08 maio, 2006

Aspirina Sentimental

- Vai lá. Não vai nem sentir o gosto. Não vai resolver, mas também não vai matar.

- ...

- Respira fundo. Tá ruim? Só porque você quer. Dor tem remédio, sim... Caneca de chá, colo de mãe, panela de brigadeiro? Besteira. A felicidade tá aqui dentro ó.

- ...

- Música? Fatalmente alguma vai te fazer lembrar, vai te fazer chorar e você vai fechar a janela pro sol mais uma vez.

- ...

- Levanta daí, experimenta, só uma vez...

- ...

- Se eu prometo que vai ser a última? Quem sabe. Os tombos estão aí, querida. Mas se nem Merthiolate arde mais, você vai sentir dor pra quê?

- ...

- Fala mais alto, não tô te ouvindo.

- Eu disse que mesmo daqui, do porão do fundo do poço, dá pra ver o céu azulzinho lá em cima...

- ...

- Guarda isso. Eu sei que vai passar.


Matéria na TPM #53: Deixa doer.

03 maio, 2006

Dinâmica nossa de cada dia...

Recebo um e-mail de uma empresa onde já fiz DUAS entrevistas e DUAS dinâmicas de grupo. Seriam três dinâmicas se eu não tivesse dito “não, obrigada” para a quinta ligação que recebi do RH de lá. Daí fico pensando: Já escrevi uma carta simulada para um cliente simulado, já fiz pontinhos em uma folha de papel com um lápis ruim, precisei escolher entre 248 adjetivos, mais adequados a carros do que pessoas, o que melhor ME descrevia, já tive que decidir o que fazer com uma grávida sem plano de saúde. Só não passei pelo incrível teste dos grãos de arroz dentro da garrafa (cortesia da pi). Então, meses depois da última dinâmica, recebo esse e-mail:

Daniela,

Envie seu currículo atualizado. Urgente.

Att.

Se for outra dinâmica, vou começar a acreditar que tenho uma personalidade incrivelmente complexa, constituindo farto material para estudos psicológicos aprofundados. Se não for isso, ao menos vou solicitar que o meu cartão-ponto seja colocado estrategicamente ao lado da sala onde são feitas as dinâmicas... Ah, sim: E que me digam de uma vez por todas o que significa o tal teste da garrafa com grãos de arroz.

29 abril, 2006


"Meu Deus, o que é que esse menino tem?
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? É uma estrela em desatino...
E nos desentendemos muito bem!"

Mario Quintana

27 abril, 2006

Entre arlequins em Veneza...
By Pi*
Medo de mostrar quem se é... Isso é bem estranho, sabe... Medo de ser uma pessoa interessante, por acaso? Creio que é o receio de se descobrir como alguém significativo, mesmo não tendo escrito um livro, plantado uma árvore ou faturado um milhão na mega-sena.

Tem muita gente que se esconde num carnaval de Veneza, ou até mesmo dentro daqueles bailinhos de máscaras bem chinfrins onde os que não sabem sambar acompanham a música com os indicadores pra cima, sabe? (bom, mas isso não vem ao caso). E como são indecisos... Não conseguem encontrar uma fantasia que lhes caia bem.

Depois de colocar e tirar tantas e tantas caras, tantas e tantas máscaras, não duvido que o sujeito acabe se embananando de vez e esquecendo quem realmente é (se é que um dia soube... ou fez questão de saber).

A priori, todas as pessoas são dignas de se conhecer. Mesmo que tenham como único objetivo de vida comer as mulheres mais gostosas do mundo, mesmo que cutuquem o nariz com o dedo mindinho, ou ainda, que sejam perseguidas por um incomum medo de andar de escada rolante.

Hmmm. Acho que essa idéia tem, também, algo a ver com a minha mania recalcitrante de pensar que por mais idiota que as pessoas possam parecer, elas sempre têm algo de bom no fundo... Às vezes beem no fundo...Ok, ok... Um fórceps é necessário em algumas ocasiões.

*Pi. Amiga, colaboradora, jornalista (com registro, rá!) e ímã de esquisóides.

E...e...Tinha uma nuvem...

26 abril, 2006

Assumindo a minha total ignorância botânica...

Alguém lembra da minha vontade de ter uma figueira no quintal? Poxa! Eu fazia desenhinhos e tal... (Lembra, Mari?) Pois é, lendo o blog dela descobri que estava tudo errado: Eu quero é uma oliveira no meu quintal!

E agora, como eu faço pra plantar uma oliveira? Ou uma "azeitoneira" como disse o meu colega de monitoria aqui... Enquanto não descubro, vou continuar cuidando do meu manjericão gerado espontaneamente, da cerejeira que ainda se revolta por não estar no Japão e evitando que a árvore da calçada seja totalmente escalpelada pelos caras da RGE.


Lindona, né?

24 abril, 2006

Labradores são lindos

E tranqüilos.
E fofos.
E inteligentes.
E adoram brincar.
E aturam a Dani por horas a fio sem reclamar.

Quero um pra mim...


23 abril, 2006

Descobri

... que eu não conseguiria deixar meu coração em outro continente.



Rio Arno - Florença, Itália.

22 abril, 2006

It rings a bell?

Encontro minha mãe assistindo aquela monstruosidade psicodélica que é a abertura do 007. Impressionante como não gosto daquilo desde quando
o Aquaplay e o Lego disputavam a minha atenção e o meu senso estético afirmava que a nave da Xuxa combinaria super bem com os sofás da sala lá de casa.

It rings a(nother) bell?

Em compensação, descobri que adooooro Aretha Franklin (o refrão de "Rescue Me" não sai da minha cabeça por nada) e que a Carla Bruni faz um
as musiquinhas pra lá de boas: "La Dernière Minute", por exemplo. A música tem a duração exata e cro-no-me-tra-da de um minuto, é cantada num francês bem rápido e é cheia de simbolismos. Representa a importância dessa fração tão pequena do tempo de uma forma linda, simples e delicada.



"Juste encore minute, juste encore minute,
Pour un dernier frisson, ou pour un dernier geste,
Juste encore minute, juste encore minute,
Pour ranger les souvenirs avant le grand hiver,
Juste encore une minute... "

21 abril, 2006

Ná...

Tá lá ainda.

Ah, tá...

Só eu vi?


Na tampinha

E o Orkut cortou o barato da galera...


20 abril, 2006

Pra não esquecer

Se alguém diz:

- É tipo bala de gengibre. Experimenta.

Não dê ouvidos à sua hipoglicemia que fica martelando "Bala! Bala! Bala!" na sua cabeça. As duas palavras verdadeiramente importantes na frase acima são: "tipo" e "gengibre". A palavra "bala" é supérflua. Eu teria evitado um acesso de tosse e um possível paladar arruinado no almoço se tivesse lembrado disso.

Ser gastronomicamente destemida ainda vai me criar sérios problemas. Ah, se vai...


Alguém que eu adoro vai se perguntar:

"Pô! Mas porrrrque ela entrou na página se tem a-barrinha-do-Google ali no canto do Firefox?"

Respondo:
Hábito e anos de doutrinação windowsiana, dos quais você está me livrando... :)


zzzzzzzz...

Quase uma hora da manhã, acesso o Google e vejo isso:


Pensamento: "É, Dani... Hora de dormir."

17 abril, 2006

Brrrrrr

Frio (de fazer "brrrrr") às 17h, saindo da faculdade. Daí você se pergunta como é possível que, há menos de dez dias, você estivesse assistindo desenhos de short e tomando sorvete com seu sobrinho. Parece coisa de outro país, de outro hemisfério, mas não se engane: É coisa do Rio Grande, mesmo... Então chega o frio que dá fama a esse estado e você procura uma blusa mais quentinha, um suéter, em resumo, roupa de frio. Com isso, você relembra três coisas importantes:

1. Lã pinica

2. Roupas de frio guardadas por meses no armário, ficam com cheiro de... roupas de frio guardadas por meses no armário. E dá-lhe confort.

3. Escrever sobre o tempo no seu blog não é um bom sinal...


13 abril, 2006

Quando a ansiedade da busca não mede as conseqüências da entrega

* Ele te conhece há dois meses e vocês vão se casar.

* Ele comenta que deseja abrir uma conta-corrente em seu nome, que quer depositar todo mês algum dinheiro pra você e pra sua filha de 15 anos. Você entrega seus documentos todos e ele volta dizendo que abriu a conta e que o cartão do banco chegará pelo correio em breve. Sua assinatura foi necessária pra abertura da conta? Nããão... ele conhece todo mundo, todo mundo o conhece, isso não é preciso...

* No mesmo dia ele comunica que colocou todos os bens dele no seu nome. Ele continuará administrando, mas a dona de tudo é você. Aproveitando que estava com seus documentos, ele foi até o cartório para providenciar o casamento.

* Ele diz que já que vocês vão casar em breve, precisam de uma casa nova. Na semana seguinte, ele dá a notícia de que a casa já está sendo construída: Dois andares, cinco quartos, três banheiros, academia completa com todos os aparelhos, onde você gastará seu tempo livre - já que ele não quer que você trabalhe pra não estragar suas unhas - piscina, churrasqueira e uma garagem enorme pra comportar os dois carros e a moto novinha que ele tem. Vinte pedreiros estão trabalhando dia e noite pra entregar a casa logo. Mas é surpresa, você só poderá vê-la assim que estiver pronta e totalmente mobiliada.

* Ele diz ser fotógrafo, desenhista, projetista de aviões, militar da aeronáutica aposentado, psicólogo e trabalha em uma câmara de vereadores.

* Você nunca foi na casa dele, mas ele sempre vai visitá-la. De bicicleta, porque ele sofreu um acidente de moto há seis meses e não pode dirigir os dois carros importados que tem na garagem. Você vai vê-los quando forem morar na casa nova...

* Mas, com razão, você está ansiosa e passa a insistir cada vez mais para conhecer o lugar onde vão viver. Ele acaba concordando e diz que no próximo sábado, irá levá-la pra conhecer a casa.

* Na sexta-feira, ele passa o dia inteiro sem atender suas ligações. À noite ele liga e, com uma voz bem baixinha, conta que sofreu um acidente e está todo quebrado no hospital.

- Que horror! Mas que hospital?
Ele não sabe.
- Mas o que você quebrou?
O braço. Não, a clavícula. Não, a coluna.
- Eu vou te ver!
Claro... ele vai mandar alguém leva-la até lá pela manhã.

* O dia seguinte passa e ele continua sem atender suas ligações. À noite, ele volta a ligar e diz que foi transferido para o hospital da aeronáutica, já que é militar aposentado. Não vale a pena você ir visitá-lo, porque o horário de visita é só de meia hora...

E você continua esperando...

Essa é uma história totalmente real. Bom, pelo menos o meu texto é.
O resto fica a seu critério. Eu apenas apresentei os fatos.

09 abril, 2006


Preciso voltar. Voltar para a alegria despretensiosa de um almoço de terça-feira e para o suspiro rosa de cada fim de tarde. Preciso passar os vinte minutinhos que me restam antes do ônibus sair, dentro do sebo poeirento que fica ao lado do museu das botas gigantes. Aquele lugar abarrotado de cima a baixo por livros improváveis, onde você não consegue dar dois passos sem esbarrar naquele que comprou Dom Quixote sem capa e naquela que tenta esconder os romances de banca de jornal atrás dos volumes I e II do Tratado Sobre Pteridófitas do Devoniano. Preciso voltar para as florzinhas amarelas esmagadas no chão da praça - As mesmas flores que me lembram de um enterro que nunca existiu na cidade que só existiu na mente do meu escritor preferido. Preciso voltar a encontrar o Poeta imortalizado dentro da estátua de bronze e na essência de cada verso de amor e saudade escrito por lá. Preciso voltar a caminhar nas ruas da Cidade Baixa que é o único lugar do mundo em que você ouve uma cantada bem educada de um travesti mal montado e ganha uma goiaba com gosto de faz-tempo do senhor que vende frutas e flores na esquina. É pra lá que quero voltar. Para ela. Para os navios sem dono e para a cúpula de cobre. Para os perfumes caros e para o cheiro de pipoca de cinqüenta centavos. Para relembrar e para esquecer. Para construir. Tentar de novo. Para fazer parte do encanto frágil da cidade que me conquistou para sempre.

Preciso voltar para Porto Alegre.


07 abril, 2006

Para eles...

"Uma mulher não suporta a idéia de ser igual a todas; ninguém suportaria. As mulheres não são unânimes; são discordantes entre si. Quantos idiomas morreram pela crença de que as mulheres são uma única mulher?"

Ele é um moço que sabe das coisas.

06 abril, 2006

Nunca tive um gato...

02 abril, 2006

Woodstock,

Meus escritores preferidos já não são mais os mesmos e as músicas que não saem da minha cabeça são outras. Conheci pessoas legais nos lugares mais inusitados e descobri que elas estão prontas pra fazer uma ligação por você, te oferecer um sorriso, um copo de água e embarcar nas suas neuroses com a maior naturalidade.

Estive nos lugares mais improváveis pra mim: Todo mundo me reconhecia pelo sotaque e mais cedo ou mais tarde acabavam perguntando se estava frio nessa terra que quase encosta os pés na Antártida, mas tem uma quedinha pelo clima de deserto tunisiano. Conheci seis cidades em 15 horas, estive no céu e no inferno no mesmo dia ("Céu" é literal, "inferno" não) e consegui me sair bem nos dois, porque tudo o que você perde indo parar em um lugar desconhecido, ganha em determinação pra enfrentar a ínfima porcentagem do mundo que espera que você se dê mal e coragem pra trazer pra perto do coração aqueles que realmente importam: Quem tem o poder de te fazer sentir inteiro.

Sei que ainda vale a pena, Woodstock. Ainda que você não seja mais tão amarelinho quanto antes e quase não consiga voar direito. Tem alguém aqui que não esqueceu aquele sorriso de quem vai crescer e se tornar adulto um dia. "Mas não hoje. Pra que a pressa, né?" Sim, eu sei que muita coisa mudou, mas aquela livraria nunca deixou de ser meu sonho de consumo, o livro de chocolate ainda me dá fome e, como sempre, a primeira frase dos meus textos só tem a função de me fazer começar a escrever e é sumariamente apagada quando chego na última linha. Sim, muita coisa mudou, mas o mais importante é que os meus olhos não mudaram pra pior só porque viram mais coisas.

A vida não gosta de te ver sossegada, você disse. E eu digo que se você quiser ser o meu “hopeless case”, eu topo a parada. E por um motivo muito simples: Você nunca deixou de ser meu amigo, Woodstock.

01 abril, 2006

Pra constar...

O post abaixo foi o centésimo desse blog, mas façamos de conta que ele não está ali e consideremos ESSE o 100° post.

Esquece, eu sei que você vai olhar ali embaixo, mesmo...

:P pra você.

Ninguém mais segue instruções nesse mundo-caos.



Apagado.


E não, adepto da teoria da conspiração, não tem nada a ver com a data.
Isso era só um post-idiota que não teve a mesma sorte dos outros-posts-idiotas e acabou indo pro lixo.
Insônia é horrível.
Eu-sei.



31 março, 2006

O “nunca desista” é um mito.

Coragem grande também é poder dizer chega.



Screamed at the make-believe, screamed at the sky
and you finally found all your courage to let it all go.

28 março, 2006

Sobre termos estranhos, gaitas, placas e placas sobre gaitas

- Existe o termo "cocacólatra" ?

- Alguém* leu o post sobre a minha mania de somar placas de carros e me mandou
isso. Acho que ele também me chamou de freak, por tabela. Mas não tenho certeza.

- Será que eu sou a única cidadã da região metropolitana que nunca imaginou teorias conspiratórias a respeito das placas "Gaita, conserta-se" que estão espalhadas por todas as ruas de Porto Alegre? Uns dizem que é um anúncio de clínica de aborto, alguns afirmam que é uma clínica de mudança de sexo e outros tantos dizem que por R$20,00 e um vale-transporte da Trensurb você faz tudo isso em menos de meia hora.

Ok, ok. Quem inventou essa última parte fui eu...



Propaganda é a alma do negócio.
Seja ele qual for...

26 março, 2006

Eu sei, eu sei...

A Gol não gosta de mim.

25 março, 2006

Estranho?

estranho:
adj., desconhecido;
que não é usual;
curioso;
singular;
extraordinário;
fora do comum;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
livre;
isento;
s. m., estrangeiro;
que é de fora.

Ok, então é...

24 março, 2006

Descobri uma coisa
Nada pode dar errado se eu estou com ele.

Com você.
Ou com vc.
Te adoro.

23 março, 2006

Tarefa de Casa

As manias dessa mocinha...

1. Eu somo as placas dos carros
Se a viagem dura mais de 15 minutos e estou com a testa colada no vidro da janela com um olhar perdido, pode ter certeza: Estou somando as placas dos carros. Ex.: IGF 8096 = 8+0+9+6=23 (Essa mania está com os dias contados. Tenho uma viagem muito especial programada para Gramado e a última coisa que pretendo fazer é somar placas de carros).

2. Inviolabilidade do Arroz
Pra mim, o lugarzinho do arroz no prato do almoço ou do jantar é território privado e inviolável. Nada de profaná-lo com feijão por cima, ovo ou qualquer outra coisa. No lugar do arroz, só o arroz. E ponto final.

3. Não durmo com nenhuma parte do corpo pra fora da cama
Resquícios da época em que eu tinha 3 anos e um jacaré morava embaixo da minha cama. Não dá pra facilitar...

4. Lavo a louça metodicamente
Pra mim, lavar louça e secar são indissociáveis. Se eu lavo louça, eu mesma seco. E não pára por aí: Coloco os copos à direita, os pratos à esquerda e os talheres dentro da pia. As panelas, travessas e afins esperam sua vez sobre o fogão. Sempre.

5. Bom dia, Boa tarde e Boa noite não obedecem o horário de Brasília, e sim a estranha combinação entre o horário solar & o meu relógio biológico
Sendo assim, se o relógio marcar 20h no horário de verão e lá fora estiver o maior sol, nunca espere um "Boa noite" de mim. A noite só começa depois que o sol se põe. Assim como a tarde só começa depois do almoço e o dia seguinte só depois de uma bela noite de sono. Quer me ver desconcertada? Basta dizer "Bom dia, Dani" passados alguns minutos da meia-noite.

6. Se recebo uma boa notícia, qual a primeira ação?
Faxina. Sim, se acontece alguma coisa que me deixa realmente feliz, pego a vassoura, o aspirador de pó, o esfregão e me lanço a limpar alguma parte da casa. Não importando se a última faxina foi há dois dias. Difícil foi me convencer a não lavar a garagem às 22h, logo depois de voltar do hospital e ver o rostinho lindo do meu primeiro sobrinho.

7. Procurar inconscientemente um "ctrl+f" nos livros
Quantas vezes fiquei um bom tempo procurando uma frase, uma idéia interessantes num livro de mais de 500 páginas...

8. Não gosto de terminar listas com números ímpares...

Mas que seria uma boa idéia, seria...

20 março, 2006

O que é personalidade?

Procurando uma música desse "hipty hopty" pra minha irmã, acabei entrando na chat room do Black. Todas aquelas pessoas que conhecem Hip Hop, Black... Alguém saberia me dizer qual o nome da música nova do Snoop Dog. Nisso a janelinha pisca e aparece um simpático "oi". De quem? Um cara chamado "K!lled by Death". Respondo o oi e emendo:

Dani: Vc conhece a música nova do Snoop Dog? Tô procurando aqui e não acho...
K!lled by Death: ???????????????????
Dani: Não conhece?
K!lled by Death: nusssssss.... mas pq vc ta na sala do black?
Dani: Ahn... porque Snoop Dog canta black?
K!lled by Death: putzzzzzzzzzzz
Dani: Que foi?
K!lled by Death: A SALA É DE BLACK METAL!!!!!!
Dani: opa...
K!lled by Death: huahhuahuauahua

Sim, ele riu da minha trapalhada. E eu? Bom... é bem coisa da Dani, então já nem acho estranho... Ainda se contorcendo de rir, o "K!lled by Death" (sim, escrever isso é muito estranho...) me mostra uma maneira de encontrar a tal música que eu procurava e diz que, pra me redimir com o Deus Metal, preciso ouvir "For All Tid", do Dimmu Borgir (que pertence a um dos 21548463 tipos de metal que ele me explicou através desse site - quase certamente seu gênero musical favorito será achincalhado, mas leve na esportiva, ok?). Ouvi a música e disse que realmente era bem melódica, com uns aspectos que lembram música clássica (E é verdade!). Claro que omiti o fato de ter achado a voz do vocal igualzinha à voz do Esqueleto, do He-Man. E a letra? É... digamos que há um uso exagerado das palavras "sangue", "feridas", "enxofre"...

Mas uma coisa interessante, emblemática e até meio triste nisso tudo:

Dani: E por que metal?
K!lled by Death: eu era um pre adolescente infeliz e nerd
K!lled by Death: precisava de algo q me fizesse ser destacado
K!lled by Death: algo excentrico e incomum fora dos esteriotipos

K!lled by Death: eu era um nada
K!lled by Death: mas dpois q passei a ouvir metal eu criei uma identidade sabe?

18 março, 2006

Mandando a dama que existe em mim pro espaço
Esse blogspot é uma ¨&*%#!¢!

E...
Nas palavras do antigo chefe, sim: "Pode ser um problema na interface cadeira-teclado."

Pro dia nascer (ainda mais) feliz...

O sorriso monodente mais lindo desse mundo

17 março, 2006

Missivista revoltada
Absurdo o preço do sedex. Com mais dez reais quem ia pra lá era eu. De ônibus, não dentro do envelope.

Pra tudo, mesmo...
Professor interrompe a aula pra falar sobre Lost e deixa a turma inteira boquiaberta ao revelar que entrou no
Google Earth pra calcular a provável localização da tal ilha. Só faltou dizer que já estava providenciando o resgate do Sawyer.

Sim, você leu certo. Eu disse Sawyer.

15 março, 2006

Desventuras de uma vegetariana nascida na terra do churrasco

Almoço de domingo na casa da vó

- Deixa que a vó te serve. Ó, peguei esse pedaço de picanha pra ti...
- (coração apertado) Hmm... Primeiro vou comer essa saladinha, vó...
- Só T-O-M-A-T-E????
- (baixinho...) É...
- Mas essas gurias sempre de dieta... Por isso tá pálida desse jeito, tão bonita de corpo, agora quer ficar esquelética, vai pegar aquela desnutrição... aquela "aneuroxia"...
Vô, baixinho:
- Anorexia...
- Ah, mas tu sabe como chama, é? Então explica pra essa tua neta que eu não quero ter que catar ela com uma rede quando ela sair por aí voando, batendo ossinho...
- Vó, eu sou vegetariana...
- ...!?
Vô rindo baixinho.
- É... eu não como carne...
- Mas nem frango?
- Nem frango...
- E peixe???
- Nem peixe...
- Por quê?!

Com a amiga no supermercado comprando coisas para o lanche

- Ok, já temos pão de centeio, queijo e chá gelado. Tá bom, né?
- É... Dani! Vamos comprar uma latinha de atum! Sanduíche de atum, nhami!
- Eu sou vegetariana, lembra Lau?
- Mas é atum...
- Lau... o atum era um peixe antes de ir parar dentro da latinha...

Chefe engraçadinho

- Dani?
- Oi...
- Não come carne, né?
- Não.
- E ovo?
- Sim.
- Mas ovo seria um ser vivo...
- Mas não é, chefe. E mesmo que fosse ele não sofreria com a morte porque ainda não tem sistema nervoso central formado...
- Hmpf... é um ser vivo também...
- Chefe, pra ficar mais fácil: Eu não me alimento de nada que já teve olhos um dia.

Eu passo...

Ei, moço dos fantoches...


lálálá... sei de nada...

14 março, 2006

A distinção dos fatos é mais claramente perceptível em contato direto com suas antíteses...

"Hello, stranger"

12 março, 2006

Sunday

Depois de passar a manhã inteira calculando coisas esquisitas, almoçar um espeto corrido de alface (tum- tum-pssh, moço dos fantoches), voltar a calcular coisas esquisitas à tarde e quase dar de bandeja uns 2500 reais para um desconhecido qualquer, cheguei em casa e dei de cara com o dvd do "Closer".

11 março, 2006

A volatilidade das paixões

No ano passado, nesse mesmo mês, li "Cem Anos de Solidão", do García Márquez. Paixão absoluta. Um ano se passou e conheci Kundera...

Leia. Aprenda a refletir sua alma no espelho.

Não sou ciumenta.


10 março, 2006

Um prédio de muitos e muitos andares.

Vertigem...

04 março, 2006

Nunca tão livre...
Nunca tão facilmente identificável...
Nunca tão feliz por ser assim...
Nunca tão longe do que era de se esperar...

Calma. Subjetividade é só uma forma de percorrer o caminho levando o dobro do tempo.

24 fevereiro, 2006

Pra quem reclama...

Eu sei o que tá faltando aqui, eu sei... E não gosto de pressão.

21 fevereiro, 2006

É...

- "Curioso" virou opção sexual no Orkut.
- Você aprende com um chileno de 19 anos o que significa a palavra "kinesiólogo".
- Muitas pessoas realmente querem saber a sorte que o sapinho azul lhes reserva e outras tantas acreditam em testes psicológicos feitos por fadinhas. Ou vice-versa.
- Você entra no quarto e encontra sua vó fazendo o cadastro no site da Previdência com a maior naturalidade.
- Você é 80% confiável, 80% legal e 80% sexy. E precisa se conformar.
- Você passa a encontrar coisas como essa com uma freqüência assustadora.
- 1/3 do contato que você tem com seus amigos vai pelos ares se você esquecer uma combinação de caracteres.
- A cada três matérias de interesse geral no jornal, duas citam o Orkut como principal fonte de informação.
- "Vou te deletar do meu msn" é uma ameaça grave.

15 fevereiro, 2006

“Família ê, família á, famííília”

A campainha

Nossa casa tem uma campainha e o fato é que ela é tremendamente inútil, já que pra chegar na parede onde ela está instalada é preciso passar por um portão eletrônico e uma poodle adestrada desde filhotinho para saltitar e receber qualquer visitante com honras de chefe de estado. Essa campainha, (além de desnecessária) quando acionada, faz o barulho dessa obra ao lado da sua casa parecer a Nona Sinfonia. Mas ninguém se atreve a desinstalar ou trocá-la por um “blim-blom” mais inofensivo aos tímpanos: É muito engraçado ver o povo pulando de susto sempre que o meu vô vai até lá, disfarçadamente, e “BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ”.

Frederico, o Peixe (carinhosamente conhecido como Fred, the Bad, Bad Fish)

Na tarde em que meu sobrinho nasceu, Frederico, o Peixe, morreu. Não ficamos desolados porque passamos a torcer o nariz pra ele desde que soubemos que o tal do peixe não permitia que outro par de barbatanas dividisse o aquário com ele a menos que o novo coleguinha virasse almoço. Quando percebeu que o Frederico estava assim... com cara de peixe morto, minha vó resolveu deixá-lo quietinho no aquário até o dia seguinte, para que a minha irmã (e dona do peixe) assinasse o atestado de óbito sem nos acusar de aproveitar que ela estava fora para dar cabo daquele peixe chato e anti-social.

A Enchente

19 horas. Dilúvio repentino depois de um dia lindo de sol. A quantidade de água que caiu em tão pouco tempo surpreendeu a todos e alagou as ruas. E nada da mãe aparecer. Foi o suficiente para a minha irmã começar a imaginar todos os infortúnios possíveis.

- Calma, Amanda. Olha lá na outra esquina. Ela tá chegando...


- Vou levar um guarda-chuva pra mãe... Pela minha mãe eu vou até o fim do mundo!

- Ah, é? Então tá. Eu e o meu pé quebrado vamos ficar aqui assistindo pela janela a tua incrível jornada...

Pegou um guarda-chuva, caminhou uns 10 metros pela rua e parou: Mais do que aquilo só enfiando os pés na água até os tornozelos. Olhou pra trás. Da janela, não resisti e gritei:

- Bah! Mas o fim do mundo é perto, hein?

De longe e no escuro não deu pra perceber claramente o sinal que ela fez. Acredito que tenha me mostrado o dedo médio, mas não tenho certeza...

Mestre de obras aposentado & Arquiteta amadora

Meu vô trabalhou durante vários anos liderando a construção de pontes para o DAER e hoje, aposentado, curte fazer “reformas” na casa como hobby. Difícil o dia em que não há uma porta nova, uma janela diferente ou um revestimento de outra cor sendo colocados. De acordo com a minha vó, precisamos ser gratas por ele ainda não ter conseguido projetar uma ponte pra passar por cima do gramado... O problema é que ele tem duas aliadas nisso tudo: Eu e minha inclinação pseudo-arquitetônica. Olho para uma parede e digo: “Acho que se a gente derrubasse essa parede, a cozinha ficaria mais ensolarada...”. Meu avô vibra: “Hmm... Acho que a tua vó vai gostar”. E no dia seguinte, comandando os mesmos operários da época das pontes, ele coloca a parede no chão, faz uma bancada bonitinha e ilumina a cozinha inteira para a minha vó, que prepara o almoço parecendo desaprovar a ex-parede, mas não consegue esconder um sorrisinho de moça que acabou de ganhar um presente do namorado...

Vó, bisneto, vô e a parede que não existe mais...

06 fevereiro, 2006

Sorte de hoje no Orkut: Faça apenas o que seu coração mandar.

Será que, enfim, estou recebendo respaldo?


Hmm... Não...

Sim!

04 fevereiro, 2006

Fazendo as contas...

Créditos do pé engessado:

Desconto na compra de um monitor novo.

Desconto na compra das uvas quase-vinho de Caxias do Sul.

Descobri que a louça suja desaparece da pia, sim.

Mimimi contínuo e incessante.

Meus recém-descobertos poderes telecinéticos.


Débitos do pé quebrado:

O pé engessado sua. Ainda.


Saldo: Negativo.


Felícia: Tô de mudança.
Dani: Girafas não falam! Nem as minhas.

31 janeiro, 2006

Os outros que vivem por aqui

Além de nós, muitos livros moram aqui em casa. E no meio de edições com origem e procedência conhecidas, dividindo espaço com novidades como “Memórias de Minhas Putas Tristes” e a mais recente aventura do Harry Potter, estão os livros que ninguém sabe dizer exatamente de onde vieram e há quanto tempo estão por aqui. Foi entre esses exemplares que descobri uma antiga edição de “Madame Bovary”, por exemplo - iniciando uma admiração eterna e irremediável por Flaubert. Por causa do mau estado e dessa facilidade de acumular poeira que todos os livros do mundo têm, já comprei algumas brigas com as outras pessoas que vivem nessa casa amarela. Reconheço que posso estar contribuindo para a excelente nutrição de inúmeras gerações de traças gordas e felizes, mas na minha casa ninguém coloca livros no lixo, pois encontrar frases como: “Aqui termina o Livro Que Jamais Foi Escrito...”, vale o trabalho de cada partícula de poeira espanada. Antes viver em uma casa onde os livros, antigos ou não, estão por toda a parte, do que viver em um lugar completamente vazio de autores, histórias e personagens, onde a poeira acumula no cérebro, por falta de um lugar melhor.



Será que ele conheceu o meu sótão?

26 janeiro, 2006

A emocionante e irresistível vida (alheia)

Já ouvi histórias escabrosas, mentirosas e ridículas a respeito desses tipos que não dão conta do próprio nariz, mas saem por aí na nobre tarefa de enfiá-lo na vida dos outros. Dessa vez a vítima foi uma amiga minha, mas a história é longa e nem vale a pena entrar em detalhes. Capaz do fofoqueiro em questão vir pra cima de mim com um processo por violação de direitos autorais...

Agora, se você for uma dessas pessoas que fazem fofoca a respeito de todo mundo simplesmente porque a sua vida é chata e as coisas emocionantes parecem só acontecer para a loirinha da recepção, pare de ler o meu blog agora e vá viver. Enquanto você utiliza a sua capacidade criativa inventando histórias idiotas pra contar e, quem sabe assim, despertar um pouco da atenção que jamais conseguiria por mérito próprio, o mundo lá fora continua girando. E você tá ficando pra trás, claro: A mediocridade nunca sai do lugar.

23 janeiro, 2006


De volta

Ele voltou e me encontrou em casa lendo o jornal. Com um sorriso enorme iluminando os olhinhos azuis de tempestade, ele estendeu os bracinhos pra mim e tudo ficou tão lindo naquele fim de tarde cinza, que até esqueci o gesso, a chuva, o “nem sempre é so easy” e agora estou aqui, saboreando essa felicidade meio besta de quem é feliz apenas porque sabe que é. E só quem sente sabe o quanto é bom.

Poxa... Demorei tanto assim, é?

22 janeiro, 2006

Let Me Go

Ela ouviu todas as frases de consolo pseudofilosófico, leu trechos odiosos de livros de auto-ajuda, perdeu a fé em si mesma e a recuperou muitas vezes, seja depois de uma faxina compulsiva ou da 15º execução de “perhaps, perhaps, perhaps”, no repeat. Ela fugiu da certeza de que “foi melhor assim” e mergulhou de cabeça na crença absoluta de que o tempo cura tudo. Ela abriu a janela do quarto e puxou com força as cortinas que de tão brancas e finas, parecem nem existir, para deixar a lua e o perfume espantoso do manjericão assombrar o quarto, enquanto repetia baixinho que aquilo tinha que passar.
Nessas noites, muitas vezes ela perdeu o sono e de tanto virar na cama, passou a amaldiçoar o tempo, o “move on”, todas as palavras, todas as letras e a ausência. Amaldiçoou todas as pessoas que insistiam em acompanhar a sua vida como se fosse uma novela, amaldiçoou a si mesma pelas tentativas de transformar a dor em best seller de banca de revista e amaldiçoou o maldito contra-senso que espiava de dentro de um livro esquecido do Gabbo.

Um dia, por causa de um sol lindo e de uma frase ao acaso, ela descobriu que um sorriso, uma blusa leve e os bichinhos da Pet Shop combinavam bem mais com o seu tom de pele e resolveu que a tristeza não merecia mais nenhuma consideração de sua parte. E foi assim que o tempo cumpriu a parte dele no acordo.

E tudo fez sentido.


Lálálá...

18 janeiro, 2006

Top 5 - Presentes

Um tubarão
No meu aniversário de três anos, eu pedi um tubarão de presente. Filhotinho, claro, pra brincar comigo na hora do banho. Não ganhei o tubarão e nem uma justificativa plausível pra compensar a frustração. Prato cheio para um psicólogo, eu sei...

Boneco do Fofão
Bem, o boneco em questão, não serviu pra muita coisa, exceto dar sustos terríveis na minha irmã. Por causa disso, o Fofão e o seu rostinho... ahn... meigo foram banidos do nosso quarto e ganharam moradia perpétua dentro do guarda-roupa da minha mãe. Fechado à chave, pra garantir.

Disco do Bozo
Pedi essa obra prima da fonografia por um motivo bem claro: Na minha rua, nenhuma criança ia com a cara do Bozo, sendo assim, ninguém compraria o disco dele e ele ficaria triste e... Palhaços tristes são equivalentes aos Gremlins na escala de coisas assustadoras para menininhas de quatro anos...

Um azulejo quebrado
Amigo-secreto no jardim de infância (vem daqui o meu trauma com essa brincadeira). Os presentes deveriam ser confeccionados por nós mesmos, usando sucata. Presenteei uma coleguinha com um porta-trecos lindão, cheio de lantejoulas e ganhei, de uma outra coleguinha, um azulejo quebrado escrito “Dani, você é muito legal”. Eu guardei, claro. Afinal, ela tinha escrito no azulejo que eu era muito legal!

Maquininha de fazer sorvete, maquininha de fazer chocolate, maquininha de fazer tricô, etc...
Enganação da braba. Nada funcionava tão bem como na propaganda. Na verdade, nada funcionava de nenhum jeito.

09 janeiro, 2006

Como é ter o pé engessado no verão...

Em primeiro lugar, dói.
Você até que tenta, mas não há atividade que faça você esquecer que... Dói! Dói! Dói! &*¨%£¢&!!!!!!

Em segundo lugar, coça.
E coça. E coça. Aí vale tudo: régua, lápis, caneta, serra elétrica, maçarico...

Em terceiro lugar, sua.
Quero um gesso térmico! Quero enfiar gelo dentro dessa bota gigante que transformou o meu pezinho número 34 no pé direito do King Kong!

Em quarto lugar, o deslocamento é lento. Muito lento.
Eu virei uma tartaruga sem casco. Porque o banheiro é tão longe do meu quarto, meu deus?

Em quinto lugar, pela primeira vez em 20 anos, preciso da ajuda da minha mãe pra tomar banho.
Colocar um saco no gesso, pra não molhar. Deixar o pé em cima de um banquinho tomando cuidado para não escorregar e levar tudo para o chão enquanto tenta alcançar a esponja. Movimentar apenas o que for absolutamente necessário, arriscando levar outro tombo ao tirar o condicionador do cabelo. E ainda tenho que ouvir a minha mãe dizendo que eu não preciso usar tanto shampoo...

05 janeiro, 2006

Canse

Olhar pra você é perceber que é possível dizer “sim” e fazer a vida valer a pena. Você é o retrato vivo, colorido e lindo das perspectivas que eles abandonaram em nome de uma vida dedicada à busca de segurança, conveniência, unicórnios e outras dessas coisas que não existem.
Pra eles liberdade é poder, em pensamento, mandar o chefe se foder, de vez em quando. E aí vem você, transbordando intensidade, sorrisos e outras coisas loucas, para mostrar que a liberdade pode ter outro sentido, sim. Você é o empurrão, o gatilho, o “sou eu que tô falando agora”. Você personifica o Desconhecido que mora no escuro, dentro do armário, embaixo da cama, é a prova de que não há razão nenhuma pra ter medo do que não se pode ver. E foi assim que você acabou de vez com a paz genérica e a liberdade mentirosa em que eles viviam. Você esfregou na cara deles que a liberdade conquistada sem o desassossego é uma ilusão tosca. É o mar barrento das praias do Rio Grande do Sul, são os traficantes que governam o Rio de Janeiro. É uma macula, é tudo aquilo que destrói o que poderia ser perfeito.
Seja simples, mas não seja banal. Não eternize verdades com as quais não concorda. Canse do mesmo e de tudo aquilo que insiste em dizer que certas coisas são arriscadas demais. Seja livre, mas não tenha medo de amar mais do que odiar. Crie, aposte, pague pra ver e jure em nome de Deus, ou com a mão sobre qualquer coisa que considere sagrada, que você jamais se tornará um deles.

"Life is crazy. Always, baby..."

“Futebol sem bola/Piupiu sem Frajola/Sou eu, assim, sem você...”

Eu não fui a única a engasgar assistindo a propaganda bonitinha de Natal do supermercado!

David Coimbra, editor de esportes da Zero Hora, na crônica do dia 23/11/05:

“Pois eu ali, vendo aquele comercial de supermercado, a menininha triste de saudade dos pais, suspirando pela casa vazia, e a música pueril e melancólica dizendo que eu sem você é como Piupiu sem Frajola e bibibi, e me deu um nó na garganta. Ah, não! Não acredito que me emocionei com um maldito comercial de TV!!! Mas foi, custo a admitir.”

Pra começar o ano com o pé direito (enfiado na jaca...)

O que fazer com o IPod enquanto o meu computador não tem placa USB?

O que fazer com a BRTurbo, que insiste em ligar pra minha casa dizendo que já estão chegando pra instalar o modem da ADSL, mas nunca chegam?

O que fazer com a saudade daquele loirinho que eu amo tanto?

O que fazer com o meu pé direito, fissurado, engessado e enfiado na jaca de vez?

23 dezembro, 2005

Em fuga

Sim, eu sei que tô ficando muito boa nisso. Quem sabe eu deveria me especializar em encontrar rotas de fuga alternativas?

Vai que é isso que dá $$$ e eu tô aqui, marcando bobeira, fazendo por hobby...

Quando as marcas se vão

Pra colocar tudo em movimento, eu abri as janelas e deixei a luz entrar. Pra não lembrar e pra não sentir dor, respirei fundo e lavei bem o rosto. Dei uma boa olhada no espelho e exibi os meus olhos secos para aquela moça loira do outro lado como prova do quanto você estava enganado: As marcas não eram tão fundas assim, caso contrário não desapareceriam com um pouco de suco de laranja artificial e uns 10.000 pés de altura.


“... aos que consentem, o destino apenas guia; aos que resistem, ele acaba levando de arrasto.” Cláudio Moreno.

18 dezembro, 2005

There she goes...

Quero um pouco de conversa séria e quero um pouco de blábláblá, pra desopilar. Quero um mundo melhor pro meu sobrinho e um mundo bem pior pra quem faz esse planeta ser tão nojento às vezes. Quero revanche. Quero recontagem de votos. Quero suco de laranja sem fiapo e muito sorvete de pistache. Muito sorvete, de qualquer coisa, menos de maracujá, got it? Quero muitas, milhares de folhas em branco e quero ter tempo de riscar nelas com todas as canetinhas lindas que eu comprei. Quero ler a melhor história da minha vida. Quero tatuar na minha alma, pra nunca mais esquecer, que sim, eu sempre levanto de novo e quero ter a oportunidade de oferecer um sorriso de guria teimosa pra quem disse que eu não conseguiria dessa vez. Na verdade, não quero ter nem um minuto de sobra pra pensar no que já foi, mas quero que ela tenha muita indigestão com aquele iogurte de fibras que ela insiste em devorar e que todo mundo sabe pra que serve e quero que ele respire mediocridade sempre que perceber o quanto a vida dele é um saco. Quero parar de ser tão dramática, quando tudo o que eu preciso é de um pouco de cabeça fria. Quero escrever frases que não rimem, que não se encaixem e que não façam sentido pra ninguém, além de mim. Quero um pouco de dinheiro e um pouco menos de filhadaputice. Quero um emprego legal, um chefe legal e colegas que façam por merecer em vez de tentar puxar o teu tapete. Quero cantar “Falling in Love Again” tantas vezes e tão alto que vou ficar rouca. Quero acordar todas as 365 manhãs desse ano, independente do estado de espírito em que eu esteja. Independente do estado, cidade ou país em que eu esteja. Quero retorno garantido e lucro imediato. Quero poder correr, andar, nadar até onde eu quiser e que o meu coração e todos os seus companheiros acompanhem o ritmo e não dêem problema. Quero saúde pra quem fica e paz pra quem já foi. Quero o Herb feliz sem tentar inocular ceticismo e desconfiança em mim, porque eu sou assim, mesmo: Eu acredito, quebro a cara, mas ninguém leva nada de mim, muito menos a fé.

Vai ser um ótimo ano, ah se vai...

De: Pi
Para: Dani

Enviado: sábado, 17 de dezembro de 2005 21:52:41

Dani,

a frase da semana:

"Tudo quanto não for por nós levado até ao fim, tudo quanto não tiver uma solução completa, um dia ou outro retornará" - Herman Hesse

O pior é que esse cara está certíssimo...

Bjo,
Pi


Verdade, Pi.
Porque essas pessoas insistem em fazer tanto sentido?

17 dezembro, 2005

Verdades para um ex-amigo

De tanto olhar pra trás, a gente não aprendeu a olhar pra frente. De tanto jogar sem regras, tudo ficou maior do que nós. Você errou. E errou de um jeito tão calculado que eu juro que queria não dar bola, mas não adianta, eu não sei não me importar. Dizer que sempre é mais fácil esquecer quando não se tem nada pra lembrar é só uma mentira que se conta pra tomar fôlego antes de respirar fundo e começar tudo de novo.

Oscar Wilde sempre teve razão, no final das contas.

Presépio alternativo

Minha tia montou uma vitrine de natal na ótica onde ela trabalha. É o único presépio do mundo onde os três reis magos aparecem voltando da visita ao recém nascido. O chefe dela disse que era um pouco antipático esse negócio das realezas ficarem de lado para os clientes e de frente para Cristo. Então, ficou assim: Três estatuetinhas olhando de frente para os clientes, o menino Jesus lá, meio esquecido, no cantinho e a minha tia tendo que explicar aos clientes porque os reis magos estão indo embora sem deixar os presentes.

16 dezembro, 2005

Esclarecimento

Não, querido K., coq-au-vin não é uma posição do kama sutra. É apenas um prosaico prato típico da culinária francesa. E sim, eu continuo sendo vegetariana. Nunca disse que iria comer o frango e sim que iria aprender a prepará-lo, já que os meus talentos gastronômicos nunca serão demonstrados preparando saladas de alface...

Desabafo mal educado de uma moça bem educada

Se eu ainda não sei o que eu quero, pelo menos já sei o que eu não quero: Não quero me afastar de mim. Qualquer coisa que faça você se tornar um corpo estranho pra você mesmo, não vale a pena. Você já me irritou demais. Tudo isso já me irritou demais. Cansei de prestar contas, cansei desse teu eterno desejo de que eu esteja fazendo tipo. Eu não faço tipo, eu não sei fazer tipo e, mesmo que soubesse, eu jamais faria tipo pra você. Eu jamais faria qualquer coisa por você. Eu te avisei que eu era uma atriz medíocre e você devia ter me levado a sério, porque ser uma atriz medíocre também significa que eu não sei fingir. Graças a Deus.

Damn it!

Todos os meus planos de aprender a bordar em ponto cruz, falar romeno e fazer coq-au-vin estão suspensos até segunda ordem. Motivo: Eu tenho um chefe, de novo.

15 dezembro, 2005

To: Pi and All the people
From: Dani

Amigas desde a época da escola, a Dani e a Pi são, respectivamente, uma menina loira e uma menina morena, que em vez de seguirem uma carreira de sucesso como líderes de turma, decidiram escolher outras profissões e enfrentar desafios um pouco mais complexos do que aturar reuniões de liderança intermináveis...

Algumas coisas que você precisa saber sobre elas:


Troféu Mega Blaster Pior Joselito Ever

Prêmio especialíssimo instituído pela parte morena da dupla. É uma singela homenagem ao talento circense e ao absoluto nonsense de certos moços que temos a alegria de conhecer, já que passado o choque, as situações cada vez mais esquisitas, criadas por eles, geram conversas e emails hilários.

O californiano metido a mágico

Noite calminha num pub irlandês de Porto Alegre. A metade loira da dupla estava num momento meio upset de sua existência e estava recebendo o apoio da amiga, enquanto bebia uma mistura nojenta de chopp com groselha. Quebrei um copo e jantamos sanduíche sem carne, ou seja, nada fora do normal. Pelo menos até eu voltar do banheiro e descobrir que a mesa tinha se transformado no palco do Mr. M: Um californiano alto e vermelho estava fazendo um showzinho meio “Las Vegas” utilizando um kit de mágica comprado no centro de Porto Alegre. Obviamente, ele estava encantado com os ítens de baixo custo, qualidade duvidosa e origem ainda mais duvidosa, vendidos por lá.

Queda de luz no cinema, no meio do filme

O cinema tinha acabado de inaugurar e as poltronas ainda tinham aquele cheirinho de coisa nova. Todo mundo falava do som high tech e da qualidade daquelas que já eram consideradas as melhores salas de cinema de Porto Alegre. Pagamos o preço ($$$$... argh!) e fomos assistir Sweet Home Alabama, bem contentes e munidas de muita pipoca. Lá pela metade do filme, a tela simplesmente apaga. Um funcionário aparece:

- Queda de energia, pessoal. Blecaute. Não tem hora pra normalizar.

Sábado à tarde. Todo o povo de todas as salas do cinema fazendo fila na bilheteria para o receber um carimbo no bilhete que serviria para assistir o filme em outro horário. Não sei se a Pi usou o carimbo dela, mas eu usei o meu. E três vezes! Rá!

Falando juntas: “Chuta que é macumba!”

Frase habitué desse ano. A frase preferida acabava sendo essa, mas a outra variação era “Larga esse cara de mão, guria!”. Afinal, somos amigas e jamais precisamos de discursos longos sobre orgulho feminino para nos fazer entender.

“Tô aqui! E agora?”

Quatro horas da manhã e uma ligação de outro estado. De um lado da linha, uma menina morena com sono e do outro, uma menina loira, recém saída do avião e em vias de surtar.

“Dani, ele é doentinho, lembra?”

Essa frase é propriedade privada da metade morena. Por Uso Capião, eu diria. Depois de meses ouvindo a minha amiga falar a mesma coisa, eu finalmente consegui captar o sentido dessas sábias palavras. Demorou, né Pi? “Só pra constar...”, lembra?

“Acho que voltar de ônibus não foi uma boa idéia...”

Mais de duas horas da manhã. A metade loira da dupla convence a metade morena de que não haveria problema nenhum em voltar pra casa de ônibus. Uma ligação de um passageiro para a polícia, reclamando do motorista e alguns idiotas tirando fotos da gente com o celular nos mostraram que eu estava errada.

- Aonde é que vocês vão gurias, pelamordedeus?

O bêbado que falou isso na hora em que a gente descia do coletivo nos fez determinar de uma vez por todas: “Voltar pra casa de ônibus, não é e nunca vai ser uma boa idéia”.

Monografia

A moça morena é uma jornalista nata e tem idéias brilhantes e talento de sobra. Apenas para não deixar a vida acadêmica passar sem percalços, ela entrou numa pequena neurose obsessiva compulsiva por causa da “mono”. Contrariando totalmente as expectativas pessimistas da orientadora, a minha amiga terminou, entregou e assegurou uma nota ótima no trabalho de conclusão.

U2

Falar na Pi e não falar do U2 é a mesma coisa de gostar de rock e nunca ter ouvido falar dos Beatles: Completamente impossível. Se passasse pela cabeça do tio Bono e Cia que eles têm uma fã como essa por aqui, todas as turnês da banda seriam brasileiras. E exclusivas. E no Parcão! :)


Ei, Bono! Tá vendo aquela mocinha ali, na primeira fila?


Pi,

Tudo isso pra dizer: Thanks!

Thanks por ser minha amiga, por me suportar naquela fase, quando até eu estava de saco cheio de ser eu, por salvar o meu msn, por me fazer rir quando eu preciso rir, por me fazer ouvir as coisas que eu preciso ouvir e por sempre estar aí. E PARABÉÉÉÉNS pelo diploma! Você merece muito! Ó o Pulitzer ali, ó!

P.s: E não vale mais reclamar da falta de interatividade do blog! Se você tiver algo a acrescentar lá em cima, manda que eu coloco aqui! :)

Pessoas que dizem pra sempre

Eu não consigo dizer pra sempre e deve ser porque eu não sei ser pra sempre. Eu não vou ser pra sempre porque eu sei que vou mudar, virar. Virar pó. Virar a cabeça. Virar a esquina. E ninguém sabe o que se pode encontrar virando a esquina. Outra Dani, quem sabe. Uma outra Dani que diz pra sempre pro namorado só porque todo mundo diz e é bonitinho dizer. Mas azar se eu não consigo entender a ânsia de eternidade dessas pessoas mornas que insistem em dizer pra sempre em vão. As mesmas que não suam, porque suar molha a roupa, não sangram, porque sangrar suja a roupa, não gozam, porque gozar amassa a roupa. Ou como você achar melhor. Eu nunca disse pra sempre pra nenhum namorado e isso não me faz ter amado menos e nem me impede de ter dado o melhor de mim pra ele. A Eternidade está acorrentada ao pescoço de quem precisa dela. Eu não preciso. Não quero brincar de Deus.

14 dezembro, 2005

Momento “Eu na pele da Dani”

Imagine 500.000 ervilhas enlouquecidas correndo pela rua, perseguidas por um pelicano gigante montado em um unicórnio azul. Agora, imagine a sua cara ao presenciar essa cena. Taí! Você acabou de ter uma idéia da expressão que quase não abandonou o meu rosto hoje.

13 dezembro, 2005

Já tava assim quando eu cheguei...

Posso ter visto dezenas de filmes sobre roubo de identidade, mas nada me preparou para o que aconteceu hoje. Meu login no msn foi surrupiado por um freqüentador da lan house! Quem me avisou sobre a encrenca foi a Pi que, pelo visto, levou menos de dois nanosegundos para descobrir que esse diálogo no msn não significava uma crise existencial:

Pi: Oi, Dani
Sujeito Indeterminado: Pior que não é a Dani

Então...

Se eu disse alguma coisa fora do (meu) normal pra você hoje, há GRANDES chances de não ter sido eu, ok?

P.s.:
“Queridíssimo” D.V.,
Isso não vale pra você. Não retiro uma vírgula do eu disse.

12 dezembro, 2005

Procura-se

Eu sou o próximo alvo da Anistia Internacional.


Meninas malvadas choram vendo propaganda bonitinha de Natal?

11 dezembro, 2005

Da série “Coisas que só acontecem nas Festas de Fim de Ano”

*colaboração do Lê


Filmagem de uma festa de Natal: Família reunida, um tio meio bêbado, uma tia doida que se abana com a própria saia, o outro tio que está filmando a festa e dando chicotada em todo mundo com o fio da câmera, os primos que se irritam com a chatice, saem pra rua e ligam o som do carro numa música dance. Enfim, aquela coisa toda... Nisso, a câmera capta a seguinte cena: Uma das tias vem da cozinha, tropeça em alguma coisa e cai de quatro na frente de todo mundo. Alguns levantam pra ajudar a coitada e ouve-se, claramente, a frase do tio bêbado: “Mas, bá! Por esse ângulo até dá pra entender porque tu casou com ela!”.



Na vida real a coisa não é bem assim...

Conclusões a respeito de uma (mesma) frase

A Paola disse: “Você continua a mesma”

E foi um elogio.

Já o K. disse: “Você continua a mesma”

E não foi um elogio.

Entenda-se...


"Espera a gente chegar em casa..."

Shopping. Casal almoçando às 4 da tarde.
A mulher tentando conversar e o homem olhando para o prato, vestindo a camiseta do Grêmio e ouvindo o jogo do Inter no walkman. Não demora muito e o cara grita: “TÁ LÁ!!!!!! UUUUUH...”O shopping inteiro olha pra ele. E depois pra ela...

Ao gosto do ladrão

A Zero Hora publicou estatísticas assustadoras sobre roubos de automóveis em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Mais um tipo de crime que não pára de crescer por aqui.

Acabei lembrando de quando roubaram o carro do meu avô, em 2001. Apesar do alívio por ninguém sair machucado, o aborrecimento foi grande, já que ele não tinha seguro. A sorte foi que tudo durou menos de uma semana, pois o Fiat Uno verde-escuro foi encontrado praticamente intacto em uma vila bem afastada. Os caras levaram o rádio, o estepe, uma jaqueta lindona que o meu vô tinha e, em troca, deixaram o bilhete: “Tio, teu carro é muito bom, mas não gostamos da cor”.

Se ninguém tomar uma providência rápida, a solução será todo mundo sair por aí pintando o carro de verde-escuro?

E como diz (?) o ditado...

Antes tarde do que mais tarde.

09 dezembro, 2005


O Mundo de Sofia

O livro é bom, apesar da chata da Sofia.

08 dezembro, 2005

Despertando a fúria dos fãs da Material Girl

Caí na besteira de dizer, em público, que não gostei dessa música nova da Madonna.

Alguém aí conhece algum guarda-costas que cobre barato ou esteja a fim de um trabalho voluntário?


25 anos sem John Lennon...

“Stand by Me” NO RÁDIO quatro vezes?

Siiiiim! \o/

07 dezembro, 2005

Será que Freud explica mesmo?

Parte boa: Sonhei que estava tendo aulas de surf.


Parte péssima: O professor era o Junior. Sim, o irmão da Sandy.

Parte inacreditável: Ele me convenceu a remar até as ondas usando dois cubos de gelo como bóia.

Sem comentários...

Bipolaridades de uma moça loira...

Amo x Odeio

Led Zepellin x “Stairway to heaven”

“Satisfaction” x Britney Spears cantando “Satisfaction”

Praia x Praia & Vento

Bombom x O 20261498º bombom

Cachorro x Cocô de cachorro

Tom Cruise, em Jerry Maguire x Tom Cruise, em Vanilla Sky

Amigos que se escrevem assim x Miguxos ki si iscrevem axim

A música-tema do filme Closer x Toda e qualquer tradução para o português da música-tema do filme Closer

Marisa Monte e Arnaldo Antunes x Tribalistas

Ficar acordada a noite inteira x Ficar acordada a noite inteira chorando

Dia de frio & sol x Dia de frio & chuva

Beber pra comemorar x Beber pra esquecer

Ser desculpada x Pedir desculpas

Acordar bem cedinho x Ser acordada bem cedinho

Saber o que eu quero x Saber que eu não deveria querer o que eu quero

Amar x Amar

05 dezembro, 2005


Eu, em versão Paint!

E sim, eu tenho pés. E sim, eu tenho mãos.
E nariz. E orelhas... Arghhhhh! E todo o resto que faltou, poxa! O que vocês são afinal? Críticos de arte? Ahn... er... bom... gostaram da saia rosa, pelo menos???

Ok. Os fatos falam por si. Acho que já tá na hora de eu começar trabalhar, mesmo...

Assisti Harry Potter!

Só eu acho que o Rony rouba a cena até do tal bruxinho da cicatriz?

04 dezembro, 2005

Batizado do sobrinho!

Ele estava lindo e simpático, como sempre. Distribuiu sorrisos, ficou encantado com os hinos, tentou participar da celebração com seus gritinhos e até curtiu o semi-banho na pia batismal. No entanto, ele continua sendo um bebê de cinco meses. Sendo assim...

Ele passou o tempo inteiro no meu colo
Ficar duas horas segurando aproximadamente 7 kg de “coisinha mais linda da titia” cansa um pouquinho, sabia? Mas só um pouquinho!

Ele é um trombadinha loiro
Desde que entrou na igreja, o gurizinho sentiu algum tipo de atração gastronômica pela folha de missa. Quando sentamos, vi que não seria uma boa idéia manter a tal folha perto dele e a entreguei para a minha irmã, já que celulose ainda não entrou na dieta de suquinhos e papinhas prescrita pela pediatra. Porém, em certa altura da celebração, percebi que ele estava brincando mais do que contente com a... folha da missa! Não, entregar o quitute para a minha irmã não foi empecilho pro rapaz: Ele simplesmente pegou emprestada a folhinha do menino que estava sentado ao lado, no melhor estilo “se não tem aquela, vai essa mesmo...”.


Ele é um bebê muito comunicativo
Ele estabeleceu algum tipo de comunicação com a menina-bebê da frente. Foi só a garotinha ensaiar um choro meia-boca para o loirinho aqui acompanhar. Empatia total, eu diria.

Ele já quer um irmão
De vez em quando o irmãozinho da menina-bebê implorava para poder segura-la um pouco. E lá saia o menino arrastando a garotinha e sua linda saia de tule cor de laranja pela igreja. Achei algo entre engraçado e esquisito, mas o sobrinho assistia tudo com uma atenção comovente. Deve ter achado o máximo esse negócio de ter irmãos.


Ele não é lá muito vaidoso
Lá pelas tantas, o padre pede que os padrinhos abram um pouquinho a blusa do bebê para que ele passe o óleo do batismo. Abrir foi moleza. E pra fechar? Eita... Não sei o que era pior: O bebê chorando, desesperado pra ficar com a blusa aberta ou a minha mãe gesticulando sem parar, do outro lado da igreja, para que a gente fechasse logo a tal da blusa, porque a fotógrafa estava chegando.


Brincadeira da Di, Matheus... Você estava lindo e bem comportado, sim. Lembra o que o tio padre disse? Pois é. Desse tamanhinho e já dá esse orgulho todo pra madrinha. E o coração que agüente porque eu sei que vem muito mais alegria por aí... \o/



Quem vê essa carinha...

03 dezembro, 2005

Dani! Eu sei quem é!

É nisso que dá ter amiga jornalista...
Sim, a Pi descobriu a identidade secreta do Bláblábláel (Mãos nos ouvidos, olhos fechados e balançando a cabeça pros lados: “Não quero saber! Não quero saber!”).

Apesar da cena comovente, ela contou. Saco, viu?

E aí?

Não adiantou nada, ainda não faço a menor idéia de quem seja a figura... :P

02 dezembro, 2005

E o Mau, Dani?

Deve estar bem, ué! Como é que eu vou saber...hunf!Perguntinha mais besta, viu? : (

Coméquipode?

Demorar 9 meses para esquecer 3? Ninguém explica...


Até logo, Lipinhuuuu “futuro Seu Manuel, da padaria” !

O namorado da prima está de mudança pra Portugal. Hoje ela me mostrou uma parte da carta imeeeeensa que está escrevendo pra ele. De cortar o coração, viu? :(


Lindo mesmo, Espinafre... Vai dar tudo certo, tá?

* Foto: Espinafre sendo agarrada pela prima maluca. As duas voltando da Feira do Livro de Porto Alegre. Encontramos o Dom Quixote lá, sabia? Com o Sancho e tudo. Pra lembrar: Jamais entrar em elevadores sem parede. Dessa vez a gente deu sorte, mas vá saber...

01 dezembro, 2005

Hoje é quinta!!!!

E a tal declaração, guria?

Hmm... Fingi que sou maníaca, neurótica, pisco 20 vezes mais rápido do que um ser humano comum, tenho soluço crônico e só falo húngaro. As coisas ficam surpreendentemente mais fáceis! Experimentem!


Esqueci!

Assim, de repente, mesmo... Esqueci! \o/ \o/ \o/