18 setembro, 2007

Do esforço e das conquistas

Todo mundo que me conhece, seja pessoalmente, seja pelo blog, conhece o esforço que fiz pra conseguir a bolsa. Se eu fosse pagar a universidade, precisaria desembolsar todo mês pelo menos uns R$980 em mensalidade, fora os gastos com transporte (R$7,40 por dia), com livros, xerox e todas essas coisas que fazem com que custear uma faculdade esteja totalmente fora do orçamento pra maior parte da população, onde me incluo.

A minha sorte foi ter nascido numa família que privilegia imensamente a educação. Meu avô, que só aprendeu a ler e escrever depois de adulto e sempre disse que não seria por falta de dinheiro que não teríamos uma educação de qualidade, batalhou pra conseguir uma bolsa de estudos para a minha mãe poder estudar na melhor escola da cidade e anos depois, enfrentou a mesma luta pra conseguir outra bolsa. Dessa vez pra mim.

O resultado é que minha mãe, eu, minha irmã e minha prima cursamos o colégio em uma ótima escola particular com bolsa integral ou parcial. E agora estou cursando uma das melhores faculdades do país, também com bolsa integral. Seria loucura passar por tantos perrengues e não valorizar o que eu e a minha família conquistamos. Além disso, tenho tempo pra estudar, vontade e sempre gostei de aprender, um conjunto de coisas que, certamente, me ajuda muito na vida acadêmica. No final das contas, esse post é só uma forma de compartilhar a minha satisfação por tudo estar indo tão bem (Fiquei sabendo que tirei um 10 na minha primeira prova do semestre) e por ter a certeza de estar no caminho certo...

Cardápio do Dia

Peço uma licencinha pra comentar o meu cardápio de hoje, que foi super light, considerando que estou vivendo um período de dieta, como já é fato notório.

Pois bem, a minha janta consistiu em:
- uma caneca de leite desnatado com nescafé e adoçante;
- dois sanduíches feitos com pão integral light (de iogurte, cenoura e mel - 35 calorias por fatia), tomate, agrião e uma fatia de queijo minas esquentado na chapa com um tantinho de orégano e um fio de azeite de oliva;
- uma banana de sobremesa.

No intervalo da aula:
- uma barra de cereal de coco.

No lanche da tarde, antes de sair pra faculdade:
- 6 bolachas cream cracker com margarina light;
- uma caneca de leite desnatado com nescafé e adoçante;
- uma banana.

Almoço:
- Acordei tarde e acabei ficando sem vontade de almoçar...

17 setembro, 2007

101 Coisas em 1001 Dias

A missão:

Completar 101 metas previamente estabelecidas no período de 1001 dias.

Critérios:
As tarefas precisam ser específicas, realistas, mensuráveis e exigir algum esforço da sua parte, mesmo que pequeno.

Início: 17/09/2007
Término: 14/06/2010

1. Começar a estudar um idioma
2. Aprender uma linguagem de programação - nível avançado
3. Experimentar o sorvete da Hagen Dasz
4. Comprar 10 livros
5. Encontrar um emprego que eu realmente goste
6. Conhecer outro país
7. Ir a um show
8. Ler Crime e Castigo
9. Aprender a nadar
10. Descobrir um hobby em comum pra mim e pro namorado
11. Comprar uma cortina nova pro meu quarto
12. Fazer algum artesanato
13. Começar academia
14. Acampar
15. Beber uma margarita
16. Visitar cambará do sul
17. Tirar a carteira de motorista
18. Participar de algum projeto social
19. Ir ao planetário
20. Ir ao ginecologista
21. Andar a cavalo
22. Ir a uma cartomante
23. Assistir Monty Python
24. Assistir toda a trilogia de O Poderoso Chefão
25. Fazer um jantar para os amigos
26. Jogar búzios
27. Ler um livro em inglês
28. Almoçar sozinha num bom restaurante
29. Conhecer 6 cidades diferentes
30. Assistir um bom filme numa noite de verão bebendo prosecco com o namorado
31. Ir ao Beto Carreiro
32. Comer uma fruta que ainda não experimentei
33. Assistir 5 peças de teatro
34. Comprar uma luminária para o meu quarto
35. Fazer um curso de culinária
36. Levar o vô, a vó e o tio para um passeio
37. Iniciar um tratamento ortodôntico
38. Chegar aos 52kg
39. Comprar um guarda-roupa
40. Pagar as dívidas
41. Visitar algum amigo querido que não vejo a tempos
42. Ir a um jogo de futebol
43. Ir a um campeonato de karatê do namorado
44. Começar a fazer caminhadas e não desistir durante um mês
45. Assistir um filme no cinema sozinha
46. Doar sangue
47. Aprender sql
48. Passar uma noite num bom hotel (4 estrelas ou mais)
49. Passar o reveillon na praia
50. Assistir um filme de terror
51. Fazer um curso sobre algo que me interesse não-profissionalmente
52. Conhecer um amigo virtual
53. Tomar chá verde durante uma semana
54. Passear em porto alegre durante um dia inteiro
55. Comer uma fruta por dia durante um mês
56. Consertar a penteadeira
57. Comprar uma escrivaninha com espaço pra estudar
58. Fazer uma surpresa pro namorado
59. Fazer uma hortinha de temperos
60. Comprar uma caixa de um bom chocolate
61. Ir a um restaurante tailandês
62. Adotar todo ano uma cartinha da campanha dos correios para o Natal
63. Consultar uma nutricionista
64. Pescar
65. Levar o Matheus ao zoológico
66. Comprar um perfume importado
67. Comprar óculos escuros
68. Fazer os exames que o reumatologista pediu
69. Fazer um piquenique
70. Andar no teleférico de Canela
71. Comer fondue
72. Dar pelo menos 10 reais a um artista de rua
73. Adotar um gatinho
74. Conhecer alguém que admiro
75. Ir a uma exposição de arte
76. Passear no mercado público
77. Passar um dia no jardim botânico
78. Ir ao Outback
79. Descobrir em que eu quero me especializar e fazer isso
80. Dormir na frente de uma lareira acesa
81. Fazer hidratação no cabelo 1x a cada três meses
82. Visitar uma vinícola
83. Criar o hábito de tomar café da manhã
84. Andar de barco
85. Tirar uma foto com toda a família
86. Ser aprovada em todas as disciplinas
87. Ver neve
88. Fazer uma sessão de massagem
89. Comprar alguma coisa numa sexshop
90. Tomar um banho de banheira com direito a sais de banho
91. Vender alguma coisa no mercado livre
92. Comprar uma pulseira linda no brique da Redenção
93. Andar de pedalinho no Lago Negro com o namorado
94. Experimentar absinto
95. Gravar dvds com as minhas séries preferidas (csi, gilmore girls, seinfeld, friends...)
96. Comprar um mp3
97. Ir ao bingo
98. Arrumar o computador de vez ou comprar outro
99. Me convidou? Já tô indo!
100. Paintball!
101. Beber uma guiness

A Fantástica Fábrica de Chocolate, do Tim Burton.

Se na versão original, eu considerava o Willy Wonka um tanto quanto SO FREAK, agora eu o considero um cara altamente psicótico, sádico, cinza (!!), que usa os óculos da Victoria Beckham e o cabelo da Wanessa Camargo. Medo? Medo dá o Fofão. O Willy Wonka dá pavor.

Em compensação, achei o vô não-famoso do Charlie (o que fala palavrão, boas verdades e causaria um monte se não tivesse ficado na cama enquanto o outro vai pra fábrica) uma coisafofademeudeus.

14 setembro, 2007

Sobrinho

Matheus, dois anos, assistindo (ou tentando assistir) um dvd do Baby Looney Tunnes que fica trancando a toda hora. Ele espera pacientemente por alguns minutos, mas acaba reclamando:

- Esse negócio não vai!!

12 setembro, 2007

E ontem foi o dia.

O fatídico dia do meu primeiro acidente de trânsito.
Bom, o que dizer? Que estávamos indo pra PUC, que estávamos parados de moto no sinal vermelho, que veio um carro andando chutado e por causa disso não conseguiu frear a tempo e nos atingiu com tudo? Tudo isso num lugar que tem um sinal vermelho e no mínimo duas placas indicando 60 km/h?

Parece besta, eu sei. Mas foi bem assim. Ouvi o freio do carro, pensei "pronto" e nisso já senti o choque. Minhas pernas foram jogadas pro ar e até cair, uns 3 ou 4 metros adiante, parece que levou uns cinco anos, no mínimo, porque você não faz idéia da quantidade de pensamentos que podem passar pela sua cabeça em horas assim. Não, não vou dizer que a minha vida passou pelos meus olhos e mimimi, só o que eu pensei foi nas estatísticas (sou normal?) que mostram o quanto é raro sair de um acidente de moto sem nem um arranhão, na UTI do HPS lo-ta-da de vítimas de acidente de moto e que a gente teria muita sorte se não acontecesse nada grave. E esperei o impacto.

Levantamos, verificamos que estávamos bem os dois, fora o susto, imenso. IMENSO. Logo depois do namorado ter levantado e passado um sabão no motorista, que não saía de dentro do carro, não tirava as mãos da cabeça e nem a expressão de "ai, meu Deus, vou gorfá!" da cara apareceram várias pessoas de moto pra nos ajudar, dar conselhos sobre legislação de trânsito, dizer pra gente não mexer na moto, pra não beber leite depois de comer manga. Uma moça, de capacete rosa perguntou se eu tinha me machucado e disse que só hoje é que eu começaria a sentir a dor e que ia parecer que eu tinha levado uma surra - Muito certa ela. Não senti nada na hora, só a ardência nas costas do atrito contra o asfalto, hoje tô sentindo dores na coxa, nas costelas e no pescoço. - Achei bacana a solidariedade que existe entre esse pessoal.

Daí apareceram os fiscais de trânsito, que depois das formalidades, conversaram comigo e perguntaram se eu queria sentar enquanto a gente esperava a BM pra fazer o boletim de ocorrência. Já tinha escurecido quando os policiais chegaram. Nisso, a mãe, a tia e o Fernando, namorado dela já estavam lá também. O Arno e o motorista do carro fizeram um acordo pra que ele, como responsável pelo acidente, arque com todas as despesas do estrago da moto, que foi quase nada. Já a frente do carro ficou destruída e o Fernando estimou que ele vai gastar mais de mil reais no conserto. Azar dele, que nem pôde questionar a cagada que fez.

E foi isso. Não fui pra Puc assistir umas palestras que, no mínimo, não me chamavam nenhuma atenção (conveniente, não?) e mais tarde fomos caminhar um pouco e comprar um cachorro-quente ;)

06 setembro, 2007

Em Tarumã

Existem certos acordos tácitos quando vc decide namorar alguém do sexo oposto. Esses acordos incluem coisas como acompanhar seu querido em eventos automobilísticos e subir barrancos (don't ask).

Pois bem. Meu namorado estava louco pra assistir as duas primeiras etapas da GT3 no autódromo de Tarumã, aqui perto. GT3, pra quem não sabe, é uma corrida com carros fodões tipo Masserati, Ferrari, Lamborghini e mimimi. Namorada querida que sou, resolvi acompanhar o moço, achando tudo o máximo. E realmente foi, tirando o fato que a corrida começou meia-hora antes do programado e ninguém entendeu (porra nenhuma) nada até que um piá de uns sete anos começou a narrar o que estava acontecendo enquanto o meu namorado corria pelo autódromo inteiro junto com todos os outros caras pra tirar fotos dos carros. Pra me fazer (parar de encher o saco e deixar ele correr atrás da ferrari à vontade) feliz ele me comprou um picolé de limão super-inflacionado.

A corrida já estava terminando quando ele me convidou pra ir ver a chegada. Tudo bem, lá fomos nós atrás da linha de chegada. Claro que eu deveria ter desconfiado quando ele perguntou o caminho pro segurança dos boxes e o tal disse que tinha um ATALHO. Aprendam: Atalhos são maus. Sempre são maus. Evite atalhos! Mas não, não fui capaz de seguir meu instinto e me joguei junto com o excelentíssimo pro tal atalho. Quase chorei quando cheguei lá e vi que tinha um barranco enorme no meio do caminho.

Uma unha quebrada e dois acessos de labirintite depois, chegamos lá em cima. Vimos a chegada e pra descer o barranco? O santo ajuda? Então ele que me mandasse uma escada magirus porque eu não ia descer aquilo nem amarrada. E não desci. Fiz toda a volta, mas não desci. Achei que desafiar o barranco não valia sair de lá coberta de poeira, repetindo aquelas cenas de desenho onde o personagem rola montanha abaixo formando uma bola de neve. Sem neve, não rolo. Não tem o mesmo glamour.

28 agosto, 2007

A dieta é fodástica...

Encontrei uma alternativa legal pro cereal em barra nosso de cada dia ali na lancheria do prédio 30, da engenharia: Um potinho bem generoso de iogurte desnatado. Tem de baunilha, mamão e outras coisinhas gostosas. E o melhor? 100 calorias por potinho.

mas...

Admito que faria qualquer coisa por um cookie repleto de gotas de chocolate e gorduras trans.

26 agosto, 2007

So boring

Tem um motivo pra eu não estar escrevendo. Um motivo besta, mas no fundo, motivo que é motivo, é besta.
Existem coisas que impulsionam uma pessoa a escrever. Geralmente é o assunto que anda com mais freqüência pela cabeça de quem escreve. E eu não quero chatear ninguém escrevendo sobre como é fodástica a dieta que eu estou fazendo e como aprender a programar em Java tá sendo (até o presente momento) ótimo e...

Sendo assim, e porque eu sei que ficar lendo sobre isso é uó ficamos por aqui.

25 agosto, 2007

Como tratar de um homem gripado em 5 lições

1. A primeira e complexa parte trata sobre como você, mulher prática, forte e experiente, tentará colocar na bela cabecinha do seu namorado/marido/pai/filho que não, ele não é o primeiro ser na face da terra a sofrer de gripe. E ofereça uma aspirina.

2. Numa das 321 vezes em que vc disser que todo mundo fica gripado o tempo todo, provavelmente ele dirá que é diferente, que nunca sentiu um mal-estar tão grande antes. Você saberá que entrou na segunda etapa quando ele disser "Eu vou morrer disso e vc nem aí!". É quando vc dirá, calmamente, que dificilmente ele morrerá disso e... Er.. Calma, meu bem, vou refazer a frase: Você não vai morrer disso. Nunca. Jamais. E ofereça uma canja.

3. A terceira etapa é exclusiva para esposas e namoradas. Você que está tratando da gripe do rebento, sinta-se honrada, pois um dia ele proferirá a seguinte frase, em tom fanho-choroso, para a namorada/esposa: "Liga pra minha mãe. Ela vai saber o que eu preciso fazer." Sem querer entrar em discussões, vc liga. Quando ele perguntar o que ela disse que ele precisa fazer, você, ternamente, responde: "Crescer." Ofereça repouso.

4. A quarta etapa é um tanto quanto difícil, pois já aviso que será extremamente complicado arrancar o telefone da mão do enfermo, que tentará desesperadamente ligar para o serviço de ambulâncias mais rápido. Enquanto corta os fios do telefone da casa, aproveite e conte a terrível história do homem que entrou no hospital com gripe e saiu de lá sem os rins. Ofereça a eutanásia.

5. Pois bem, se vc passou pelas 4 etapas anteriores, com certeza agora vc terá ao seu lado um homem muito melhor, mas muito emburrado. Ofereça chá. Com sonífero. E tenha uma ótima noite.

23 agosto, 2007

Observações importantes sobre a Puc

* Quem construiu a Facin assistiu muito OZ pra conseguir recriar tão bem aquele estilo arena-super-iluminada.


* Eu tenho um colega idêntico ao Frodo. IDÊNTICO!


* Conheci o cara-sem-timing, que é a evolução do mala-escoteiro:
Professor: Então isso são atributos. Se a gente usar um carro por exemplo, quais são os atributos?
- Pneus.
- Volante.
- Rodas.
Professor: Isso... Agora se a gente considerar isso tudo como sendo atributos, os métodos...
Cara-sem-timing: Bancos.
Professor: (...) É...
Cara-sem-timing: Farol.
Professor: (...)

Não para por aí, não:

Professor: Se tem uma coisa que me irrita no banco é aquele negócio de chegar lá, fazer todo o processo pra sacar 650 reais e lá na última tecla, o sistema informa que não é possível.
- Bah, irritante.
- É mesmo...
Professor: Pois é. Vocês estão vendo aquele parêntese ali? Ele indica que...
Cara-sem-timing-nenhum: Aí tem que passar o cartão de novo, colocar a senha de novo...
Professor:... Hum... é... é isso aí...

19 agosto, 2007

Ele vai

Ele toma banho, escova os dentes.
E eu, no meu ritual de sempre,
escondo cada vestígio dele pra não encontrar quando entrar no quarto sozinha.
Enquanto ele manda beijos, beijos, beijos pela rua, até sumir,
eu fico parada no portão, de pijama, no frio, chorando e rindo.
Não é impressão sentir o frio ainda mais frio.
E eu choro.
Mesmo sabendo que daqui a duas semanas ele volta.
Amo.
Mas nem sempre é tão legal quanto você vê por aí.

18 agosto, 2007

Deus é mais

- Meu nome é Daniela.
- Oi, Danielaaa!
- Faz sete dias que não ingiro carboidratos.
- (Som de palmas).

Tô me sentindo.

15 agosto, 2007

Ontem foi o meu primeiro dia na Puc.

Passei na biblioteca e quase tive um treco: Alguém, por favor, me diga onde estão os livros! Certo que tem um esqueminha na entrada tipo detector de metais, escadas rolantes e toda essa coisa de "Uau, que mudérno", mas onde, eu disse, onde estão os livros, minha gente?
O sistema de busca deles tem figurinha pra mostrar onde o livro se localiza na estante, mas poxa, isso seria útil na Unisinos que tem zilhõeees de livros, mas lá? Desnecessário.
E que porra é essa de uma, eu disse UMA, estante de "literatura de lazer"? Só pode ser sacanagem comigo.

Mas tudo bem, eu aguento, até porque a funcionária querida da biblioteca disse que o acervo vai aumentar nessa reforma toda que eles estão fazendo por lá.
Portanto, esperemos.

E agora tenho que correr porque a vida de quem faz todas as cadeiras, está com mil matérias atrasadas e precisa de 75% de aproveitamento é deveras difícil...

10 agosto, 2007

Aprovada

Como eu disse pro meu conselheiro para assuntos jurídicos dia desses, não podia ser tão difícil assim comprovar a verdade.
Bom, difícil é fato que foi. Também é fato que deixamos uma nem tão módica quantia no tabelionato e outros tantos reais numa das lancherias da Puc, para alimentar o vício do Arno em chocolate quente, mas valeu a pena. Tudo valeu a pena.
Não escondo que estou tendo aquele anti-clímax que às vezes me acomete quando consigo alguma coisa pela qual lutei muito, mas de qualquer forma, estou muito orgulhosa de mim e orgulhosa por estar rodeada de pessoas que compraram comigo a briga contra a burocracia, como a mãe, o Arno, a Amanda, a Rejane, que soube entender o significado dessa bolsa, o professor Maurício, que me fez lembrar daquela indignação que faz com que nos tornemos os donos da verdade naquilo em que empregamos nosso empenho, as gurias que trabalham com a mãe, Lílian, Leni, Helena, Alexandra, Carmem, que abreviaram o horário do almoço e enfrentaram o cartório lotado e as pessoas mil que torceram pra tudo dar certo.

Sempre é bom ganhar uma batalha.
Melhor ainda é saber que se pode contar com tantos aliados.

08 agosto, 2007

\o/

Vô voltou pra casa no domingo e ontem estava melhor do que ontem, quando esteve melhor do que na segunda e... Bom, deu pra entender que ele está melhorando muito a cada dia e eu estou aqui escrevendo enquanto faço a janta que ele pediu: Umas batatinhas fritas, arroz e bife picadinho.

Outra coisa: Eu volto pra contar sobre o inacreditável (mesmo) sonho de chokito que comi lá pelas bandas do Bom Fim...

Outra outra coisa: Meu ombro dói. E dói tanto que está me impedindo de fazer certas funções básicas como digitar e fechar o sutiã, por exemplo.

03 agosto, 2007

Via crucis da papelada, a saga continua

Pois é. Vc não pensava que seria tão fácil e que já estava tudo acertado pra eu estudar na PUC, né? Ou pensava?... Pensava?! Tipo, desculpa, mas vc não tem o ceticismo necessário pra sobreviver aqui. Conselho: Mude pra Pokemonlândia.

Agora, falando sério. Noite passada dormi tão bem, mas tão bem que nem o meu nariz congestionou. Em conseqüência, até meu namorado dormiu bem, porque não emiti ruídos de trator. Eu, certamente, dormiria feliz até às 11h com aquela chuvinha boa, mas precisava levar o tio na Previdência Social, então acabei resumindo o sono e acordando às nove e meia. Quando voltamos da Previdência (aqui omito o fato do quanto me revolta a burocracia que é aposentar definitivamente uma pessoa que mal tem condições de entrar na Agência da Previdência, quanto mais trabalhar), o Arno encarou um almocinho feito pela minha prima e eu tomei só café (não imite meus maus hábitos alimentares). Lavei a louça, o Arno assistiu os desenhos dele, baixou um programa muito legal pra ver tv no computador que só passa Band e Al-Jazeera e depois disso (a gente nem acreditou) dormimos até às 15h. Correria, claro, porque a gente ainda precisava ir lá em São Leopoldo pro Arno acertar o curso que ele vai fazer na Unisinos. Na volta, ele comprou uma cuca de ricota que quando vi, admito, torci o nariz. Três pedações depois, admito, é uma delícia.

Daí eu vinha falando pro Arno o quanto é maravilhoso passar o dia sem precisar pensar em declarações, ver o quanto minha carteira de identidade fica ainda mais horrível no xerox, assinaturas, idas ao cartório, mas foi só entrar em casa pra minha prima dizer que eles tinham ligado da Puc pedindo mais um monte de coisas... e que preciso entregar essas coisas até dia 8. Entre elas, estão a cópia da separação judicial dos meus pais (Que adivinha? Não existe, porque eles não são divorciados, e sim separados há 12 anos), documentos do meu pai, que já comprovei, não me ajuda em nada, não mora com a gente e não tem nada a ver comigo ou com a minha família há ótimos 12 anos, thanks god. A melhor parte foi quando a mãe ligou pra avisar ele de que eu preciso dessa documentação e ele suspeitou que eu estivesse arquitetando um plano maligno pra ferrar ele bonito processá-lo por causa de uma pensão que nem sequer faço questão de receber.
Então, é isso. Segunda-feira, a correria recomeça com tudo.
Be prepared.

02 agosto, 2007

O fim (oficial?) da via crucis

Juro que estava bem mais calma hoje. Noite passada, deitei na cama e dormi como um trator. Sim, porque, de acordo com o Arno, ronquei horrores, devido ao meu nariz completamente congestionado e ao cansaço desses dias loucos. Acordei bem, tomei um banho quentinho, comi granola com iogurte e banana picada (Bah! Sério?! Que novidade!), almocei um nada, a tia e o Arno foram buscar o carro no conserto e depois saímos eu, a mãe, a tia e o Arno pra ir até o HPS ver o vô, - que vai receber alta sábado!! (momento pulinhos de felicidade) - levar a vó no cartório pra assinar um dos 1457 papéis que eu preciso e depois juntar tudo e tocar fogo levar na Puc. Sim, esse seria o plano original, mas não esqueçamos que esse blog é meu, lembra? Eu, a Dani do pneu furado, do policial comédia da delegacia, do cogumelo de fumaça e blablabla. Situados que estamos, continuemos.
Chegamos no HPS, demos um oizinho pro vô e recebemos a notícia de que ele tentou fazer o que nem os detentos que estão internados na mesma ala que ele ousariam: Fugir. Contou a vó que ela chegou no hospital de manhã e ouviu de um dos seus novos amigos com ampla ficha criminal, o Bira:
- Tia! O vô tentou fugir essa madrugada!
O Bira é um presidiário que dia desses, ao me ver colocando sal na sopa do vô começou a falar "Hmm... hoje eu quero tomar sopinha. Tô doentinho". Morram de inveja do meu admirador-vida-bandida.
Depois as enfermeiras confirmaram a história:
- Ahan! O Bira viu ele tentando sair da cama e gritou pra gente "O vô tá tentando escapar!"
Tipo, certeza que o vô deve ter ficado muito puto com ele.

Depois da visita, documentação da Puc prontinha, entramos todos no carro para... descobrir que o cabo do acelarador (prazer, Dani) tinha arrebentado. Não tenho a menor vergonha de dizer que abandonei o barco. E levei o Arno junto comigo. Deixamos a mãe e a tia no carro esperando o socorro mecânico do meu tio e pegamos uma lotação pra Puc. Lá, obtive, mais uma vez, a confirmação de que eu tenho um SENHOR senso de direção (só entrei na Puc duas vezes, a primeira em 2001 e a segunda há oito dias) e encontrei rapidinho o prédio e a sala que fica o pessoal responsável pelo Prouni. Fiz o pré-cadastro no site deles e o atendente me disse que ele ia me pedir os documentos um por um e eu entregaria, passando pelas trocentas declarações que eu tinha. Pasmo com a papelada completíssima que eu levei, ele comentou com o colega dele lá:
- Bah... Eu queria que todos que eu atendi fossem que nem ela. Tem tudo aqui!
Sei lá... interpretei como um bom sinal, mas não vou me empolgar, não. Melhor esperar o resultado.

Saímos da Puc às sete da noite, pegamos o ônibus até o HPS, onde ainda estavam a mãe, a tia e o cabo do acelerador gentilmente amarrado com um barbante pelo meu tio, que dever ser um mecânico certificado pela... sei lá... Hot Wheels? Olha, de mecânica eu entendo o seguinte: Carro tem quatro rodas, um volante e anda por mágica. Pronto, acabou. Mas, pelo que eu pude entender, quando vc empurra o pedal do acelarador, vc puxa esse maldito cabo, que faz a aceleração. Como o cabo estava rompido, o tio amarrou um barbante, que matinha o carro acelerado permanentemente em espantosos... 10 km/h. Prestenção: Se vc sabe o que é cruzar a Venâncio Aires e a Osvaldo Aranha a 10km/h, com chuva, e andar na freeway a 35 km/h, no máximo, me avisa que precisamos fundar um grupo de apoio pra nos livrar do trauma, ok? Pra vc que não tem idéia do que é, te digo que é uma coisa mais ou menos assim: Dani olhando pela janela: Oi, árvore... meia-hora depois... tchau, árvore. Quase duas horas pra fazer o percurso que geralmente fazemos em trinta minutos.

Blog atualizado, documentação entregue, agora só quero minha cama. Por uns três dias, no mínimo.

01 agosto, 2007

Estresse-estresse-estresse

De tão atarantada, tô atarantando um monte de gente pra, sei lá... formarmos uma frente unida de indignação ou coisa que o valha.
Reconheço que ando muito foda ultimamente. O nível de nervosismo chegou a tal limite que minha velha conhecida, dona Herpes, veio com tudo: Três de uma só vez, todas ao mesmo tempo. Muito legal ver a união entre os iguais. Tudo isso porque os dias estão o caos. Ontem, por exemplo, foi lindo. Estava eu juntando os documentos, conferindo, quando dei por falta da carteira de trabalho da mãe, que é fundamental pra comprovação de renda e tal. Procurei, procurei, rezei pra São Longuinho, procurei, ameacei São Longuinho com a tortura-das-farpas-de-madeira-sob-as-unhas-do-Sayid e nada de São Longuinho, que a essas horas devia estar rindo pencas da minha atual ausência de auto-controle e foco. Prestes a ter um ataque, liguei pra mãe pensando que, poxa, claro que ela deve saber, né? Nhá! Claro que não sabia! Nem tinha idéia! Foi o que bastou para as minhas mãos ficarem geladas, meu rosto quente e vermelho, eu começar a tremer toda e lutar pra não explodir toda a região metropolitana de forma que se vc quisesse saber onde eu moro, bastava seguir o cogumelo de fumaça. Mas tudo bem, aos trancos, o dia passou, a carteira de trabalho foi localizada e o sol se pôs sem grandes contratempos.

Daí hoje, que seria o dia (atenção ao "seria") o dia de levar toda a papelada na Puc, ou melhor, na hora em que eu estava indo levar a papelada na Puc, o que ocorre? O pneu fura, claro. Mais umas 723 herpes apareceram. Tá, mentira. Pelo menos a parte das 720 herpes. Daí ligo pra minha tia que tinha levado o carro pro conserto, pra minha irmã que teve que fazer as vezes de telefonista, transferindo ligação, pra minha outra tia que tem uma loja de motos, pra minha vó que precisava ir comigo no cartório antes das 5, mas ninguém consegue resolver o problema. Calma, calma, calma. Acabamos decidindo ir na borracharia e esperar até amanhã pra levar a documentação. Parênteses: Borracharia é um território muito masculino, tipo, mais do que mecânica, sabe? Quase não consegui entrar tamanho o nível de testosterona impedindo a passagem.

Então, amanhã é o novo dia D. Ainda preciso tirar uns xerox, esbravejar, dar a 28ª conferida nas coisas todas, comer granola gostosa (tô comendo tantas fibras que acho que há um pulôver dentro do meu estômago), esbravejar, assistir 4400, Dexter, passar pomada de herpes e esbravejar mais um pouco pra depois dormir com os anjos. Encantada com a burocracia, minha gente, é o que estou.

23 julho, 2007

Escatológica

Uma vez, no trabalho, uma colega virou pra mim e disse:
- Ai! Olha essa espinha aqui no meu queixo!
Polida, mas nem um pouco interessada, fui conferir.
- É, tá grande...
- Dani! Tá imensa! Espreme pra mim?
Um. Dois. Três segundos de incredulidade.
- Tá louca, bem? Não espremo nem as minhas, vou sair cutucando inflamações alheias? Se quiser, te empresto um espelho, mas vai pro banheiro, please.
Pois, é.
Daí, dia desses, a mãe me contou que foi comer uma pizza com algumas colegas de trabalho e que uma delas ficou catando as caspas do marido à mesa, sem a mínima noção de que, teoricamente, suas escatologias deveriam se manifestar longe, longe, LONGE de qualquer outro ser vivo.
Nojinho, é? Que isso sirva pra vc que coça o saco, pra vc que faz xixi na rua, pra vc que acha que pode tirar caquinhas à vontade enquanto estiver parado no sinal, porque o carro lhe dá o poder da invisibilidade, pra vc que desatola a calcinha onde estiver, pra vc que cospe coisas gosmentas ou não no chão (jogadores de futebol, oi?), pra vc que fuma sem se incomodar com quem está por perto (porque fumar fede e muito, caramba!), etc, etc, etc.

Sério, parece que tem gente que vive com o "eeeca" em mode off.

20 julho, 2007

Eu ganhei uma bolsa (não, não foi da Kipling)

E a burocracia tá me deixando doida, cambada.
São tantos formulários, declarações e xerox de tudo quanto é coisa que a vontade é de chegar lá e dizer "Tá, deixa, esquece, abstrai essa porra toda que eu não quero mais. Beijonemmeliga". Mas daí eu penso, poxa vida, é uma bolsa integral, caramba. Numa faculdade muito foda e eu tenho que, pelo menos, tentar. Se eles devolverem aqueles montes e montes de papéis embrulhados num sinto muito, azar deles, perderam uma ótima aluna, que merecia muito estar ali e depois de um mimimi básico, eu toco a bola pra frente e tento de novo.
Sei que não é pra ser fácil mesmo, sei que tá certo comprovar tudo o que tiver que comprovar, mas eu tenho uma canseira tão grande de papéis que vou te contar... Não é à toa que fiz uma limpa na gaveta onde guardava essas coisas que até minha carteira profissional foi fora (sem querer, claro!).
Saudade do tempo em que tudo era tão mais simples que eu só tinha uma gaveta de calcinhas e outra de balas.

18 julho, 2007

"we can be heroes / just for one day (...)"

Assim que vi a maca do vô saindo da UTI pro quarto, a garganta apertou como nunca apertou em todos esses 25 dias de UTI. Sim, ele estava mais fraquinho, mais magrinho, com mais bagagem, mas estava ali, vivo e contrariando muitos prognósticos desfavoráveis de médicos que conheciam o paciente, mas desconheciam o homem. Era o meu vô-highlander mostrando pro mundo que ele está aqui por mérito, por vencer lutas que nem pessoas com muitos anos a menos vencem.
O vô saiu da UTI quase no final do horário das visitas, quando as famílias ficam no corredor esperando o laudo médico.
O vô saiu da UTI e, com isso, fez nascer esperança no coração de cada um que estava ali, em vigília. O corredor em que eu tanto andei, no qual presenciei tanta dor, tantas lágrimas, por uns minutos, se encheu de sorrisos.

E foi lindo.

13 julho, 2007

Você faz a sua parte?

Olha, nem ia falar sobre isso, sabe? Simplesmente porque é o tipo de assunto que me enche a cabeça de uma forma que não consigo ser racional. E pra escrever bem sobre ele, o mínimo de racionalidade é necessário. O problema é que estava aqui, olhando uns foodblogs e o assunto voltou à minha cabeça e, de novo, o sangue ferveu.

Ao início de tudo, Daniela.
Há uns dias atrás, a casa vizinha à minha foi arrombada. Aproveitaram que a dona não estava e roubaram (sei que o certo é furtaram) uma televisão, o dvd e o rádio. Ela chegou em casa, começou a gritar e alguém atinou chamar a polícia. Uns 15 minutos depois, a viatura chegou. Fizeram o boletim de ocorrência e todas as formalidades necessárias. Bastou? Não, foi a deixa pra vizinha começar o protesto. Disse que a polícia não está fazendo a parte dela, que se eles não estivessem tomando café em vez de ir atrás dos bandidos isso não aconteceria, que os policiais passam o dia inteiro sentados em vez de tomarem providências... Só parou quando o policial ameaçou prendê-la por desacato à autoridade.
Não tiro o direito dela de reclamar de um serviço público que realmente tem deficiências. Sem generalizar e sem esquecer que maus profissionais independem da profissão que exercem, existem policiais que não estão qualificados pra proteger a população. O único problema que vejo no protesto da vizinha é uma coisa muito simples e que ela mesma usou como argumento no início da discussão: O tal de "fazer a sua parte".
Muito fácil reclamar quando sua casa é arrombada, mas quando vc teve o poder de decidir seu voto optou por um candidato que privilegiasse a segurança? Vai nas assembléias do Orçamento Participativo pra tentar conseguir uma guarita policial pro bairro? Educa seus filhos pra se tornarem pessoas conscientes e cidadãos de verdade? Você faz a sua parte?
No seu caso, não faço idéia. No caso da vizinha, afirmo que conheço cada uma das respostas e nenhuma delas é positiva.
Abrir a boca pra reclamar é muito mais fácil do que partir para a ação e tentar mudar as coisas da forma que nos cabe.

11 julho, 2007

Notícias do vô

Não, a coisa não está sendo fácil.
As notícias boas e más se sucedem e o meu vô está sendo um guerreiro, no verdadeiro sentido da palavra. Não é à toa que ele recebeu o apelido de Highlander do pessoal da UTI do HPS que, a propósito, são muito queridos com ele e com a gente também. No mais, procuramos levar da melhor forma essa rotina de idas ao hospital, médicos e exames. Evitamos o desgaste preservando o bom humor e não deixando a desesperança se instalar porque sabemos que a cada visita o vô enxerga a gente por dentro e pode sentir qualquer energia ruim que possa vir de nós. Sendo assim, mantemos o otimismo e a alegria por ele estar lutando pra voltar pra casa e vamos vivendo os nossos dias da forma mais normal possível, como se ele estivesse por aqui.

E tem receita nova no Especiarias, pra adoçar a nossa vida : )

04 julho, 2007

Como eu saí do consultório com uma requisição de eletrocardiograma e outras trivialidades

Entro no consultório e me deparo com o médico e... com o seu irmão mais novo que estuda medicina e está lá pra matar tempo observar as consultas do irmão.
Certo, já começo me sentindo um objeto de estudo. Nada bom, nada bom.
Daí, o médico faz algumas perguntas de praxe e pega o estetoscópio. Comento que a enfermeira do hospital onde eu fui doar sangue pro meu vô disse que eu estava com os batimentos acelarados e que o meu namorado tinha verificado que eles também ficavam assim em repouso.

- É que tu é nervosa... - disse o médico, brilhantemente.

Tá. Deixa eu entender: Eu vou em uma consulta pra controle de uma doença muito da filha da puta e que eu desprezei por mais de 5 anos, chego correndo e atrasada, meu avô na UTI e ele quer que eu tenha os batimentos de um lama? É óbvio que eu ando nervosa. Ando uma pilha, na verdade!
Coitado do irmão mais novo. Assistindo Plantão Médico ou jogando truco no DCE aprenderia mais.

Pois bem, meu sobrinho tá lindo com seu corte de cabelo à la papa capim feito pela hair stylist aqui da rua. É como o pai de uma amiga disse: Na hora de cortar, a minha irmã deve ter dito "Corta bem pouquinho" e a cabeleireira entendeu "Corta que nem louquinho".

E eu, a propósito, tô feliz da vida baixando a terceira temporada de Lost e a primeira temporada de Heroes.

03 julho, 2007

A atual cozinha da casa amarela

A verdade é que a vontade de cozinhar anda meio zerada. Porém, por causa da vó, estou assumindo as panelas mais vezes do que antes, mas da cozinha só sai o trivial. O nosso cardápio atualmente têm sido arroz e feijão (que quase nunca faltam), bife acebolado com shoyu ou outros tipos de carne ou frango, legumes refogados e massas com molhos variados, como tomate, legumes, bolonhesa, shoyu com cebola e azeitona (esse é ótimo). Hoje à noite, a mãe fez um arroz com legumes e eu preparei apenas uma saladinha com brócolis hidropônico, alface, azeitona e rabanetes pra acompanhar. Uma jantinha leve e gostosa.

Ia fazer um empadão, mas a perspectiva de fazer dois recheios (um de carne e outro de palmito pra mim), me desestimulou. Amanhã, como tenho médico, não vou ao hospital ver o vô e como vou estar em casa, talvez faça um bolo de chocolate pro sobrinho e pense com carinho na janta, mas nada que demande muito tempo e nem muito dinheiro, já que com os gastos que estamos tendo, entramos numa fase ainda não declarada de contenção de despesas.

Enquanto o Arno esteve aqui, ninguém estava disposto a ir para a cozinha enquanto esperávamos notícias da cirurgia do vô, por isso acabamos pedindo o pastel de uma lancheria conhecida pela qualidade dos "X" que preparam. O pastel foi uma surpresa boa, já que vem muito bem recheado (ver a minha irmã comer o de chocolate com morango foi um espetáculo de horror), embalagem caprichada, preço honesto e têm várias opções de sabor (ainda que alguns dele tenham feito eu torcer o nariz, por causa dos váaarios ingredientes que os compõem, meio nada a ver uns com os outros). Nos outros dias me inspirei a fazer um strogonoff (sem catchup, que substituí por molho de tomate) e o pudim de leite, que o Arno adora, ainda que a calda tenha ficado completamente meio esmaecida. Saiu um pudim anêmico, mas o pessoal atacou mesmo assim. Por falar em anêmico, descobri na hora de doar sangue pro vô que estou com anemia. Isso gerou uma boa safra de piadinhas, todas elas feitas pelo meu namorado ¬¬. Então nem se aventure, pois você não conseguirá ser original :P.

Fora isso, saudade do vô e feliz porque o namorado logo, logo tá chegando de novo. : )

Éh!













Comprei ontem.
Façam suas apostas, caros.

02 julho, 2007

Os dias no HPS

O número de tragédias que acontecem diariamente e com as quais estamos tendo contato direto agora que temos um familiar internado na UTI do HPS, é impressionante. Conversando com as famílias de alguns pacientes enquanto esperamos o médico dar o laudo diário, conheci algumas histórias de violência, de imprudência no trânsito, de fatalidades em casa.

- A primeira, de um rapaz que saiu à noite e foi espancado de uma forma que não deixa dúvidas de que a verdadeira intenção era matar: Os golpes se concentraram apenas na cabeça, ele teve vários ossos da face fraturados e traumatismo craniano. Quando pensaram que ele havia morrido, os criminosos o abandonaram num terreno baldio.

- Outros dois rapazes e uma moça foram vítimas graves de acidentes de trânsito envolvendo motos. Triste ver alguém naquele estado, sofrendo por ferimentos internos, fraturas múltiplas, fraturas expostas, rostos machucados e inchados. Sei que motoristas imprudentes independem do veículo que conduzem, mas já andei muito com o meu namorado, que dirige moto de forma muito consciente, e testemunhei que muitas vezes são os motoristas de outros veículos que não respeitam o espaço das motos: fecham a frente, ultrapassam colado às motos, sendo que qualquer desestabilidade pode ser fatal para o motoqueiro e, talvez, para outras pessoas também. Às vezes penso que o motivo da violência no trânsito é que estamos confiando demais na habilidade de direção do outro e sendo assim, deixamos de fazer a nossa parte.

- No sábado, uma moça andando de cadeira de rodas, contou que havia sido atingida por 3 disparos na perna e nos braços ao vender um revólver para um sujeito que resolveu testá-lo nela. Não bastasse isso, ainda foi visitá-la no hospital. Alertados por ela, policiais que estavam no hospital conseguiram prendê-lo. Viciada em crack, ela disse que agora que Deus tinha dado uma segunda chance, ela iria tentar mudar de vida.

- Ontem, uma mãe nos contou que o filho foi vítima de um disparo na barriga. Aparentemente, ele estava bem, com alguma dificuldade conseguia conversar com a família e tudo, no entanto, seus pulmões, rins e outros órgãos vitais já não estavam mais funcionando e o médico disse que não tinham mais o que fazer, apenas esperar.

- Outro caso foi o de uma menina, que calculei ter uns 5 anos, no máximo, deitada na maca, saindo do bloco cirúrgico, onde recebeu um transplante de pele. Moradora de uma cidade do interior, foi internada por sofrer queimaduras em 25% do corpo caindo dentro de uma panela de mocotó (um tipo de sopa, que se faz em grandes panelas, aqui no RS).


Sei que muitas vezes lemos coisas como essas espalhadas no jornal enquanto tomamos café da manhã em casa. Por estarmos longe dessa realidade, nos julgamos imunes, mas o problema é que fatalidades não escolhem vítimas. Você pode estar num bar se divertindo e cruzar o olhar com a pessoa errada, você pode sair de casa com a intenção de ir trabalhar e outro motorista mais distraído não percebe o sinal fechado. O resultado disso é a sua família chorando na porta de uma UTI, ou em alguns casos, talvez nem precisem passar por lá.

30 junho, 2007

Babaca beijoqueiro

Odeio esse tipo de cara que vc nunca viu mais gordo, com quem vc não tem intimidade nenhuma, que não tem motivo nenhum pra te cumprimentar com beijinhos e mesmo assim te vê lá na esquina e já vai virando o rosto pra ganhar beijo. Tem um cara lá na faculdade que é um exemplar legítimo: Basta ver uma mulher pela frente que o sujeito pensa "Oba! Beijinhos!" e já vem correndo babar o rosto da gente. E não adianta fazer cara de paisagem, fingir que não tá vendo: O cara se planta na tua frente e ataca a sua bochecha na maior. Ou seja, um babaca beijoqueiro. Sabe qual é, né? Cria do tipo que agarra mulher na balada mesmo contra a vontade dela e ainda acha que tá agradando, que tem pegada. Ai, Morro rindo.

Pra mim só tem 2 razões pra cumprimentar com beijinho:
1. Você está sendo apresentada à pessoa (motivo fraco, mas mesmo assim motivo);
2. Você já conhece a pessoa de alguma forma (pessoalmente ou não) e tem carinho por ela.

E Finito, cambada.

Sério. Sei que posso ser mala, fresca, whatever. Pode ser defeito meu, mas sei que existem defeitos piores, bem piores. E já adianto que se um dia ficar grávida, minha barriga não vai ser patrimônio público onde todo mundo passa a mão sem meu consentimento. Não gosto e pronto-falei.

As cinco forças de PORTER

E o que era a moça que vos fala preocupada da vida em falar "Modelo das 5 Forças de Porter" e não "Modelo das 5 Forças de Harry Potter" na apresentação de um trabalho na faculdade? Até pesadelo eu tive.

29 junho, 2007

Últimas...

Ontem, quando minha vó entrou na UTI pra visitar o vô, as primeiras palavras dele foram: "Estou com fome e quero minhas calças."

28 junho, 2007

"Se ele está lutando lá, nós não temos o direito de desistir aqui."

Meu avô começou a trabalhar aos seis anos, em fazendas do interior do município de Alegrete, na campanha rio-grandense. Seu primeiro filho nasceu com uma deficiência física que o impede de realizar muitas das coisas que gostaria. Alguns anos mais tarde, já com dois filhos, meu avô caiu de uma das pontes que construiu e saiu andando, sangue a cântaros, até em casa para tranquilizar a esposa antes de ir para o hospital.

Tudo isso passou pela minha cabeça no último sábado, dia em que ele desmaiou no banheiro de casa e foi levado para o hospital onde diagnosticaram um aneurisma. Lembro que enquanto meu namorado e o namorado da minha prima o socorriam, ele olhou pra mim e disse que queria deitar na cama. Isso certamente o teria matado. Transferido de hospital, devido à gravidade do seu estado, meu avô passou por uma cirurgia muito delicada, onde teria 20% de chances de sair com vida. Meu vôzinho venceu a batalha e hoje se recupera na UTI.

Foram dias de uma angústia enorme, onde cada toque do telefone, de pessoas que queriam saber como ele estava, nos desesperava. Cada visita ao hospital, àquela ala que assusta muita gente, nos dava e tirava a esperança. A UTI é um local dolorido, onde é possível sentir claramente o Medo que impera ali, maior que tudo, dominando tudo. É sempre difícil ver pessoas se agarrando a qualquer fiozinho de vida, lutando por uma coisa que muito poucos dão o valor que ela merece enquanto a tem a salvo.

Nesses dias que estou vivendo, só consigo ser grata por duas coisas: Por ter tido estrutura para lidar com tudo o que aconteceu e está acontecendo e assim poder ajudar minha família da melhor forma. E por poder contar com a pessoa que amo, por ele morar tão longe, mas estar aqui numa das horas mais difíceis da minha vida, por ser a única testemunha das minhas lágrimas, por saber que o meu vô é o meu "pai de verdade" e, por causa disso, nunca, nunca, nunca me deixar abater e perder a esperança.

A razão da minha fé na recuperação do vô é o reconhecimento da história de superação que é a sua vida. Conservando essa fé, me dando todo o suporte que precisei nos momentos mais difíceis, apoiando toda a minha família, entrando na UTI e tranquilizando o vô a respeito da segurança das suas "gurias", está o Arno. O homem que eu tenho o maior orgulho de dizer que é o único que amei, amo, amo muito, amo sempre.


Doações de sangue, de qualquer tipo, para o sr. Dorvalino Catarino Santos Castro, que também foi doador durante grande parte da vida, são necessárias e muito bem-vindas. As doações devem ser feitas no Hospital de Pronto Socorro, de Porto Alegre, das 8h às 18h e aos sábados pela manhã.

23 junho, 2007

Os macaquinhos que eu adoro

Tô matando e morrendo por umas bolsas LINDAS da Kipling. Uma é vermelha e a outra, preta. Como arrematar as duas é impossível, impraticável e outros "im...", admito que a balança pende para o lado da preta... Se bem que a vermelha é uma coisa! Droga...

A saga do bolo de aniversário

Caramba, que bolo?! Aquilo só foi bolo antes de entrar pro forno. Super certeza que os 180° durante (prestenção) MAIS DE UMA HORA para tentar assá-lo causaram uma alteração dismórfica na personalidade do bolo, que saiu do forno acreditando ser um... sei lá, pudim? E eu toda feliz que ia postar o meu bolo no Especiarias...

Mas hoje eu tento de novo.
Vai sair um bolo desse forno de qualquer jeito!

22 junho, 2007

Imaturidade

Daí você cresce ouvindo que idade traz sabedoria, maturidade e experiência. Tudo bem. Você acredita, né? Que nem acreditou no Papai Noel e em férias remuneradas de 30 dias. Tolinhos, vocês.

Então o tempo passa, você chega a uma determinada idade onde a sua esperança e fé no próximo já não são mais o que eram e acaba descobrindo que existem pessoas que acumularam uns bons aninhos a mais do que você, mas mataram aquela aula sobre sabedoria, maturidade e experiência. Pois é. Esse é o tipo de gente que me faz ter medo de envelhecer, o que - convenhamos - não é uma sensação muito boa pra se ter no dia do arraial de São João da empresa meu aniversário.

Se for pra ficar velha, cabeça-oca e com rugas prefiro ter só o bônus da coisa: velha, cabeça-oca, mas com a pele linda, por favor. Pra viagem.

21 junho, 2007

Verdade seja dita

Não foi o Boca, não foi o Grêmio e muito menos o juiz de várzea que apitou o jogo.
O que me irrita de verdade são os colorados que vão além do secar "saudável", por assim dizer.
Os colorados que vão além do secar, batucam, buzinam, saem pra rua chorando e gritando "eu já sabia!", compram (!!!) rojões pra soltar a cada gol do Boca e no final do jogo enlouqueceram mais do que o Juan da padaria aqui da esquina.
Esse tipo de torcedor precisa aprender a torcer mais e secar menos, a não fazer mais festa pela derrota do Grêmio do que por suas próprias vitórias: Que dá dó ver colorado às 3 da manhã de uma quarta-feira soltando rojão pela derrota do rival, juro que dá. Os caras ganharam a Tríplice Coroa e não fizeram tanto auê!
Fora que esse excesso de ódio, também pode ser paixão. Mas gremista enrustido, não dá, né? Extravasem esse amor, poxa! Deixem sair pela garganta esse hino que sei que bate forte no coração de vocês! Entrem pra Geral e façam avalanche até se arrebentarem na Azenha!

Grêmio perdeu? Perdeu. Jogou mal? Jogou. E daí? Por mais vermelho que seja meu coração vou sair pela rua comemorando vitória de argentino? Eu, hein! Evolui, Pokemon!

Enfim, vida que segue.

20 junho, 2007

Links

Ele assistiu uma palestra sobre Dual Core com o ventríloquo da Sabrina Sato.

19 junho, 2007

Experiências com o SAC

Há um tempo atrás, compramos um desodorante roll-on que veio sem a bolinha. Como não compensaria ir até o hipermercado onde fizemos a compra para trocar (só o valor da passagem, cobriria com folga o preço do desodorante), resolvi ligar para o SAC da empresa. Muito gentil, a atendente perguntou qual era o problema com o produto, meus dados pessoais, onde eu tinha adquirido o desodorante, código de barras e lote. Disse que o problema poderia ter sido causado por uma falha na produção (óbvio) ou por manuseio incorreto no ponto de vendas (altamente improvável, quem conseguiria tirar aquela bolinha dentro de um hipermercado? Ou melhor, qual o motivo que levaria alguém a querer tirar aquela bolinha de lá?) e afirmou que eu receberia outra unidade do produto em casa, no prazo máximo de 10 dias. Três dias depois, recebo duas unidades do desodorante e mais uma sacola de praia da empresa por sedex.


No domingo, minha irmã me contou que uma das fraldas noturnas (as mais caras) do pacote com 24 fraldas que ela tinha aberto estava com uma das abas coladas para dentro. Pra tirar, só rasgando a fralda. Ontem liguei pro SAC, outra atendente gentil fez as mesmas perguntas - e outras mais, inclusive o nome e data de nascimento do bebê que usava as fraldas. Disse que o problema tinha sido causado por falha na produção (it rings a bell?) e que no prazo de dez dias, eu receberia em casa três vales-troca no valor total de um pacote com 10 fraldas noturnas, que pode ser trocado em qualquer ponto de venda.

Ou seja, reclamem mesmo.

17 junho, 2007

Good Hair Day

Pois é. Minha briga com o cabelo nunca foi muito intensa: Não tem aquele volume "juba", a raiz é lisa e os fios ondulam só nas pontas. O problema é que por ser muito fino, ele fica arrepiado por cima quando seca naturalmente. Até hoje, a solução era secar com secador e dar um toque com a chapinha pra assentar os fios. Ficava aquele aspecto liso escorrido que eu não gostava muito, mas disfarçar o arrepiado era fundamental e eu ia levando.

Minha vida mudou...

Foi quando uma amiga da minha irmã sugeriu que eu experimentasse o creme ativador de brilho Seda pra cabelos castanhos, sem enxágue.

A minha voz é a mesma, mas os meus cabelos...

Tá certo. Segui as orientações de uso, ou seja, não extrapolei na quantidade. Sabe como fica cabelo com creme demais, né? Aquele aspecto sujo, nojento, ensebado, pesado... O resultado é que os fios assentaram, o cabelo ficou bem macio e com brilho. Adorei.

Mas já sabe: Cabelo com creme demais não rola, mas mulher-standard-cabelo-liso-a-qualquer-custo também não.

15 junho, 2007

Bia

Hoje, às seis e cinco da manhã, nasceu minha segunda sobrinha, a Beatriz.
Foi lindo.
Ela me olhou bem no olho, e faz essa carinha: ;-P
A criança de 20 minutos de vida mais simpática que já vi...

Da sala de espera, a gente ouve os gritos das mulheres em trabalho de parto e só consegue pensar "caramba... quero filho não". Mas basta entrar no quarto, ver aquela coisinha linda embrulhada no lençol do hospital agarrar o teu dedo e você sai de lá querendo um igual.


Dor

Enquanto a gente esperava a Bia nascer, uma senhora de 67 anos chegou de cadeira de rodas no centro obstétrico, vítima de assalto, agressão e violência sexual dentro da própria casa.



Fiz questão de escrever sobre esses dois episódios tão opostos no mesmo post porque o que eu mais desejo pra minha sobrinha, além de saúde, é que ela faça a diferença. E que também faça jus ao nome que eu sugeri e que os pais dela acabaram escolhendo: "Aquela que faz os outros felizes".

Nunca fez tanto sentido acreditar que basta nascer UMA pessoa boa, pra fazer com que ainda valha a pena nascer e morrer nesse mundo que às vezes parece tão perdido...

12 junho, 2007

Receita nova lá no Especiarias.
Passa !

11 junho, 2007

"Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."
Paulo Leminski


"Não me interessa o decorativo, nem o bonito, nem o doce, nem o delicioso.A arte só serve de alguma coisa se é irreverente, atormentada, cheia de pesadelos e desespero. Só uma arte irritada, indecente, violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra face do mundo, a que nunca vemos ou nunca queremos ver, para evitar incômodos a nossa consciência."
Pedro Juan Gutiérrez


Um escritor, pra mim, precisa ter bagagem: encanto, dores, alegrias, sofrimentos. Um escritor precisa expor as entranhas, ter disputas morais consigo mesmo e perder muitas e muitas vezes.

Entranhas não são só lirismo.

08 junho, 2007

Template novo.
Fiz sozinha.
Achei fofo.
: )

05 junho, 2007

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Bom é sair cedo da aula e ir pro bar beber quentão com os colegas numa noite fria, fria. Você conhece melhor algumas pessoas legais e outros conseguem a façanha de se tornarem ainda mais chaaaatos do que a sua imaginação permitia. O mala-escoteiro ali de baixo ainda escapa dessa, porque por mais metido à Einstein dos pampas que seja, ainda tem um certo carisma. A noite serviu mesmo foi pra perceber o quão imbecis são essas pessoas que usam palavrões "sem contexto". Como é que pode ainda existir pessoas que pensam que falar palavrão choca ou pode fazer você parecer moderno, desapegado, cool? No máximo, no máximo faz as pessoas perceberem o quanto você é limitado e não tem retórica o suficiente pra expressar desprezo, raiva ou desapontamento sem que tenha que chamar alguém de filho da puta.

Porque tá certo que algumas pessoas realmente merecem esse tratamento, mas acho de uma falta de elegância, de discernimento e de inteligência sair bradando por aí que professor é filho da puta porque deu um trabalho pra fazer, porque atendente do bar é filho da puta porque colocou o pão torto na hora de montar o sanduíche. Sei lá... acho desnecessário e fica muito na cara o quanto esse tipo tá querendo é aparecer. Não quer fazer o trabalho, meu bem? Salta do bonde agora, porque a coisa vai ficar bem pior. Quer o pão certinho no sanduíche? Faz você mesmo ou pede pra mãe, que é o que você deve fazer em casa. Aproveita e pede pra ela cortar em pedacinhos e tirar a alface.

E me deixe beber meu quentão em paz.
Porra.

01 junho, 2007

Colega-mala-escoteiro-em-potencial

Professor: - Então, arcabouço pode servir como uma tradução do termo "framework", muito utilizado em gestão.

O mala em questão (falando baixinho porque cansou de ser zoado): - Hmm... arcabouço teria alguma coisa a ver com aquelas pontes, que...

Professor: - Não, arcabouço não tem absolutamente nada a ver com CALABOUÇO...

Juro.

"Bad feelings about this", diria alguém.
Quero muito, muito estar errada.
Mais notícias na medida dos acontecimentos.

Como você se sentiria ao imaginar a possibilidade de que alguém possa ter observado cada detalhe da sua felicidade do alto de uma janela?

30 maio, 2007

E no frio ninguém bloga?
É isso?
Então, tá.
Vou fazer uma pizza.

Ele: Que nome eu daria pra minha ilha?
Eu: Coqueirinho?
Ele: Náá. Tem que ser um nome mais imponente.
Eu: Coqueirão?
Ele: ¬¬

28 maio, 2007

Odeio o fato de perder o chão, a vergonha e a coragem desse jeito.

Onde é que eu tava mesmo?

27 maio, 2007

Somos o casal mais competitivo do mundo

A verdade é que fiquei puta da cara desapontada com a minha total incapacidade de ganhar dele num joguinho online.

25 maio, 2007

Eu tenho um amor que tem olhos brilhantes e alma pura, gestos bonitos e ombros fortes. Eu tenho um amor que me dá amor, sexo de (muita) qualidade, sorvete, flores e pizza. Tenho um amor que tem delicadeza suficiente pra me fazer perceber que eu sou meio histérica às vezes e bravura pra exterminar meus pensamentos negativos e matar uma a uma as formiguinhas que aparecem no meu quarto. Um amor que me levou para os lugares mais lindos que já vi, ainda que eu tenha trazido alguns carrapichos comigo.

Eu tenho um amor que trouxe alegria, caos, encanto e fúria pra minha vida.

E eu agradeço todo dia.
Eu agradeço todo o dia.
Todo dia.

24 maio, 2007

Hoje eu dei risada, jantei um croissant com nescau quentinho, dancei com o meu sobrinho, falei pro meu amor mil vezes que eu o amo e ouvi mil vezes que também sou amada.
Daí, de tão feliz, fiz um bolo de banana com chocolate.
Receita lá no especiarias.

Lei Rouanet beneficiando templos religiosos, dividindo os recursos com a cultura?
Pois é. Idéia do senador Crivela que, por acaso, é sobrinho do Edir Macedo.
Vergonha?
Então não compactue. Assine a petição.

23 maio, 2007

A minha vó pedindo pelamordedeus que a gente desapareça com o dvd do "Segredo dos Animais" do Matheus, porque ela fecha os olhos e vê bichos dançantes e cantantes na frente dela, porque eu já decorei quase todas as falas ("não! sou eu o rato contorcionista") e porque ela acordou de manhã com a minha mãe cantando no chuveiro "se preciso for, ficarei de pé sem dar marcha ré".

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Eu tenho um colega mala. Um cara muito mala. Tão mala que estou a ponto de acreditar que ele é escoteiro.

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E dá-lhe Grêmio.

21 maio, 2007

Vou te contar o que é ruim.
Sabe o que é ruim?
É quando a pessoa que vc ama tá triste e com raiva. E longe. Daí você sente aquela vontade imensa de fechar uma sala de cinema só pra vocês comerem pipoca e ficarem sentadinhos lá dentro enquanto o mundo termina de se engolir.

19 maio, 2007

39° C
E contando.
Ai, porra.

18 março, 2007

Era uma vez um homem plácido que devotava a vida ao exército e tocava tuba na banda marcial para amansar uma incômoda veia de artista. Um dia, sem mais, ele pegou o filho que tinha, encostou a cabecinha assustada na sua têmpora esquerda e uma arma na têmpora direita. E disparou. E morreu. O filho? Restou inteiro, apenas exalando pólvora e medo. Até hoje, ninguém sabe o porquê. E se sabem, escondem. Mas não falemos desses seres tão passionais, os mortos.

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Era uma vez um homem moreno de olhos castanhos e oblíquos. Andava rebolando tal como criada na feira e tinha ares afeminados, desnecessário dizer. A cunhada, disposta a "curá-lo", convence uma moça loira, de olhos azuis e uma vida inteira dedicada à lupanares a transformá-lo em senhor casado. Em nome dos secretos, contundentes e intrometidos argumentos da cunhada, casam. Mas nem mesmo seus genes, vivos em uma terceira pessoa, conseguiram entrar em harmonia naquela união sem propósito: No afã e ainda à sombra da interferência da cunhada nessas duas vidas alheias e demasiado opostas, geram um belo filho bicolor: A metade direita dos cabelos era castanha e a outra, loira. Um olho castanho e outro azul. Ambos com uma profunda sombra de desesperança herdada.

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Era uma vez um menino com longos cílios de crina de cavalo. No desespero de ver aquelas pestanas criando vida e comprimento dia após dia, dando ao filho um aspecto de boneca, a mãe lhes passa o fio da tesoura, livrando-o do destino de boneca e legando ao filho um permanente ar de fantoche com olhos de botão.

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Aos oito anos mergulhou o dedo no centro morno do chocolate recém derretido e ali descobriu que a cozinha era uma fonte inesgotável de prazer para os sentidos: O marrom aveludado do creme fazia os olhos anteciparem o doce que a língua só provaria mais tarde, as cortinas, as colheres de pau, os tachos e ela própria recendiam a cacau e baunilha enquanto o dedo no chocolate testava a temperatura e a cremosidade ideal... Outro prazer assim, capaz de envolvê-la por inteiro e ser igualmente absorvido por ela, só encontraria anos mais tarde. No sexo.

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Caros,
A vida, em si, é um prefácio.

02 novembro, 2006

Dos muitos fins

Dizem que pra reconstruir uma coisa, muitas vezes é preciso acabar com ela até o fim. Destruir os alicerces, limpar o terreno e só assim levantar de novo as paredes. Talvez seja assim comigo.

Dizem que pra onde o coração se inclina, o pé caminha, mas pode ser que eu consiga provar o contrário: Pode ser que eu consiga levar, aos trancos, um coração que teima em ir na direção que lhe convém. Hoje a Dani morreu um pouco, mas daqui a uns dias, depois de limpar o terreno, eu volto a me reconstruir.

Mas daí já será uma outra história.
E um outro blog, quem sabe.

Propagandeando

Desde que comecei a auto depilar a perna com cera quente, percebi uma areazinha ressecada um pouco abaixo do joelho. Foram vários óleos, hidratante e umectantes de marcas conceituadas (e caras para os meus padrões) sugeridos (alguns experimentados) para tentar resolver a situação. Tudo sem resultado. Dia desses, no supermercado, vejo numa dessas gôndolas que preparam pra exibir promoções: "Hidratante Dove - R$ 4,79". Ora bolas, por que não?! Tchum. Mandei um Dove Hidratação Fresca pra dentro da cestinha por módicos R$4,79. Passei a usar super disciplinadamente, sempre depois do banho e não é que dias depois a área ressecada desapareceu no limbo para todo o sempre? Vontade de mandar junto todas as consultoras L'oreal que tentaram me persuadir a comprar Lancômes, Vichys e La Roche-Posays por preços estratosféricos.

30 setembro, 2006

Sobrinho

Hora do almoço:

- Matheus, tem que comer pra encher a barriguinha, tá?
- (chomp, chomp, chomp, risadinhas, chomp, chomp, chomp)
- (musiquinha de tia boba) Comidinha, comidinha vai parar na barriguinha... (cócegas na barriga dele)
- (risadinhas)
- Onde é que vai parar a comidinha?
- (aponta pra barriga e dá risada)

Horas depois, a vó, fazendo pão, avisa:

- Dani, teu sobrinho tá ali no chão brincando com alguma coisa. Dá uma olhada, porque ele tava prestando atenção demais numas formiguinhas...
- Vó... quantas formigas exatamente?
- Ah, não sei... Umas duas, três...
- Matheus... Cadê a outra formiguinha?

Ele dá risada e aponta pra barriga.

28 setembro, 2006

É gripe?

Segunda "gripe with lasers" que eu pego do Matheus.
Isso não é um sobrinho.
É uma arma biológica...

25 setembro, 2006

l'excessive

Toda a saudade do mundo dentro de mim.
Porque descobri que eu suporto.
Porque descobri que a gente suporta.
Que de tanta felicidade, acabamos nos imunizando contra muita coisa.
Que de tanto doer, a vida tá sendo mais leve e mais branda com a gente.
Porque descobri que a gente é mais.
Porque de tanto ver outros e pensar que podia ser a gente, todo sol nasce pra mostrar que o desejo do mundo é ser como nós.
Que é heresia, desencanto, despropósito ser como eles, se ser o que a gente é já nos consome tanto.
E nos dá tanto.
E nos faz ser mais.
Tudo ao mesmo tempo.
Porque eu dividiria isso com o mundo inteiro. E com ninguém mais.
E não me perderia.
E não te perderia.


22 setembro, 2006

Sweet Home...

* Deve ser um apartamento
Por segurança. Por ser provisório. Por praticidade.
Exemplo: O carpete não vai crescer até abrigar criaturas selvagens em seu interior.

* Deve ter um olho mágico e umas duas fechaduras daquelas doberman
Porque eu cresci na cidade grande e sou meio paranóica como quase todos os que assim foram criados: Não abro mão das minhas fechaduras doberman enquanto não aprender a socar plexos de olhos vendados, plantando bananeira e tocando clarinete. Ao mesmo tempo. - Tanto faz se eu for morar na Cidade do México ou em São Gervásio da Piracotinha.

* Deve ser próxima a um super-mercado
Porque já que eu não sei fazer compras, compro de acordo com a necessidade: Geralmente de acordo com a necessidade da próxima refeição (Sim, meu caso é sério). Porque não tenho hora pra decidir fazer faxina e tenho manias estranhas herdadas de sei lá onde.
Exemplo: Amaciante? Azul. Sabão em pó? Azul. Detergente? Transparente (Caso perdido). Porque não tenho hora pra decidir fazer alguma coisa na cozinha: Ele já me ligou depois da meia-noite e onde eu estava? Fazendo pudim de laranja, bem feliz.

* Deve ser próxima a uma padaria
Que venda um pão de queijo es-pe-ta-cu-lar.

* Deve ser próxima a um parque
Onde eu vou caminhar com o labrador e onde o Arno vai levar o chinchila pra passear (que é uma de suas
duas incumbências para com o bichinho, né mô?).

Hihihi...

19 agosto, 2006

"Eu que fiz..."

Vontade enorme de cozinhar, mas essa gripe chata não deixa. Qual é a graça de cozinhar e não sentir o cheirinho da cebola fritando?

Enquanto isso, vou pesquisando receitinhas legais pra, quem sabe, fazer no fim de semana...




18 agosto, 2006

Incrível

Como a minha irmã consegue ser ainda mais irritante quando fica gripada?

É um mistério.


15 agosto, 2006

(telefone)

- Ok, então... marcado pro dia 22?
- Isso mesmo, senhora.
- E qual é o endereço?
- Fica na rua Céu Sarmento, senhora.
- Céu? Ahhhhh, sim... "Cel". Na Coronel Sarmento...
- Não, senhora... NA RUA CÉU SARMENTO! C-É-U.
- ...
- Entendeu, senhora?
- (querendo ser solícita e impedir que ela continue fazendo papel de mula na frente dos outros) É que tá errado... "cel" é abreviatura de "coronel", deve ter sid...
- Não consta no sistema, senhora. Aqui diz "CÉU Sarmento".

E desligou na minha cara.

Meu professor tava certo... A mãe dos imbecis tá sempre grávida.


18 julho, 2006

O ponto final

Hoje eu chorei e chorei muito. Chorei de um jeito que nunca tinha chorado antes. Chorei lágrimas quentes, intermináveis. Aquele choro que despedaça a alma de tanto doer. De tanto chorar, corri para o banheiro achando que ia vomitar. Vomitar de tanto chorar. Nunca imaginei que fosse possível. Olhei de relance para o espelho e vi uma menina de roupão laranja com os olhos vermelhos e a boca muito, muito mais vermelha. Era como se as palavras ácidas que há pouco saíram dali tivessem deixado suas marcas: Queimaram os ouvidos de quem ouviu e, pra não serem esquecidas tão cedo, queimaram os lábios de quem as disse. Foi ali que a menina do roupão laranja percebeu que existe sim a forma certa de se gostar de alguém. E a forma certa dela “ser gostada” era a forma dele. A forma como ela sempre quis “ser gostada” era a forma dele gostar dela. Chorou ainda mais quando lembrou que tudo de bom que a vida tinha dado pra ela naqueles meses tinha a forma bonita dele e o som limpo da risada dele. Não, não existe isso de gostar de alguém e não querer ficar junto. Então ela voltou e ele continuava esperando por ela. E naquele momento, o coração dela se expandiu e toda a paixão do mundo coube ali dentro. Toda a saudade do mundo coube ali dentro. E toda a certeza do mundo desabou sobre ela: Era ele e ponto final. Ponto final. Meu ponto final. E todas as lágrimas que ela chorou por outros secou de vez e virou nuvem que choveu, que virou rio, que levou pra longe qualquer lembrança daqueles que fingiram ser ele pelo tempo que durou. Porque sempre faltou alguma coisa nessas relações de engano. Sempre faltou alguma coisa que a fizesse querer acampar na praia, aprender a andar de bicicleta, aprender a nadar direito e a acertar de jeito o ladrão. Sempre faltou alguma coisa nessas relações que a fizesse admitir que a Hello Kitty é fofa, que o sul é o seu lar, que ela ignora o que há embaixo da cama quando está escuro e que ela tem um medo estranho da sombra de tristeza que existe por trás dos olhos dela. Faltava nessas relações um pouco de verdade, de dor, de aprendizado, de leveza, um pouco de luz. Faltava a certeza de se saber única. Faltava alguma coisa que a fizesse acreditar. Faltava ele. E agora já não falta mais nada.

17 julho, 2006

"Fração" (ou "Como o denominador sempre acaba mal na história")

"Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
C'est payé, balayé, oublié, - je me fous du passé."

E eu ali. Precisando ouvir, precisando saber. Ter certeza de alguma coisa, ao menos, já que estava tudo indo pelo ralo e eu não podia fazer nada pra impedir. Ele respira fundo e, pra me fazer ficar, diz a coisa mais errada do mundo na hora mais errada do mundo. Então, com o gosto azedo da esmola na boca, eu mesma abro o ralo, pra apressar o fim e deixar escorrer pra longe. Pra muito, muito longe. Pra não voltar nunca mais. Mas esqueci que essas coisas sempre voltam, nem que sejam na forma de um fantasma sem noção de conveniência. E de lá, para onde eu o esconjurei, ele dá mostras de que ainda não me esqueceu e que pode voltar, sim. A qualquer momento. Nem que seja pra me fazer lembrar que eu posso mudar muito, mas ainda assim continuaria sendo a mesma. E que eu esteja preparada, ele ameaçou antes de ir.

"Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
Car ma vie, car mes joies, aujourd'hui -
Ça commence avec toi."

14 julho, 2006

Voldemorts Literários

Estava lendo o fórum de uma comunidade do Orkut que discutia sobre ler ou não ler Harry Potter. Claro que a questão dá pano pra manga e, entre xingamentos (48%), argumentos toscos (50%) e
argumentos coerentes (2%), um comentário sensato chamou a minha atenção. Transcrevo exatamente como está lá:

"Comecei a ler a série Harry Potter aos 8 anos (hoje tenho 13). Após ler o primeiro livro da série, me tornei um fã de carteirinha. Até hoje,quando cada novo volume chega às livrarias, não perco meu tempo. Sempre gostei muito de ler,e isto se acentuou bastante após me interessar pela série. Muitas pessoas alegam que Harry Potter não acrescenta em nada e não aumenta o interesse pelos livros. Eu como prova viva posso dizer que é exatamente o contrário!!!E minha dica não podia ser outra:LEIAM HARRY POTTER!!"

Pronto. Discussão encerrada! Suspendam a vinda da SuperNanny e do Içami Tiba! E não só porque o menino usou como argumento a sua própria experiência de leitor, mas porque estava ali representando todas as crianças que lotam as livrarias pra comprar os livros do Harry Potter. As mesmas crianças que fazem fila aqui em Porto Alegre pra comprar um tênis com rodinha (*Já viram? Eu não. Se tem rodas, tô fora*). Por quê? Oras! Porque ambos são divertidos pra elas! Daí aparecem os pseudo-intelectuais, esses que gostam de usar expressões como "lixo literário", aqueles que cultuam dois ou três livros superestimados por outros pseudo-intelectuais, defendendo teses psicopedagógicas (*adoro prefixos, perceberam?*) sobre um livro que, no final das contas, tem a mesma intenção de todos os outros (ENTRETER!!) e, ainda por cima, trouxe à baila uma geração de leitores com menos de 10 anos que nem se importa em ler um livro de 700 páginas sem figuras quando todo mundo sabe quais são as primeiras perguntas dos alunos quando um professor manda ler um livro pra escola:

- Quantas páginas?
- Tem figuras?
- Qual o tamanho das letras?

E a pergunta secreta, que fica só no pensamento:

- Será que eu encontro facinho um resumo na internet?

Os que dizem que Harry Potter não é "literatura de qualidade" (*rótulos, rótulos... sempre eles*) me fazem lembrar da bruxa da minha professora da terceira série que disse que o fato de eu gostar de ler gibis da turma da Mônica me faria escrever errado, falar que nem o Cebolinha e mais (*sim, ela tinha uma perspectiva negra a meu respeito*): "Argh. Vai ser uma leitora medíocre, com certeza". O tempo passou e os gibis que continuaram se multiplicando lá em casa, se transformaram em livros da Ruth Rocha, Monteiro Lobato, Machado de Assis, Dickens... E acredito numa coisa que a minha professora (*e personal bruxa, devo acrescentar*) ignorava: Não existe história que não valha a pena no mundo dos livros. Um leitor só nasce através do prazer e da curiosidade literária, tanto faz a forma como são despertados.


12 julho, 2006

Batismo

E oito meses depois de ter criado esse blog eis que PERCO um post enoooorme antes de salvar. Realmente é coisa pra se dizer um punhado de %¨$$# e ¢£¬%%. Muito chato, mesmo...

Perguntinha

1. Onde estão as suas listas telêfonicas de 2001, 2003 e 2004?
As minhas estão aqui embaixo do monitor. Ele está aaaalto e eu tô achando o máximo! Escrivaninha ergométrica, né seu vendedor? Sei.

Vaticano

A Igreja é uma entidade forte, tem muito poder ainda e conspirações ligadas a ela dão o que falar. Absurdas ou não. Mas andei lendo umas coisinhas por aí que não são nada absurdas e assustam mesmo. De fato, $ a rodo, poder e más companhias sempre dão problema. Juntos então...

Nublada, cinzenta, gris...

A cléo é uma cachorrinha branca muito feliz. Em primeiro lugar recebe muito carinho e tem um menino loiro de 1 aninho que é louco por ela. Em segundo, tem um quintal à disposição para correr e latir bobamente pro gato do vizinho durante o dia e uma cama quentinha pra descansar da correria durante a noite. Do quintal, ela não sai, então qual não foi a nossa surpresa quando ela apareceu pra dormir... CINZA! Sim, completamente CINZA! Não sei onde ela foi e/ou o que fez pra ficar com essa cor, mas amanhã vai rolar um banho daqueles.

Presentinho

No próximo semestre, volto a estudar à noite e vou precisar voltar pra casa com a linha TM3.
Aqui está a minha sugestão de presente pra quem precisa se aventurar nela. Já precisei de um desses pelo menos umas quatro vezes ao voltar da faculdade nesse ônibus. Ah, se não tiver o aparelho de choque manual, serve esse aqui mesmo. A vantagem dele é que parece um guarda-chuva fechado, enquanto o outro parece uma máquina de cortar cabelo...

08 julho, 2006

Verdinhas, perfumadas e saborosas

"O manjericão, por exemplo, gosta até de gritaria. Na França, o costume popular ensina que essa planta perfumada só cresce viçosa quando a semeadura é feita acompanhada de xingamentos e palavrões (...) O manjericão nasce e cresce com facilidade até num vaso de flores da sacada, sem necessidade de palavrões. Ele quer apenas atenção."

"O alecrim, outra estrela de uma horta, é bom contra o reumatismo e a depressão nervosa. O vinagre com alecrim restabelece o PH natural do cabelo e da pele. E os molhos ganham aroma especial com uma pitada de alecrim fresco. Seu cultivo também é fácil, até num vaso na sacada.
O alecrim é bom confidente. E tem poderes mágicos, acredite. Converse com ele sobre suas desventuras amorosas. É a erva da juventude eterna, do amor, da amizade e da alegria de viver. Os antigos diziam que um ramo de alecrim embaixo do travesseiro afastava os maus sonhos e, no passado, os jovens carregavam sempre um ramo nas mãos, para tocar com ele na pessoa amada e ter seu amor para sempre. Vale a pena ter uma horta. No mínimo, para recuperar um pouco dessas ilusões perdidas."

Anonymus Gourmet


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Adoro cozinhar usando ervas. Massas, lasanhas, até omelete e bolo de fubá. O molho béchamel que eu faço nunca seria um molho tão bom se não fosse o raminho de alecrim fresco e a sálvia, assim como um macarrão com molho de tomate nunca vai ser um bom macarrão com molho de tomate se não tiver umas folhinhas de manjericão. Pra mim é fundamental. Alguém imagina pizza sem orégano? Comida tailandesa ou indiana sem açafrão? Pois é. Eu também não. É o que dá a identidade de cada prato, o que faz a diferença. E são lindas! Já viram um pezinho de pimenta dedo-de-moça? Estão vendendo até em floriculturas de tão lindo que é... Além do mais, cozinhar com ervas é uma declaração de carinho: O cozinheiro adepto geralmente planta as próprias mudinhas, cuida todo dia, escolhe a erva que mais combina com o prato a ser feito, colhe o raminho, brinca com as infinitas nuances que um prato perfumado oferece. E sim, - como o Anonymus Gourmet disse ali em cima - temperar um prato com ervas tem uma certa dose de magia.

06 julho, 2006

Hecatombe

Balança financeira em pandarecos + mau humor potencializado + torcicolo


Mau humor reinante - Keep Distance

Duas da manhã. Noite péssima: Dor de garganta, pesadelo e falta de sono causada pelas duas únicas coisas no mundo que não me deixam dormir em paz com os anjinhos e tal: pés gelados e preocupação. Levanto, ligo o computador e tenho a confirmação total de que o msn tá muito envolvido com missão de ferrar com a minha vida. Chamo a cléo pra me aturar, mas ela não parece muito a fim de papo e olha pra mim com as patas cruzadas (!!!). Caramba, eu devo estar uma chata de galocha e capa de chuva pra minha cachorra olhar pra mim com cara de "Ai, cresce!" e
cruzar as patas (!!!!!). Sabe o que mais? Vou ler o meu livrinho bobo aqui, bem deitadinha na cama que me expulsou. E vou dormir até tarde, isso se o sobrinho não me acordar porque quer ver desenho (leia-se dormir assistindo Moranguinho na tv).

Ah, sim. São 03:46h agora.
E, muito provavelmente, não estarei um primor de gentileza amanhã...



Cinco minutos disso é o suficiente pra fazer o loirinho cair no sono.
Pena que não passa nesse horário...

04 julho, 2006

I will read for food (e tô falando sério!)

A Morte da Sra. MCginty - Agatha Christie

A Boda do Poeta - Antonio Skarmeta

Filha da Tempestade - Bernard Cornwell

Clube da Luta - Chuck Palahnuik

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

A Metamorfose - Franz Kafka

A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada - Gabriel García Márquez

Viver para Contá-la - Gabriel García Márquez

Eva Luna - Isabel Allende

Cinco Quartos da Laranja - Joanne Harris

Praia Roubada - Joanne Harris

Em Nome do Vento - Marcio Sgreccia

O Caderno de Noah - Nicholas Sparks

O Homem que Confundiu Sua Mulher com Um Chapéu - Oliver Sacks (esse já vale só pelo título!)

Tudo o Que Resta - Patricia D. Cornwell


Vou ler um por um e depois eu conto aqui quais os que valem a pena de verdade, na minha modestíssima opinião. Ah! O primeiro vai ser "Cinco Quartos da Laranja", da Joanne Harris. Pra quem não sabe, ela é a autora do livro em que foi baseado aquele filme com a Juliete Binoche e o Johnny edward-mãos-de-tesoura Depp, "Chocolate".

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Sabe quando você pára, olha para o infinito e pensa: "Poxa, ISSO é um Orgasmo Literário" ? Pois é. Foi q u a s e isso. Mas não foi dessa vez, não. Orgasmo litérario de verdade só quando a Vai e Volta falir e vender todo o acervo a R$1,00, né Pi?

Mais informações somente para os inciados!! :P

See you!