mais branda com a gente.
Porque descobri que a gente é mais.
Porque de tanto ver outros e pensar que podia ser a gente, todo sol nasce pra mostrar que o desejo do mundo é ser como nós.
Que é heresia, desencanto, despropósito ser como eles, se ser o que a gente é já nos consome tanto.
E nos dá tanto.
E nos faz ser mais.
Tudo ao mesmo tempo.
Porque eu dividiria isso com o mundo inteiro. E com ninguém mais.
E não me perderia.
E não te perderia.


22 setembro, 2006

Sweet Home...

* Deve ser um apartamento
Por segurança. Por ser provisório. Por praticidade.
Exemplo: O carpete não vai crescer até abrigar criaturas selvagens em seu interior.

* Deve ter um olho mágico e umas duas fechaduras daquelas doberman
Porque eu cresci na cidade grande e sou meio paranóica como quase todos os que assim foram criados: Não abro mão das minhas fechaduras doberman enquanto não aprender a socar plexos de olhos vendados, plantando bananeira e tocando clarinete. Ao mesmo tempo. - Tanto faz se eu for morar na Cidade do México ou em São Gervásio da Piracotinha.

* Deve ser próxima a um super-mercado
Porque já que eu não sei fazer compras, compro de acordo com a necessidade: Geralmente de acordo com a necessidade da próxima refeição (Sim, meu caso é sério). Porque não tenho hora pra decidir fazer faxina e tenho manias estranhas herdadas de sei lá onde.
Exemplo: Amaciante? Azul. Sabão em pó? Azul. Detergente? Transparente (Caso perdido). Porque não tenho hora pra decidir fazer alguma coisa na cozinha: Ele já me ligou depois da meia-noite e onde eu estava? Fazendo pudim de laranja, bem feliz.

* Deve ser próxima a uma padaria
Que venda um pão de queijo es-pe-ta-cu-lar.

* Deve ser próxima a um parque
Onde eu vou caminhar com o labrador e onde o Arno vai levar o chinchila pra passear (que é uma de suas
duas incumbências para com o bichinho, né mô?).

Hihihi...

19 agosto, 2006

"Eu que fiz..."

Vontade enorme de cozinhar, mas essa gripe chata não deixa. Qual é a graça de cozinhar e não sentir o cheirinho da cebola fritando?

Enquanto isso, vou pesquisando receitinhas legais pra, quem sabe, fazer no fim de semana...




18 agosto, 2006

Incrível

Como a minha irmã consegue ser ainda mais irritante quando fica gripada?

É um mistério.


15 agosto, 2006

(telefone)

- Ok, então... marcado pro dia 22?
- Isso mesmo, senhora.
- E qual é o endereço?
- Fica na rua Céu Sarmento, senhora.
- Céu? Ahhhhh, sim... "Cel". Na Coronel Sarmento...
- Não, senhora... NA RUA CÉU SARMENTO! C-É-U.
- ...
- Entendeu, senhora?
- (querendo ser solícita e impedir que ela continue fazendo papel de mula na frente dos outros) É que tá errado... "cel" é abreviatura de "coronel", deve ter sid...
- Não consta no sistema, senhora. Aqui diz "CÉU Sarmento".

E desligou na minha cara.

Meu professor tava certo... A mãe dos imbecis tá sempre grávida.


18 julho, 2006

O ponto final

Hoje eu chorei e chorei muito. Chorei de um jeito que nunca tinha chorado antes. Chorei lágrimas quentes, intermináveis. Aquele choro que despedaça a alma de tanto doer. De tanto chorar, corri para o banheiro achando que ia vomitar. Vomitar de tanto chorar. Nunca imaginei que fosse possível. Olhei de relance para o espelho e vi uma menina de roupão laranja com os olhos vermelhos e a boca muito, muito mais vermelha. Era como se as palavras ácidas que há pouco saíram dali tivessem deixado suas marcas: Queimaram os ouvidos de quem ouviu e, pra não serem esquecidas tão cedo, queimaram os lábios de quem as disse. Foi ali que a menina do roupão laranja percebeu que existe sim a forma certa de se gostar de alguém. E a forma certa dela “ser gostada” era a forma dele. A forma como ela sempre quis “ser gostada” era a forma dele gostar dela. Chorou ainda mais quando lembrou que tudo de bom que a vida tinha dado pra ela naqueles meses tinha a forma bonita dele e o som limpo da risada dele. Não, não existe isso de gostar de alguém e não querer ficar junto. Então ela voltou e ele continuava esperando por ela. E naquele momento, o coração dela se expandiu e toda a paixão do mundo coube ali dentro. Toda a saudade do mundo coube ali dentro. E toda a certeza do mundo desabou sobre ela: Era ele e ponto final. Ponto final. Meu ponto final. E todas as lágrimas que ela chorou por outros secou de vez e virou nuvem que choveu, que virou rio, que levou pra longe qualquer lembrança daqueles que fingiram ser ele pelo tempo que durou. Porque sempre faltou alguma coisa nessas relações de engano. Sempre faltou alguma coisa que a fizesse querer acampar na praia, aprender a andar de bicicleta, aprender a nadar direito e a acertar de jeito o ladrão. Sempre faltou alguma coisa nessas relações que a fizesse admitir que a Hello Kitty é fofa, que o sul é o seu lar, que ela ignora o que há embaixo da cama quando está escuro e que ela tem um medo estranho da sombra de tristeza que existe por trás dos olhos dela. Faltava nessas relações um pouco de verdade, de dor, de aprendizado, de leveza, um pouco de luz. Faltava a certeza de se saber única. Faltava alguma coisa que a fizesse acreditar. Faltava ele. E agora já não falta mais nada.

17 julho, 2006

"Fração" (ou "Como o denominador sempre acaba mal na história")

"Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié, - je me fous du passé."

E eu ali. Precisando ouvir, precisando saber. Ter certeza de alguma coisa, ao menos, já que estava tudo indo pelo ralo e eu não podia fazer nada pra impedir. Ele respira fundo e, pra me fazer ficar, diz a coisa mais errada do mundo na hora mais errada do mundo. Então, com o gosto azedo da esmola na boca, eu mesma abro o ralo, pra apressar o fim e deixar escorrer pra longe. Pra muito, muito longe. Pra não voltar nunca mais. Mas esqueci que essas coisas sempre voltam, nem que sejam na forma de um fantasma sem noção de conveniência. E de lá, para onde eu o esconjurei, ele dá mostras de que ainda não me esqueceu e que pode voltar, sim. A qualquer momento. Nem que seja pra me fazer lembrar que eu posso mudar muito, mas ainda assim continuaria sendo a mesma. E que eu esteja preparada, ele ameaçou antes de ir.

"Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Car ma vie, car mes joies, aujourd'hui -
Ça commence avec toi."

14 julho, 2006

Voldemorts Literários

Estava lendo o fórum de uma comunidade do Orkut que discutia sobre ler ou não ler Harry Potter. Claro que a questão dá pano pra manga e, entre xingamentos (48%), argumentos toscos (50%) e
argumentos coerentes (2%), um comentário sensato chamou a minha atenção. Transcrevo exatamente como está lá:

"Comecei a ler a série Harry Potter aos 8 anos (hoje tenho 13). Após ler o primeiro livro da série, me tornei um fã de carteirinha. Até hoje,quando cada novo volume chega às livrarias, não perco meu tempo. Sempre gostei muito de ler,e isto se acentuou bastante após me interessar pela série. Muitas pessoas alegam que Harry Potter não acrescenta em nada e não aumenta o interesse pelos livros. Eu como prova viva posso dizer que é exatamente o contrário!!!E minha dica não podia ser outra:LEIAM HARRY POTTER!!"

Pronto. Discussão encerrada! Suspendam a vinda da SuperNanny e do Içami Tiba! E não só porque o menino usou como argumento a sua própria experiência de leitor, mas porque estava ali representando todas as crianças que lotam as livrarias pra comprar os livros do Harry Potter. As mesmas crianças que fazem fila aqui em Porto Alegre pra comprar um tênis com rodinha (*Já viram? Eu não. Se tem rodas, tô fora*). Por quê? Oras! Porque ambos são divertidos pra elas! Daí aparecem os pseudo-intelectuais, esses que gostam de usar expressões como "lixo literário", aqueles que cultuam dois ou três livros superestimados por outros pseudo-intelectuais, defendendo teses psicopedagógicas (*adoro prefixos, perceberam?*) sobre um livro que, no final das contas, tem a mesma intenção de todos os outros (ENTRETER!!) e, ainda por cima, trouxe à baila uma geração de leitores com menos de 10 anos que nem se importa em ler um livro de 700 páginas sem figuras quando todo mundo sabe quais são as primeiras perguntas dos alunos quando um professor manda ler um livro pra escola:

- Quantas páginas?
- Tem figuras?
- Qual o tamanho das letras?

E a pergunta secreta, que fica só no pensamento:

- Será que eu encontro facinho um resumo na internet?

Os que dizem que Harry Potter não é "literatura de qualidade" (*rótulos, rótulos... sempre eles*) me fazem lembrar da bruxa da minha professora da terceira série que disse que o fato de eu gostar de ler gibis da turma da Mônica me faria escrever errado, falar que nem o Cebolinha e mais (*sim, ela tinha uma perspectiva negra a meu respeito*): "Argh. Vai ser uma leitora medíocre, com certeza". O tempo passou e os gibis que continuaram se multiplicando lá em casa, se transformaram em livros da Ruth Rocha, Monteiro Lobato, Machado de Assis, Dickens... E acredito numa coisa que a minha professora (*e personal bruxa, devo acrescentar*) ignorava: Não existe história que não valha a pena no mundo dos livros. Um leitor só nasce através do prazer e da curiosidade literária, tanto faz a forma como são despertados.


12 julho, 2006

Batismo

E oito meses depois de ter criado esse blog eis que PERCO um post enoooorme antes de salvar. Realmente é coisa pra se dizer um punhado de %¨$$# e ¢£¬%%. Muito chato, mesmo...

Perguntinha

1. Onde estão as suas listas telêfonicas de 2001, 2003 e 2004?
As minhas estão aqui embaixo do monitor. Ele está aaaalto e eu tô achando o máximo! Escrivaninha ergométrica, né seu vendedor? Sei.

Vaticano

A Igreja é uma entidade forte, tem muito poder ainda e conspirações ligadas a ela dão o que falar. Absurdas ou não. Mas andei lendo umas coisinhas por aí que não são nada absurdas e assustam mesmo. De fato, $ a rodo, poder e más companhias sempre dão problema. Juntos então...

Nublada, cinzenta, gris...

A cléo é uma cachorrinha branca muito feliz. Em primeiro lugar recebe muito carinho e tem um menino loiro de 1 aninho que é louco por ela. Em segundo, tem um quintal à disposição para correr e latir bobamente pro gato do vizinho durante o dia e uma cama quentinha pra descansar da correria durante a noite. Do quintal, ela não sai, então qual não foi a nossa surpresa quando ela apareceu pra dormir... CINZA! Sim, completamente CINZA! Não sei onde ela foi e/ou o que fez pra ficar com essa cor, mas amanhã vai rolar um banho daqueles.

Presentinho

No próximo semestre, volto a estudar à noite e vou precisar voltar pra casa com a linha TM3.
Aqui está a minha sugestão de presente pra quem precisa se aventurar nela. Já precisei de um desses pelo menos umas quatro vezes ao voltar da faculdade nesse ônibus. Ah, se não tiver o aparelho de choque manual, serve esse aqui mesmo. A vantagem dele é que parece um guarda-chuva fechado, enquanto o outro parece uma máquina de cortar cabelo...

08 julho, 2006

Verdinhas, perfumadas e saborosas

"O manjericão, por exemplo, gosta até de gritaria. Na França, o costume popular ensina que essa planta perfumada só cresce viçosa quando a semeadura é feita acompanhada de xingamentos e palavrões (...) O manjericão nasce e cresce com facilidade até num vaso de flores da sacada, sem necessidade de palavrões. Ele quer apenas atenção."

"O alecrim, outra estrela de uma horta, é bom contra o reumatismo e a depressão nervosa. O vinagre com alecrim restabelece o PH natural do cabelo e da pele. E os molhos ganham aroma especial com uma pitada de alecrim fresco. Seu cultivo também é fácil, até num vaso na sacada.
O alecrim é bom confidente. E tem poderes mágicos, acredite. Converse com ele sobre suas desventuras amorosas. É a erva da juventude eterna, do amor, da amizade e da alegria de viver. Os antigos diziam que um ramo de alecrim embaixo do travesseiro afastava os maus sonhos e, no passado, os jovens carregavam sempre um ramo nas mãos, para tocar com ele na pessoa amada e ter seu amor para sempre. Vale a pena ter uma horta. No mínimo, para recuperar um pouco dessas ilusões perdidas."

Anonymus Gourmet


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Adoro cozinhar usando ervas. Massas, lasanhas, até omelete e bolo de fubá. O molho béchamel que eu faço nunca seria um molho tão bom se não fosse o raminho de alecrim fresco e a sálvia, assim como um macarrão com molho de tomate nunca vai ser um bom macarrão com molho de tomate se não tiver umas folhinhas de manjericão. Pra mim é fundamental. Alguém imagina pizza sem orégano? Comida tailandesa ou indiana sem açafrão? Pois é. Eu também não. É o que dá a identidade de cada prato, o que faz a diferença. E são lindas! Já viram um pezinho de pimenta dedo-de-moça? Estão vendendo até em floriculturas de tão lindo que é... Além do mais, cozinhar com ervas é uma declaração de carinho: O cozinheiro adepto geralmente planta as próprias mudinhas, cuida todo dia, escolhe a erva que mais combina com o prato a ser feito, colhe o raminho, brinca com as infinitas nuances que um prato perfumado oferece. E sim, - como o Anonymus Gourmet disse ali em cima - temperar um prato com ervas tem uma certa dose de magia.

06 julho, 2006

Hecatombe

Balança financeira em pandarecos + mau humor potencializado + torcicolo